Doctor Strange

Benedict Cumberbatch foi o actor escolhido para representar o papel de Stephen Strange, um neuro-cirurgião famoso, que sofre um terrível acidente de viação e se vê impossibilitado de prosseguir a sua carreira médica. O filme está dividido em três actos fundamentais, mais concretamente a parte mítica, a história de Strange e por último, a batalha final em que são tomadas decisões que terão impacto evidente no resultado final.

Gostei bastante do início, em que ficamos a conhecer a arrogância e o cepticismo de Strange, que se vai dissipando à medida que começa a treinar com The Ancient One, uma poderosa feiticeira/guru/shaman, que consegue controlar o poder de determinadas dimensões. O filme está repleto de misticismo, ilusão e claro, ameaças constantes ao mundo como o conhecemos.

Sem entrar em grandes pormenores, o vilão é Kaecilius, um antigo aluno da Ancient One, que tenta recriar um ritual antigo, no sentido de abrir esta dimensão ao poder de Agamotto. Para tal, necessita de destruir os três Sanctums existentes na Terra, de forma a poder concluir essa missão. Quando tudo parece estar perdido, Strange acaba por entender a sua verdadeira vocação, deixando para trás o seu individualismo e aceitando o seu novo papel como Feiticeiro Supremo.

As cenas de acção são absolutamente soberbas, com destaque para a Dimensão dos Espelhos, bem complementadas por uma narrativa fluida e com alguns momentos cómicos. O elenco está repleto de bons actores, como tem sido apanágio da Marvel, o que acrescenta qualidade ao produto final. Gostei francamente do primeiro filme de Doctor Strange, que tem sequela confirmada. Há um equilíbrio entre enredo e acção, o que era fundamental num tipo de herói que luta essencialmente com magia e encantamentos.

Para terminar, recomendo apenas que aguardem pelos créditos finais, dado que existem duas cenas. Posso adiantar que uma está relacionada com Ragnarok e a outra com a sequela deste filme.

Ghostbusters

Três décadas após o original, os Ghostbusters regressam ao cinema, com um quarteto composto exclusivamente por mulheres. O enredo envolve uma estranha personagem,, que parece estar a criar um aparelho capaz de quebrar a fronteira entre o mundo dos vivos, trazendo para Nova Iorque (tinha de ser, certo?) os fantasmas.

Tudo começa na mansão Aldridge, um edifício do século 19, que vai ser palco da primeira aparição. Uma série de eventos vai despoletar o reencontro entre Abby e Erin, que mantêm uma divergência científica acentuada. A equipa começa a ser formada com o intuito de capturar uma entidade e provar ao Mundo as teorias que defendem. Para tal, vão recrutar Patty, uma funcionária do Metro e um recepcionista inesperado, de nome Kevin.

O filme está repleto de fan service ao original, com pequenas papéis reservados a Bill Murray, Dan Ackroyd, Ernie Hudson e Sigourney Weaver, entre outros. Existem algumas tentativas  interessantes de humor mas no geral, este remake fica muito aquém do esperado.

Temos uma batalha final muito interessante, num filme que é mediano, embora entretenha. Tendo em conta a receita de bilheteira, tenho muitas reservas que exista uma sequela, apesar de termos uma cena pós-créditos que está relacionada com o tópico.

2 Lava 2 Lantula

A aguardada sequela de Lavantula chegou finalmente, colocando Colton West em luta contra uma nova invasão de aranhas no estado da Florida. Há uma clara tentativa de elevar a fasquia, fazendo referência a temas irónicos como Crocodilo Dundee, Die Hard ou Miami Vice. Não existe grande preocupação em ter uma narrativa coesa ou minimamente consistente, mas esse é o grande encanto deste tipo de filme.

No global, considero esta sequela francamente inferior ao original, sobretudo no humor. Há cenas completamente over the top e uma batalha final épica, com o que é apelidado de Gargalantula. Ainda não existem pormenores ou planos para um terceiro filme,  mas continuo a acreditar que tal seja possível.

Se gostam de maus filmes, ao bom estilo do Syfy, aconselho que invistam 80 minutos em 2 Lava, 2 Lantula.