Sobre Hugo Cardoso

Membro da fantástica colheita de 1978. Utilizador de . Adepto do SLB, LA Lakers e Colorado Avalanche. Entusiasta de Retro Gaming, Cinema e BD. Colecionador de Estátuas na escala 1/6. Fã #1 de Muttley, o podengo.

Suicide Squad

O mais recente projecto da DC apresenta-nos o Suicide Squad (ou Task Force X), uma equipa composta por vilões, que acabam por fazer o trabalho sujo de Amanda Waller, da Argus. O hype que foi gerado em redor deste filme, sobretudo com o lançamento de bons trailers, fez-me acreditar que poderíamos estar perante um sucesso mas permaneci reticente face ao reduzido tempo que o guião levou a ser concluído.

O que dizer de uma aventura em que os “heróis” são os vilões Killer Kroc, DeadShot, Harley Quinn, Capt Boomerang e Diablo? Bem, em primeiro lugar, que o início até é prometedor, com o enquadramento da timeline (os eventos ocorrem após a morte do Super-Homem) e o aparecimento de The Flash (ainda apelidado de Red Streak) e Batman.

Tudo o resto é francamente constrangedor, dado que o enredo é inexistente e o vilão não é suficientemente forte para sustentar o filme. Por outro lado, as cenas de acção são excelentes, com destaque para os (poucos) momentos em que temos a presença de Jared Leto. Aliás, a forma como gerem a personagem de Joker é estranha, sobretudo se tivermos em conta a dimensão que deveria ter face aos trailers. Pessoalmente, fiquei com a ideia que o utilizaram sobretudo para tentar explicar algum do passado de Harley Quinn, o que se revela um erro colossal.

Em termos de interpretações, este filme vale por Will Smith (DeadShot) Margot Robbie (Harley Quinn), Viola Davis (Amanda Waller) e Joel Kinnaman (Rick Flag). Gostei particularmente da sinergia entre Deadshot e Flag, assim como da loucura de Harley Quinn, sem esquecer a crueldade de Amanda Waller, que transparece durante todo o filme.

Mas infelizmente estes são os pontos positivos de Suicide Squad, dado que tudo o resto é pouco memorável. É incompreensível para mim que não tenhamos tomado conhecimento da história de The Enchantress ou que Joker fosse utilizado como segundo vilão, sobretudo quando temos uma narrativa vazia mas que está repleta de personagens com temperamento volátil e inconsistente.

Ainda não foi desta que a DC consegue lançar um filme que esteja ao nível do que vemos no universo Marvel. E já começou a contagem decrescente para a Justice League, que terá apenas um filme (Wonder-Woman) antes do seu lançamento. Caso optem por ir ao cinema, aguardem por uma cena pós-créditos finais.

Stranger Things T.1

Uma pacata cidade dos EUA vai ser o palco para alguns acontecimentos estranhos, que começam com o desaparecimento do jovem Will Byers. As buscas revelam-se infrutíferas mas levantam suspeitas a Jim Hopper, o Sheriff local, que resolve alargar a sua investigação a outros campos.

A série tem como pano de fundo os anos 80 e apresenta inúmeras referências da época, contextualizando a narrativa de forma quase perfeita. Temos o sentimento de camaradagem dos amigos de Will, que tentam encontrá-lo a todo o custo, o desespero de Joyce Byers e a história peculiar que envolve Eleven, uma criança que aparenta ter poderes de psicocinese e telecinese.

As interpretações são excelentes e a evolução que vamos constatando ao longo dos 8 episódios permite alcançar um resultado final excelente e que me cativou do primeiro ao último minuto. Sem querer entrar em pormenores que podem estragar parte da magia de Stranger Things, saliento a clara influência de Twin Peaks, Goonies ou mesmo ET na forma como o produto final é apresentado mas posso afirmar com certeza que estamos perante uma das melhores produções que tive acesso nos últimos tempos.

Sempre que uma série nos consegue catapultar para um universo e gerar preocupação para com as personagens , o êxito é garantido. Convido-vos a participar na aventura de Lucas, Dustin e Mike, preferencialmente via Netflix. Garanto que não ficarão desiludidos!