Sobre Hugo Cardoso

Membro da fantástica colheita de 1978. Utilizador de . Adepto do SLB, LA Lakers e Colorado Avalanche. Entusiasta de Retro Gaming, Cinema e BD. Colecionador de Estátuas na escala 1/6. Fã #1 de Muttley, o podengo.

Star Trek: Discovery T.2

A segunda temporada está muito bem conseguida, essencialmente pelo facto de ter (finalmente) uma identidade própria. A narrativa tem o dom de transportar as personagens mais relevantes da primeira temporada, adicionando elementos como o Controlo e a Secção 31, para uma missão de pesquisa relacionada com sete misteriosos sinais que apareceram no espaço.

O Capitão Pike é o escolhido para liderar este missão, abandonando a USS Enterprise para o efeito. Há uma preocupação em desenvolver as personagens e contar mais acerca da sua história, como forma de justificar algumas acções que irão ser tomadas.

Como habitualmente, não gosto de colocar spoilers, motivo pelo qual vou ser muito superficial na análise. Apesar de discordar de algumas decisões, a realidade é que a segunda metade desta temporada é extremamente bem conseguida, criando o crescente de emoção e mistério necessário para a batalha final, que lança os eventos para a terceira temporada.

A presença de Spock acaba por ter um efeito positivo na narrativa, assim como saúdo a adição de Leland e Jet Reno, que conferiram uma dinâmica muito interessante enquanto antagonista e membro da tripulação.

A presença de Ash, Saru e Georgiou são fundamentais enquanto complemento para Michael, que assume finalmente o seu papel de personagem principal da série. Discovery está ainda longe de ser um êxito mas a melhoria significativa nesta temporada deixa-me com esperança que estejamos a ir na direcção certa.

Rim of The World

O orçamento colossal da Netflix tem produzido alguns resultados, com êxitos relevantes tais como Stranger Things, Daredevil e Final Space, para citar alguns. A mais recente estreia é Rim of The World, que tem como premissa uma invasão extra-terrestre e que envolve quatro jovens como os protagonistas principais.

Diria que existem claras similaridades com Attack the Block, embora neste caso o cenário seja um campo de verão. Temos os típicos clichés em termos de personalidade e uma narrativa que se preocupa essencialmente em cumprir os serviços mínimos.

A premissa princial é básica e consiste em entregar uma chave eletrónica, que contém o segredo para derrotar os invasores alienígenas. Pelo meio, os quatro jovens terão de sobreviver aos ataques de um dos aliens, que ostenta poderes de cura que fariam inveja a Wolverine. Rim of The World tira muita inspiração de clássicos como Goonies e foca-se na ligação entre as personagens, sem esquecer alguns momentos de humor e ação.

Está muito longe de ser um clássico mas garante entretenimento durante os noventa minutos.

Mediano
60%