Top 5 – 2016

No início do ano, como manda a tradição, realizei as minhas escolhas para os filmes que na minha opinião iriam marcar o ano de 2016. Confesso que a grande maioria das minhas escolhas se revelou uma desilusão, mas tal não impediu a elaboração do meu TOP 5.

Como habitualmente, saliento que as escolhas são pessoais, pelo que dificilmente serão consensuais. Por esse motivo, convido-vos a debater e discutir esta lista, que é maioritariamente composta por filmes da Marvel, algo que não esperava.

The Secret Life of Pets

Uma tradição recente da minha passagem de ano inclui ver um filme, no conforto do meu sofá (audaz, eu sei). Este ano a escolha recaiu em The Secret Life of Pets, que narra o quotidiano dos animais de estimação, durante a ausência dos humanos.

Max é o adorado cão de Katie, sendo evidente uma relação simbiótica entre ambos. Tudo corre na perfeição até ao dia em que Katie resolve adoptar mais um cão. A escolha recai em Duke, um canino desastrado e que vai criar uma rivalidade feroz com Max.

O filme tem momentos francamente hilariantes e com os quais me posso identificar, até pelo facto de ter um amigo de quatro patas a viver comigo. Uma série de eventos vai resultar no aprisionamento de ambos no canil local, onde vão encontrar Snowball, um coelho que tem como missão “escravizar a Humanidade”. Max e Duke acabam por se incompatibilizar com o grupo de Snowball, que habita os esgotos, dando início a uma perseguição que ocupa grande parte do filme.

Paralelamente, os amigos de Max iniciam as buscas pelo seu paradeiro, com a ajuda de Tiberius e Pops. The Secret Life of Pets é um filme agradável, que conta com excelentes actores (voz)  e muitos momentos cómicos. A minha sugestão é que o vejam assim que possível.

Rogue One

Desde que a Disney adquiriu os direitos do Universo Star Wars que o Natal passou a ter outro significado, com o lançamento de um filme nesta quadra. Em 2016, fomos presenteados com Rogue One, a história de como a Resistência consegue ter acesso aos planos da Estrela da Morte, a arma mais mortífera do Império.

A narrativa acompanha a família Erso, mais especificamente Galen, o cientista responsável pela criação e desenvolvimento de uma arma temível. O filme está claramente assente em três actos, estando o primeiro focado nas motivações que levarão Jyn e Cassian a formar uma equipa improvável. A base é bastante sólida, com diálogos bem conseguidos e acção suficiente para manter a nossa atenção.

A segunda parte está direccionada para o desenvolvimento de personagens e formação da equipa que vai aceitar a missão suicida de penetrar no planeta Scarif. Confesso que fiquei bastante agradado com as interpretações e sobretudo com a qualidade dos heróis, que conseguem ser poderosos, sem ostentar poderes reais. Rogue One tem a virtude de providenciar um fan service fenomenal, com referências ao episódio IV e com outras surpresas que não vou revelar.

As cenas de acção estão muito bem coreografadas e destaco as interpretações de  Alan Tudyk como K-2S0, Donnie Yenn como Chirrut Îmwe e Ben Mendelsohn como Orson Krennic. A Estrela da Morte é recriada de forma brutal, com uma presença imponente, tornando-se parte integrante da narrativa. Como bónus, temos uma cena final verdadeira épica, que conta com a presença de Darth Vader e outra, com a aparição da Princesa Leia, que são a cereja no topo do bolo.

Rogue One é para mim uma excelente adição ao Universo Star Wars, dando ênfase a uma narrativa paralela, que apesar de secundária no cômputo geral, se revela fundamental no desfecho do episódio IV. Agora resta esperar cerca de um ano pela nova aventura, que nos vai contar a história de Han Solo.