The End of Oak Street

Denise e Greg Platt atravessam uma fase complicada no seu casamento mas tentam manter a sua família unida. A pacata zona de Oak Street tem uma vizinhança unida, mas igualmente disfuncional, em que se destacam Mel Jacob, o irascível vizinho do lado e Mrs. Huddleston, uma sexagenária que ajuda Denise na revisão do livro que está a escrever.

A narrativa decorre em Julho de 1982 e tem obviamente muitas referências a essa era, replicando de forma competente o aspecto visual da década. Sem revelar demasiados pormenores, posso partilhar que umas estranhas luzes no céu vão desencadear uma série de eventos que (aparentemente) transportam dinossauros para esta zona específica dos EUA.

O segundo acto decorre maioritariamente na zona circundante de Oak Street, com a luta desesperada por encontrar uma saída. Ficamos a saber que essa será uma missão muito complicada, dando a entender que este evento foi despoletado por uma erupção solar.

Existem alguns momentos cómicos mas este é essencialmente um filme que se foca nos problemas familiares dos Platt, que têm uma relação repleta de segredos, mágoa e frustrações acumuladas. O elenco conta com dois nomes sonantes, Anne Hathaway e Ewan McGregor, que são os pilares da narrativa.

Estamos perante um filme que garante entretenimento, sem nunca deslumbrar, mas que segue um caminho muito próprio, sem apostar em grandes sequências de acção. Diria que esta abordagem mais linear é precisamente o que lhe confere algum encanto.

A produção ficou a cargo de JJ Abrams e o filme teve uma receita de bilheteira modesta, mas que já pagou os custos de produção. Se procuram um drama familiar, centrado numa narrativa em que existem dinossauros, este pode ser uma boa escolha.

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Iron Studios Star Wars Luke & Leia 1/10

A minha viagem por este universo das estátuas teve início por volta de 2014 e seguiu a evolução natural (bobbleheads, figuras NECA, figuras de vinil e bustos), até me focar na escala 1/10. Comecei pela linha Avengers, Justice League, Uncanny X-Men e Stars Wars, da Kotobukiya e, mais tarde, transitei para a escala 1/6, maioritariamente da Tweeterhead e Bowen.

Em 2022, a coleção já tinha sofrido uma redução significativa , com o objetivo de ficar apenas com 15 a 16 peças. Assim sendo, com a chegada desta homenagem ao poster original de Star Wars, da Iron Studios, a minha missão fica concluída.

Estou francamente satisfeito com o meu “espólio” actual e foi uma viagem memorável, onde se cometeram erros que me levaram a encontrar o caminho certo para a minha coleção. À data de hoje, o QG tem nove estátuas na escala 1/6, três de 1/5, duas de 1/4 e esta fantástica adição, que será a única na escala 1/10.

Muito haveria para abordar acerca da aventura que foi a entrega pelos CTT, mas a experiência de unboxing foi satisfatória e simples. A caixa veio bem acondicionada, com todas os componentes intactos. Trata-se de uma edição limitada a 1977 unidades, da qual recebi a número 1541.

A qualidade do produto é inquestionável, com bastante detalhe para a escala em questão. Confesso que está francamente muito aproximado do poster original, com uma experiência simples de montagem mas em que recomendo cuidado redobrado com o vestido da Princesa Leia.

Pessoalmente, gostaria de ter visto C3P0 e RD-D2 incluídos no diorama, sobretudo quando consideramos o custo final da peça. Na minha opinião, o PVP deveria rondar os 350-400 euros, mas a “taxa Disney” tem sido uma realidade em todos os lançamento da Iron Studios.

Esta foi a minha derradeira adição, não estando previsto qualquer pré-reserva a curto, médio-prazo. Quem está por dentro destes meandros, tem noção do aumento surreal que estes colecionáveis sofreram nos últimos 5 anos, o que originou uma cisão significativa dentro da comunidade.

Eu vou seguir o meu caminho e apreciar estes símbolos da cultura pop com o qual cresci e que tão bem me fazem. O Quartel General está melhor do que nunca, meus caros!

Star Wars: The Mandalorian and Grogu

Sou um enorme fã das duas temporadas iniciais de Mandalorian. A terceira perdeu qualidade, embora tenha alguns episódios sólidos e que culminam num desfecho agridoce.

Quando foi anunciado este projecto, confesso que fiquei céptico, mas resolvi dar uma oportunidade a Favreau e Filoni. Alegadamente, a quarta temporada estava escrita, mas o Estúdio optou por um filme, que daria conclusão à aventura deste duo improvável.

A narrativa é bastante simples e assenta numa nova realidade de Mando, que é contratado com frequência pelos Adelphi Rangers, que são essencialmente a Resistência da Nova República. Din Djarin é encarregue de localizar o Commander Coin, uma misteriosa figura do Império, que é responsável por inúmeros crimes de guerra.

A sua missão leva-o por caminhos perigosos, em que tem de negociar com os Hutt Twins, com o intuito de resgatar Rotta, o herdeiro de Jabba the Hutt. Como seria de esperar, vão existir várias traições e nem tudo aparenta ser o que é, colocando os nossos heróis numa missão altamente perigosa e que vai testar a sua resiliência.

Destaque para a participação de Martin Scorsese, Jeremy Allen White e Sigourney Weaver, que conferem um toque de classe extra ao filme. Honestamente, diria que estamos um episódio mais longo da série, que de forma alguma encerra o arco narrativo de Mando e Grogu.

No entanto, estamos perante um filme divertido, que nos permitiu ter uma aventura final destas duas personagens icónicas deste “novo” Star Wars. Está longe de ser brilhante mas podem contar com 132 minutos de fan service , naquela que será certamente a última aparição destas duas personagens nos tempos vindouros.

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