TMNT – Out of the Shadows

A primeira aventura do reboot das Tartarugas Ninja (2014) esteve longe de me convencer, motivo pelo qual levei imenso tempo a ver Out of the Shadows. Nesta sequela, a equipa está de volta, mas irá contar com a adição de Casey Jones, que os vai auxiliar na batalha com Bebop, Rocksteady e Krang.

Se deixarmos de parte o CGI e nos focarmos na parte cómica, o filme até consegue ser competente, embora não tenha ficado com vontade de o rever. O enredo foca-se na necessidade de adquirir três artefactos, que permitem a criação de um portal, capaz de trazer para a nossa dimensão o Technodrome, a arma de guerra de Krang.

A personagem de Casey Jones está bem conseguida e traz algo de diferente, sendo bem complementada pela participação de Will Arnett. E apesar de me custar dizer isto, Megan Fox entra muito bem no papel de April O´Neill, tornando Out of The Shadows num filme melhor que o original. Continuo no entanto sem estar convencido com esta apresentação de Shredder, que me parece pouco ameaçador.

Se procuram um guilty pleasure ou um filme que vos ajude a passar hora e meia do vosso dia, esta será sem dúvida uma boa escolha. Se são fãs dos originais, diria que é melhor ficarem por essas memórias e esquecerem este reboot.

The Magnificent 7

Foi apenas há alguns dias atrás que tive oportunidade de finalmente ver o remake de um clássico dos anos 60, que por sua vez, é baseado na obra de Akira Kurosawa. Os Sete Magníficos conta-nos a história de Chisolm, um oficial da justiça que é contratado para libertar a cidade de Rose Creek do jugo de Bartholomew Bogue, um capitalista sedento de poder e riqueza.

Esta batalha épica vai requerer ajuda externa, sendo necessário recrutar alguns elementos. As escolhas recaem em Faraday (um jogador compulsivo), Goodnight Robicheaux (a lenda da guerra civil), Billy Rocks (perito em armas brancas), Vasquez (fora da lei mexicano), Jack Horne (especialista em sobrevivência) e Red Harvest, um índio Comanche.

Com o evoluir da narrativa, vão-se criando sinergias entre os vários membros da equipa, que treinam os habitantes locais para uma batalha final pela cidade. Existem momentos tensos, cómicos e até dramáticos, tornando esta adaptação numa lufada de ar fresco. Sou uma adepto dos clássicos e parece que os westerns estão a voltar lentamente a Hollywood, o que é fantástico, na minha opinião.

Gostei imenso da personagem de Chris Pratt, que merece destaque ao lado de Denzel Washington e Vincent D´Onofrio. Tudo o resto é muito competente e bem coreografado, tornando The Magnificent 7 numa boa experiência cinematográfica.

Recomendo claramente este filme para ajudar a passar uma tarde de Inverno, no conforto do sofá e garanto-vos 132 minutos de bom cinema.

Assassin´s Creed

A Ubisoft tem uma história repleta de sucessos no mundo dos videojogos, sendo Assassin´s Creed o meu título preferido. A partir do momento em que se confirmou a presença de Michael Fassbender no projecto o meu nível de expectativa aumentou vertiginosamente. Ontem tive a oportunidade de finalmente ver este filme e esta é a minha opinião.

Foi reunido um elenco de peso, com destaque para Fassbender, Marion Cotillard e Jeremy Irons, no entanto a narrativa utilizada, que é baseada no jogo, fica muito aquém do original. Pessoalmente, acredito que o maior erro é assumir que quem vai ao cinema está ciente da história, dado que pouco ou nada é explicado acerca do Animus e dos Assassinos.

A premissa assenta na lógica de que Sofia Rikkin criou o Animus para estudar e erradicar o ADN responsável pela violência, criando uma sociedade focada no desenvolvimento científico e de progresso da Humanidade. Verdade seja dita que as cenas de regressão estão francamente bem filmadas, embora seja audível o péssimo sotaque espanhol de Fassbender. O meu destaque vai para o guarda roupa (soberbo) e para a interpretação de Ariane Labed, como Maria, uma Assassina que auxilia Aguilar na demanda pela Maçã de Éden.

As cenas que decorrem no presente são essencialmente em Espanha, nas instalações da Abstergo. Como é evidente, Alan Rikkin tem uma agenda escondida, planeando o fim do livre arbítrio da Humanidade, com a obtenção do artefacto acima mencionado. Paralelamente, vamos percebendo as que as sessões no Animus estão a reavivar memórias em Lynch, resultando num desfecho previsível, outro dos pontos negativos do filme.

Para evitar os spoilers, vou apenas terminar dizendo que o final de Assassin´s Creed confirma de forma inequívoca que o enredo foi pensado numa sequela. Resta saber se teremos essa oportunidade, tendo em conta os péssimos resultados em termos de bilheteira. Tenho imensa pena que tal suceda, dado que tem potencial para ser algo memorável.