Sobre Hugo Cardoso

Membro da fantástica colheita de 1978. Utilizador de . Adepto do SLB, LA Lakers e Colorado Avalanche. Entusiasta de Retro Gaming, Cinema e BD. Colecionador de Estátuas na escala 1/6. Fã #1 de Muttley, o podengo.

Godzilla: King of Monsters

Gostei bastante do primeiro filme deste reboot, o que apenas aumentou a minha exigência para a sequela. O caminho seguido foi interessante, apresentando um Planeta Terra em que os Titãs estão a sair da hibernação e a lutar pelo topo da cadeia alimentar.

Em termos de narrativa, a Monarch volta a ser fundamental, com o regresso do Dr. Serizawa e da Dra Graham. Vamos igualmente conhecer a família Russell, mais especificamente a Dra Emma Russell, que construiu um dispositivo capaz de controlar parcialmente os Titãs, através de uma frequência sonora.

Sem colocar grandes spoilers, posso adiantar que esse dispositivo acaba por ser controlado por um grupo de militares que pretende utilizar as criaturas para reiniciar a civilização humana. Contem com batalhas épicas entre Godzilla, Mothra, Rodan e Ghidorah, aliado à tentativa de resgatar Madison e Emma dos seus captores.

As cenas de CGI são soberbas, o que em 2019 é perfeitamente natural. No que diz respeito a interpretações, o nível geral é no melhor mediano, o que coloca este filme num patamar claramente abaixo do original.

Diria que posso recomendar King of Monsters apenas a quem é fã de Godzilla. Tendo em conta que a receita de bilheteira foi aceitável, diria que existe uma boa probabilidade de existir um terceiro filme, que poderá ter como base a cena que aparece no pós-créditos finais.

Mediano
68%

Star Trek T.3

A terceira temporada de Star Trek foi lançada em 1968 e, na minha opinião, é a claramente a mais competente da série original. Vamos continuar a acompanhar a missão de cinco anos da USS Enterprise, repleta de novas culturas e adversários dignos de respeito.

Persiste a clara influência da mitologia, com destaque para episódios como Elaan of Troyius ou Requiem for Methuselah, para citar os mais icónicos. A relação entre Kirk, Bones e Spock continua a evoluir, bem complementado por Sulu e Scotty, que ganham um papel mais relevante nesta derradeira temporada.

A série continua sem ter uma narrativa interligada, ao bom estilo da época, sendo clara a aposta no modelo “monster of the week”, que acaba por funcionar excepcionalmente bem. O mais curioso é que foi muito agradável revisitar a série original e constatar que envelheceu de forma positiva, como um bom vinho.

O último episódio, Turnabout Intruder, é um claro exemplo do que referi nos parágrafos anteriores, aliando uma narrativa de qualidade a elementos básicos de ficção científica. Star Trek é a primeira série do género que concilia personagens cativantes com mensagens subliminares sobre temas muito reais, que visam educar o público alvo.

Só posso recomendar que invistam tempo nesta série de culto, que marcou gerações e que merece toda a vossa atenção.