Ghost In The Shell: SAC 2045 T.2

A segunda temporada vai focar-se na temática dos “pós-humanos”, mais especificamente num movimento revolucionário, designado como N, que tem origem no vírus original. No entanto, os primeiros episódios focam-se na busca por Philip Kukushkin, um desertor russo que pretende vender o código no mercado negro. A equipa de Major acaba opor localizar e deter o seu alvo, mas são atacados por dois “pós-humanos”, que tornam a extração muito complexa. Graças ao apoio de Mizukane Purin, a equipa conclui a missão com sucesso, mas fica claramente implícito uma ligação entre Purin e a sua atacante.

Adicionalmente, temos o regresso de Togusa, que consegue alcançar a cidade de Tokyo, constatando que estão vários milhões de pessoas concentradas, com o objetivo de apoiar a causa N. A sua investigação vai revelar alguns pormenores fundamentais para o avanço da narrativa, identificando os dois líderes deste movimento: Mizukane e Takashi, dois pós-humanos.

Vou deliberadamente omitir alguns factos, para evitar os spoilers, mas a equipa de Major vai passar por dificuldades, sendo necessário debater-se com as forças americanas, que tentam igualmente deter os pós-humanos e evitar o lançamento de armas nucleares. Contem com várias cenas de ação e um desenvolvimento narrativo que cria várias dúvidas acerca do que está realmente a ocorrer. Esta segunda temporada investe forte no metafísico, deixando claramente implícito que nem tudo é o que aparenta ser, sobretudo no que respeito ao desfecho do conflito em Tokyo.

Torna-se complexo abordar alguns temas desta temporada, sem estragar a experiência, mas diria que estamos perante um brain loop, que força a Secção 9 a medidas excepcionais. Vão existir muitas questões no final, sempre associadas á dependência extrema na tecnologia. Será possível manter a visão de Takashi? Será este o caminho para um futuro mais pacífico?

A derradeira cena desta temporada ocorre entre Major e Batou, que definem um código (1A84) para terem a certeza que estão no tempo e espaço correto. Pessoalmente, considero esta temporada superior à original, embora levante mais questões do que respostas. Se estiverem interessados, podem encontrar a série no Netflix.

Star Wars: Visions T.1

O conceito deste projeto assenta em histórias curtas, que decorrem “fora da continuidade” do universo Star Wars. O aspecto visual é claramente inspirado em anime e na cultura nipónica, com uma palete de cor bastante distinta do padrão desta franquia.

A primeira temporada é composta por nove episódios, dos quais destaco The Duel, The Twins, The Ninth Jedi e Lop & Ochõ. Volto a frisar que a narrativa não tem ligação ao universo Star Wars, pelo que a liberdade criativa é total, o que resulta em personagens e conceitos muito interessantes. A grande maioria dos episódios decorre num futuro distante, em que os Sith e Jedi permanecem antagonistas, numa constante batalha pelo equilíbrio na Força.

Em 2023, será disponibiliza a segunda temporada, que manterá a mesma premissa, embora seja, maioritariamente, da responsabilidade de estúdios de animação europeus. Se procuram algo diferente e são fãs do universo Star Wars, diria que Visions é uma escolha acertada.

Para quem já teve oportunidade de assistir aos primeiros nove episódios, qual é o veredicto? Partilhem o feedback na caixa de comentários, de forma a podemos iniciar um debate de ideias saudável.

Spriggan T.1

Yu Ominae é um jovem que faz parte da ARCAM, uma organização secreta que se dedica à busca e recolha de OOPart (Out of Place Artifacts). Ao longo de seis episódios, vamos acompanhar algumas missões, em que o nosso herói vai confrontar inimigos poderosos, tais como Coronel McDougal, Iwao Akatsuki, Bo Brantz, Larry Markson e Bowman.

Cada batalha cria uma dificuldade adicional ao nosso protagonista, que vai evoluindo e melhorando as suas capacidades. Para o ajudar, conta com a extraordinária tecnologia do Dr. Mayzel, que desenvolveu uma armadura forjada com orichalcum, um metal denso que é praticamente indestrutível.

Cada episódio está repleto de ação e diversidade, das quais destaco os soldados cibernéticos e zombies controlados por uma floresta amaldiçoada. Há muito para absorver e apesar da ação frenética, temos um claro desenvolvimento da personagem,. que vai lentamente colocando em causa algumas das suas convicções.

Como não podia deixar de ser, temos uma personagem feminina, Yoshino Somei, que promete converter-se no interesse amoroso de Yu, apesar das suas intenções serem essencialmente movidas pelo enriquecimento financeiro. Adicionalmente, temos a introdução de Jean Jacquemonde e Oboro, dois dos mentores de Ominae.

Este anime é baseado no manga da autoria de Hiroshi Takashige e Ryōji Minagawa e assenta na preservação de artefactos OOPart, conforme referi anteriormente. A componente mística ou sobrenatural é muito interessante, explorando a Arca de Noé, as Caveiras de Cristal e a Philadelphia Experiment. Adicionalmente, somos introduzidos a duas fações, ARCAM e a Trident, que apesar de terem agendas opostas, aparentam ter vários segredos para desvendar.

Caso pretendam investir nesta série da Netflix, penso que será uma excelente escolha. PAra terminar, apenas uma curiosidade: em território nacional esta manga foi publicada em 1995, com a designação de Striker.