Sobre Hugo Cardoso

Membro da fantástica colheita de 1978. Utilizador de . Adepto do SLB, LA Lakers e Colorado Avalanche. Entusiasta de Retro Gaming, Cinema e BD. Colecionador de Estátuas na escala 1/6. Fã #1 de Muttley, o podengo.

Star Trek: Beyond

Justin Lin foi escolhido para realizar Beyond, a mais recente aventura do universo Star Trek. O argumento é da autoria de Simon Pegg e Doug Jung e marca o quinquagésimo aniversário desta franchise, colocando uma fasquia elevada para o produto final.

Pessoalmente, o grande sucesso deste reboot tem sido o casting (absolutamente soberbo) e o respeito pelo legado Star Trek, algo que é muito visível neste filme, com referências a Leonard Nimoy e uma curta homenagem a George Takei, assim como à equipa original.

A química entre os actores é fantástica e eleva o patamar do filme a um nível assinalável, apesar de ter uma narrativa algo previsível. Basicamente, a tripulação da Enterprise vai responder a um pedido de resgate, sendo atacada por uma facção desconhecida, sob o comando de Krall (Idris Elba). A nave acaba por ser totalmente destruída, forçando a uma evacuação de emergência para o planeta.

Grande parte dos sobreviventes é capturado, escapando apenas Kirk, que se vai juntar na superfície a Chekov, Scotty, que vai encontrar em Jaylah uma poderosa aliada e Bones, que vai tratar dos ferimentos de Spock. Vamos acompanhar parte das aventuras deste trio (sempre com muito humor), que inevitavelmente acabam por se juntar e iniciar uma missão de salvamento.

Existem cenas de acção verdadeiramente épicas, das quais destaco o resgate com a mota e a utilização da música dos Public Enemy e Beasty Boys, tornando Beyond numa experiência bastante divertida e que merece ser destacada. Está longe de ser o melhor filme da trilogia mas tem as suas virtudes. Confesso que esperava mais do enredo, assim como do vilão, que tinha tudo para ser memorável.

No global, estamos perante um filme muito competente e que fará as delícias dos fã de Star Trek. Se possível, recomendo que o vejam na sala 4Dx, dado que melhorará substancialmente a vossa experiência.

Gotham T.2

Após uma primeira temporada de muito bom nível, as expectativas eram elevadas e Gotham não desiludiu. A narrativa continua a assentar no desenvolvimento de personagens, com a introdução de alguns novos vilões (Galavan, Firefly, Mr. Freeze e muitos mais) e testando os limites de Jim Gordon, que se verá forçado a tomar decisões complexas e com implicações profundas.

Apesar de tudo, a segunda temporada tem mais cenas de acção, estando repartida em dois actos. A primeira fase é dedicada à história da família Galavan e a sua missão de destruição dos Wayne. No global, está muito bem conseguido e cria ligações que farão todo o sentido na segunda metade da temporada.

A segunda fase é dedicada ao assassinato da família Wayne, que acaba por ser parcialmente revelado após uma investigação de Bruce e Alfred. Temos igualmente uma ligação inerente a Hugo Strange, o médico que controla o Sanatório de Arkham. Esta é sem dúvida a altura em que a narrativa atinge o seu clímax, confirmando que a Court of Owls será parte integrante da terceira temporada, o que é francamente animador.

Vamos igualmente acompanhar o ressurgimento de Pinguim, The Riddler e Fish Mooney, estando reservado para a última cena da temporada uma cena inesperada (sem spoilers) e que poderá confirmar uma reviravolta interessante em toda a dinâmica da série.

Gotham continua a surpreender pela positiva e estou convicto que a próxima temporada conseguirá ser ainda melhor. Recomendo vivamente que invistam tempo nesta série, porque vale muito a pena e não ficarão desiludidos.

Sleepy Hollow T.2

A segunda temporada desta série aborda a fuga do Purgatório, assim como a luta entre Crane e o seu filho. Temos igualmente a chegada do Cavaleiro da Guerra, tornando a missão das Testemunhas ainda mais complicada. Com o desenrolar da temporada, os aliados vão sendo cada vez menos e a relação entre Crane e Abbie vai ser testada.

No global, a temporada é interessante, com uma narrativa fluida e que culmina com algumas decisões “previsíveis”, face ao desenvolvimento das personagens. Há que destacar a participação de John Noble, que dá um toque de qualidade a Sleep Hollow, assim como ás constantes referências históricas, que estão muito bem adaptadas.

Torna-se complicado divulgar a minha opinião na íntegra, dado que estou a evitar spoilers, mas recomendo sem dúvida que vejam esta série, embora confesse que fiquei com algumas reservas para a terceira temporada, que entretanto já estou a visualizar. Molloch é inequivocamente um adversário épico, conseguindo elaborar um plano que visa a sua passagem para a nossa realidade, conquistando o Planeta e destruindo tudo à sua passagem.

Posso adiantar-vos que na terceira temporada, a vilã é interessante (Pandora) e que vai colocar os nosso heróis em situações muito complexas, em que vão ter de enfrentar alguns dos seus medos mais profundos.