Star Trek: Discovery T.3

Após os eventos da segunda temporada, a tripulação viaja até ao ano 3188, para constatar que a Federação perdeu grande parte da sua identidade, devido a um estranho evento apelidado como “The Burn”, em que grande parte do dílitio foi destruído.

Os primeiros dois episódios mostram a viagem solitária de Michael Burnham, que trava conhecimento com Book, um estafeta que transporta “mercadoria sensível. Ao longos dos episódios iniciais, é interessante a interação da equipa com a nova tecnologia, assim como a busca pelo último reduto da Federação.

O motor de esporos da Discovery é uma mais valia incrível neste universo, dado que não utiliza dilítio, que se converteu num  material cada vez mais escasso. Vou evitar entrar em demasiado pormenor, mas posso adiantar que vão existir algumas adições à equipa e que a Discovery consegue encontrar a fação sobrevivente da Starfleet, que é liderada pelo Comandante Charles Vance.

Tendo em conta o universo expandido e o lançamento de uma nova série, existe uma saída que, na minha opinião, retira qualidade à narrativa embora, no global, a segunda metade desta temporada seja francamente melhor que a inicial.

A temporada termina com vários cenários em aberto mas converte finalmente Michael Burnham na nova capitã da Discovery. Estou francamente curioso para saber qual será a narrativa escolhida para a quarta temporada, que já se encontra confirmada.

No global, esta temporada tem os seus momentos, elevando claramente a qualidade nos derradeiros três, quatro episódios. Mas, na minha opinião, continua a faltar algo para que Discovery dê o salto warp para o patamar de TNG.

Star Trek: Discovery T.2

A segunda temporada está muito bem conseguida, essencialmente pelo facto de ter (finalmente) uma identidade própria. A narrativa tem o dom de transportar as personagens mais relevantes da primeira temporada, adicionando elementos como o Controlo e a Secção 31, para uma missão de pesquisa relacionada com sete misteriosos sinais que apareceram no espaço.

O Capitão Pike é o escolhido para liderar este missão, abandonando a USS Enterprise para o efeito. Há uma preocupação em desenvolver as personagens e contar mais acerca da sua história, como forma de justificar algumas acções que irão ser tomadas.

Como habitualmente, não gosto de colocar spoilers, motivo pelo qual vou ser muito superficial na análise. Apesar de discordar de algumas decisões, a realidade é que a segunda metade desta temporada é extremamente bem conseguida, criando o crescente de emoção e mistério necessário para a batalha final, que lança os eventos para a terceira temporada.

A presença de Spock acaba por ter um efeito positivo na narrativa, assim como saúdo a adição de Leland e Jet Reno, que conferiram uma dinâmica muito interessante enquanto antagonista e membro da tripulação.

A presença de Ash, Saru e Georgiou são fundamentais enquanto complemento para Michael, que assume finalmente o seu papel de personagem principal da série. Discovery está ainda longe de ser um êxito mas a melhoria significativa nesta temporada deixa-me com esperança que estejamos a ir na direcção certa.

Star Trek: Discovery T.1

O sucesso originado pelo reboot da franchise no cinema levou a que a CBS apostasse em Discovery, que assenta numa visão mais sombria da Federação, com a evidente componente de acção, que é uma constante ao longo da primeira temporada.

A introdução das personagens é longa e assenta na tentativa de unificação do império Klingon, por T’Kuvma, que tem uma nave com a capacidade de se camuflar. De forma completamente aleatória, a USS Shenzhou acaba por detectar essa nave, alertando a Federação e criando um impasse que ficará conhecido com a Guerra das Estrelas Binárias.

Dezenas de naves entram em conflito, gerando inúmeras baixas em ambos os lados e as acções de Burnham levam a que sua Capitã acabe por falecer, ás mãos de T´Kuvma. A narrativa avança alguns meses e vamos acompanhar o percurso de Burnham, que foi expulsa da Federação e condenada por motim.

Misteriosamente, a USS Discovery, comandada pelo Capitão Lorca vai solicitar os serviços de Burnham, com o intuito de ajudar com um projecto secreto, que assenta na utilização de esporos para navegar pelo espaço a velocidades quase instantâneas.

Existem muitas missões paralelas e os eventos que parecem não ter qualquer relação correlativa vão fazer sentido no final da temporada. Em termos de personagens, Discovery é francamente diferente, apesar de manter alguns dos seus clichés. Um dos pontos mais criticados é o seu posicionamento na timeline do universo Star Trek, algo que continua a ser debatível, embora seja esta a cronologia oficial:

  • Star Trek: Enterprise (2151-2161)
  • Star Trek Discovery (2255)
  • Star Trek (2265-2269)
  • Star Trek: The Animated Series (2269-2270)
  • Original Star Trek movies (2273-2293)
  • Star Trek: The Next Generation (2364-2370)
  • Star Trek: Deep Space Nine (2369-2375)
  • Star Trek: Voyager (2371-2378)

Como habitualmente, os meus artigos de opinião não divulgam spoilers mas no geral considero esta temporada uma lufada de ar fresco, embora discorde de algumas decisões.

A tecnologia utilizada é vastamente superior em comparação com a série original, assim como a fisionomia dos Klingons, o que poderia fazer sentido caso outras espécies tivessem seguido o mesmo caminho, algo que não ocorre (exemplo: Vulcans e Andorians).

Foi um risco a direcção tomada nos derradeiros cinco episódios mas a realidade é que funcionou, restando saber se voltaremos a tocar nalguns temas que ficam claramente por resolver. O trailer para a segunda temporada já foi disponibilizado na Comic Con e confirma a presença do Capitão Pike, assim como a premissa principal da narrativa, que vai envolver Spock.

Qual é a vossa opinião acerca desta nova série? São Trekkies tradicionalistas ou acreditam no sucesso do projecto?