War for Cybertron: Siege

Como enorme fã da Geração 1 da clássica série de animação encarei com entusiasmo este projeto, que será dividido em três capítulos. Siege já se encontra disponível no Netflix, sendo composto por seis episódios, onde acompanhamos os dias finais da Guerra em Cybertron.

Os Autobots encontram-se à beira da extinção, num planeta mergulhado na destruição e controlado quase por absoluto pelos Decepticons, que patrulham o céu com o esquadrão dos Seekers, liderado por Jetfire.

Megatron ainda não se converteu no vilão clássico que conhecemos, apresentando traços de honra e tentando recorrer a tácticas menos agressivas, no intuito de alcançar a paz. Do outro lado, Optimus Prime é um líder respeitado, mas contestado pelo seu braço direito, Ultra Magnus, que tenta a todo o custo alcançar as tréguas, para poupar mais fatalidades do lado dos Autobots.

Ao longo da narrativa, torna-se evidente a mudança em Megatron, sobretudo com a possibilidade de encontrar a AllSpark, que lhe permitirá reformatar toda a programação doa Autobots e emergir como líder de Cybertron. Sem revelar spoilers, vão existir mudanças de facção, traições e decisões que irão formar algumas das personagens que conhecemos e adoramos no Universo dos Transformers.

Gostei particularmente da forma como Starscream e Shockwave são retratados, muito ao estilo da série original, assim como da história associada à génese de Optimus Prime e Ultra Magnus, os aprendizes de Alpha Trion. É notório o desespero nas ações dos Autobots, que lutam desesperadamente pela sobrevivência, em contraste com os Decepticons, que são motivados pelo ódio e espírito de vingança.

Vou evitar os spoilers, mas confesso que gostei bastante deste primeiro capítulo. Existem alguns pontos que, sem dúvida, mudaria mas é satisfatória a forma como se conclui o derradeiro episódio, com o aparecimento de um dos Guardiões (surpresa!) e a saída de Cybertron, com a ajuda do Teletran-1.

Ao momento, ainda não existe data para o próximo capítulo, que se intitula Earthrise e cuja narrativa irá envolver o Planeta Terra e a primeiro contacto com a raça humana. A trilogia fica concluída com Kingdom, que irá envolver uma aliança inesperada entre Autobots e Decepticons, assim como os seus descendentes, The Maximals e Predacons, para salvar o Planeta Terra de uma ameaça desconhecida.

Convido-vos a dar uma oportunidade a War for Cybertron e partilhar a opinião neste artigo.

Hero Mask T.1

O Netflix tem sido o meu repositório mais frequente em termos de conteúdo anime. Recentemente, tive oportunidade de ver a primeira temporada de Hero Mask e resolvi partilhar a minha experiência convosco.

A narrativa decorre numa versão alternativa de Londres, em que vamos acompanhar James Blood, um agente da divisão SSC (Special Service of Crime), que investiga casos de crime organizado extremo. A série é escrita e realizada por Hiroyasu Aoki e retira inspiração clara da personagem de James Bond, assim como dos clichés dos heróis de ação dos anos 90.

Tudo começa com o assassinato de Monica Campbell, que coincide com a sua investigação à LIVE Corporation. Posteriormente, a esquadra das forças policiais é atacada por um inimigo de James Blood, que deveria estar morto mas que ostenta uma estranha máscara, que lhe fornece resistência às balas e uma força sobrenatural.

Esta premissa vai lançar uma investigação acerca desta máscara, que se revela uma peça de tecnologia altamente evoluída e que tem ligações evidentes com a LIVE. Blood une esforços a Sarah Sinclair, a protegida de Monica Campbell, que jura levar os responsáveis à justiça.

A série está bem conseguida, resultado de uma história envolvente e que se foca bastante no desenvolvimento de personagens. O ritmo nem sempre é o ideal, mas Hero Mask brilha na forma como consegue envolver-nos na busca da verdade. Não sendo brilhante, diria que foi positivo o suficiente para me convencer a investir na segunda temporada, que estreia a 23 de Agosto de 2019.

High Score Girl T.1

A Netflix continua a disponibilizar anime de qualidade. Desta vez, a escolha recaiu na adaptação da manga de Rensuke Oshikiri, publicada pela Square Enix e que é composta por 10 volumes. High Score Girl é uma espécie de comédia romântica, que tem como pano de fundo a comunidade gamer dos anos 90, sem esquecer os saudosos salões de jogos e a evolução das consolas no mercado residencial.

Haruo é um jovem obcecado por videojogos, frequentando de forma assídua os salões de jogos. As suas notas escolares sofrem largamente, em consequência da sua paixão, mas é através dela que vai travar amizade com Ono, uma colega de escola, que é de uma família abastada e que segue regras muitas restritas impostas pela sua tutora, Noemi Goda.

Esta assimetria vai criar uma relação muito especial, fomentada pelo jogos e a competitividade associada. Surpreendentemente, Ono tem uma talento inato para o jogo, o que faz com que Haruo se desafie a tornar ainda melhor, com o intuito de derrotar a sua “rival” num torneio.

Com o avançar do tempo, vão surgir obstáculos que afastam Ono e Haruo, criando espaço para o aparecimento de Hidaka, outra colega de escola,  criando um invulgar triângulo amoroso que fomenta grande parte da narrativa de High Score Girl.

É absolutamente fantástico o nível de detalhe que existe em termos de informação inerente à comunidade gamer, com ênfase nas consolas populares da altura (Famicon, Super Famicon, PC-Engine, Playstation, Saturn, etc), assim como o impacto de clássicos como Street Figher e Final Fight, para citar alguns.

Gosto particularmente da forma como a narrativa se encadeia com a cronologia história dos videojogos, fomentada por diálogos curtos, que em certas ocasiões se transformam em monólogos mas que conseguem ser poderosos.

Convido-vos a dar uma oportunidade a este anime, que tem segunda temporada confirmada para Outubro de 2019.