Vampire in the Garden

Vanpaia in za Gāden é um anime da Wit Studios, que retrata um futuro distópico, em que os sobreviventes humanos lutam pela sobrevivência, em cidades fortificadas com luz. O primeiro episódio tem início com um ataque a uma estrutura, que alberga vampiros. Um dos soldados, Momo, é incapaz de matar um jovem vampiro, sendo resgatada por Mirena, que recupera uma caixa de música.

O conflito entre as duas facções é longo e para além de dizimar os recursos, gerou o desespero. Nas cidades humanas, a música foi banida, devido à sensibilidade auditiva do inimigos e do lado dos vampiros, foi sintetizada uma droga que aumenta os seus poderes, a um custo fatal. Sem entrar em pormenores, a narrativa assenta na amizade  entre Momo e Fine, a Rainha dos Vampiros, que aspira viver em harmonia com os humanos.

Ao longo de 5 episódios, vamos explorar essa premissa, num contexto de romance, que tem muita violência e fanatismo associado. As assimetrias entre ambos os mundos são narradas de forma quase perfeita, descrevendo a ausência de valores e a necessidade de derrotar o inimigo a todo o custo. A relação entre Momo e Fine complementa precisamente essa componente, oferecendo uma perspectiva sentimental e a busca de algo que chega a roçar o utópico.

Fiquei agradavelmente surpreendido com este projeto, que recomendo sem hesitação para quem procura algo diferente e que se destaque pela qualidade narrativa. Em território nacional, Vampire in the Garden encontra-se disponível via Netflix.

Blood of Zeus T.1

Ao longo de oito episódios, vamos acompanhar as aventuras de Heron, um dos filhos bastardo de Zeus. Apesar desta personagem ter sido criada especificamente para a série, há claramente uma influência da mitologia grega, em que é frequente a união entre deuses e humanos.

A narrativa arranca com o enquadramento histórico, dando a conhecer uma guerra entre Deuses e Gigantes, que acaba com a vitória do Olimpo. De forma a manter a paz, os Deuses guardam a alma dos Gigantes num caldeirão, que é protegido por Talos. A premissa desta primeira temporada é muito simples: Hera não aceita a infidelidade do seu marido e pretende a cabeça de Heron, dando início a uma revolta no Olimpo, que cria duas fações. Zeus impôs uma regra, que impede a interferência direta dos Deuses no destino da Humanidade, algo que não é cumprido por ambos os lados.

Adicionalmente, surge uma nova raça na Terra, os demónios, que resulta do consumo da carne dos Gigantes. O seu líder, Seraphim, vai acabar por assassinar a mãe de Heron, a pedido de Hera, dando início a uma série de eventos que culminará coma derradeira batalha entre Deuses e Gigantes.

Ao longo dos episódios, vamos assistir à evolução de Heron, que está consumido pela raiva e ódio aos Deuses, assim como à inesperada ligação a Seraphim. A Deusa Hera engendra um plano diabólico, que irá ter uma conclusão inesperada, que lança uma premissa interessante para as próximas duas temporadas, que já se encontram confirmadas pela Netflix.

Blood of Zeus é uma experiência agradável, com um casting em que destaco Jason O´Mara, Claudia Christian, Jessica Henwick, Melina Kanakaredes, Jennifer Hale e Fred Tatasciore. O equilíbrio entre o desenvolvimento de personagens e ação é soberbo, o que permite contar uma história envolvente e que ainda estará longe de concluída.

Tekken: Bloodlines

O mítico jogo de luta da Bandai Namco é uma das referências do género para a minha geração. Após alguns anos de hiato da franquia, a Netflix resolveu adaptar os eventos de Tekken 3 para o formato anime, recriando o arco narrativo de Jin Kazama.

Ao longo de seis episódios vamos acompanhar o drama familiar do jovem, que vê a sua mãe ser assassinada por um demónio apelidado de Ogre. De forma a cumprir o derradeiro desejo de Jun, o nosso herói vai treinar com o seu avô, Heichachi Mishima, com o objetivo de tornar-se forte o suficiente para vingar a morte da sua mãe.

Lentamente, vamos tomar conhecimento da agenda oculta do seu avô, que estuda um estranho fenómeno genético, apelidado de “Devil Gene”, que confere força sobrenatural ao seu detentor. Após anos de treino, Jin tem finalmente a oportunidade de combater no torneio Iron Fist mas a sua tarefa não será fácil, dado que existem lutadores de alto nível.

No derradeiro episódio, teremos o aparecimento do ogre, que é atraído pelo poder dos lutadores mais fortes, dando início a um combate épico, que terá um desfecho interessante. Apesar de existir uma conclusão, Tekken Bloodlines deixa em aberto várias alternativas, estando por confirmar a existência de uma segunda temporada.

A animação está bem conseguida e apesar de não ser um anime brilhante, diria que este projeto merece a vossa atenção, sobretudo pela nostalgia associada a esta franquia.