Godzilla

Dezasseis anos depois, Godzilla sofre novo remake e invade as salas de cinema do nosso País. Desta vez a abordagem ao tema é feita numa perspectiva mais fiel ao original japonês, mostrando uma faceta mais protetora e defensora da Humanidade. O elenco é composto por nomes como Ken Watanabe, Bryan Cranston, Juliette Binoche e David Stathairn, que conseguem acrescentar qualidade em termos de representação.Tudo começa nas Filipinas, quando é descoberta uma caverna com uma misteriosa ossada radioactiva. Uma organização internacional é criada para investigar o fenómeno, que inicialmente começa por se revelar um gigantesco mistério. A narrativa é retomada cerca de quinze anos depois, na central nuclear de Janjira, com um acidente nuclear causado por factores externos inexplicáveis.

Com o evoluir do filme, acabamos por descobrir que existem dois MUTO (Massive Unidentified Terrestrial Organism), criaturas que se alimentam da radioactividade e que se preparam para procriar e aniquilar a Humanidade. Como se tal não fosse suficiente, a mutação que sofreram permite-lhes voar e lançar EMP, ou seja impulsos electromagnéticos. Quando a situação começa a parecer desesperada surge uma réstea de esperança, na figura de Gojira (ou Godzilla como é mais conhecido), uma criatura mítica que aparenta ser a única hipótese da Humanidade. 

A partir desta fase inicia-se a contagem final para a grande batalha que irá ocorrer em San Francisco, entre os MUTO, Godzilla e as forças armadas norte-americanas. O filme não tem um orçamento exagerado (160 milhões), pelo que muitas das cenas são filmadas de noite e com chuva. No global, a narrativa é fraca e com muitas falhas mas as cenas de acção estão bem conseguidas (destaque para o Halo Jump), tornando os 120 minutos de filme numa experiência agradável. Não estamos perante algo que marque particulamente o ano em termos cinematográficos mas esta versão é francamente superior à tentativa de 1998.

Para quem é fã do género, penso que vale a ida ao cinema. Para os restantes, talvez seja preferível aguardar pelo X-Men, que estreia na próxima semana.

P.S – Tendo em conta o sucesso comercial do filme, já está confirmada uma sequela. Contem com mais aventuras de Godzilla nos próximos anos.

The Amazing Spider-Man 2

Andrew Garfield regressa para a segunda aventura do Homem-Aranha e a tarefa apresenta-se complexa, dado que vai ter de lutar contra Electro, Green Goblin e Rhino (sem spoilers prometo). Sou um fã confesso do reboot, até porque não gostei da personagem de Tobey Maguire e identifico-me bastante com o humor e gags que ocorrem durante o todo o filme.

A narrativa decorre após a licenciatura de Gwen e Peter, com novas oportunidades na Oscorp e claro com o reaparecimento de Harry Osborn, um amigo de infância de Peter e herdeiro de toda a fortuna. A parte inicial é dedicada a explicar algo mais acerca dos pais de Peter Parker, nomeadamente os motivos que levaram à sua fuga. Somos igualmente confrontados com a promessa feita ao pai de Stacy e as implicações do não cumprimento da mesma. Pelo meio, somos apresentados à personagem de Harry Osborn e Max Dillon, que irá transformar-se em Electro, após um acidente (sim, típico cliché).

As cenas de acção estão muito bem filmadas, sendo importante destacar o slow motion constante e o humor característico da BD, algo que faltou na abordagem de Sam Raimi. A nível de efeitos especiais, The Amazing Spider-Man cumpre o seu papel e como habitualmente temos direito a um cameo de Stan Lee. Mas será a sequela superior ao original? Na minha modesta opinião Não.

O filme é demasiado longo (quase 2 horas e meia) e tenta criar a ponte para os próximos filmes, o que é compreensível mas não resulta particularmente bem. A adaptação de Rhino ao cinema é no mínimo peculiar e irá enfurecer alguns dos puristas da BD mas no global esta sequela é sólida e tem boas ideias. Recomendo uma ida ao cinema e sugiro que aguardem pelo teaser (X-Men) que irá ser apresentado a meio dos créditos finais sensivelmente.

Para teminar, confesso que fiquei curioso com o projecto seguinte em que está previsto um lançamento do filme dedicado aos Sinister Six, algo que parece credível tendo em conta os últimos 5 minutos de The Amazing Spider-Man. E quanto aos meus leitores? São fãs da Marvel? Já viram a sequela? Concordam comigo? Como sempre, podem partilhar a vossa opinião nos comentários.

Capitão America – The Winter Soldier

O primeiro filme sobre Steve Rogers foi excelente, na minha opinião, o que colocava um grau de dificuldade para a sequela. O vilão escolhido foi o Winter Soldier, um mercenário assassino que tem ligações ao passado do Capitão America. O enredo é interessante, com foco especial na génese da SHIELD e com muitas ligações ao primeiro filme, tornando esta segunda aventura numa experiência bastante agradável.

A cena de abertura está muito bem conseguida, mostrando um herói mais enquadrado na vida quotidiana e com cenas de acção fantásticas. Gostei bastante do facto do meu lutador preferido da UFC (George Saint Pierre) interpretar a personagem de Batroc e da personagem Black Widow ter um papel importante na história. Aliás de todos os Vingadores, confesso que foi Scarlett Johansson quem mais me surpreendeu pela positiva.

Preparem-se para uma acção frenética, com Nick Fury e Maria Hill a terem que derrotar um inimigo escondido dentro da SHIELD, que tem como sempre ligações à HYDRA. Pelo meio, temos o inevitável cameo de Stan Lee, o aparecimento de Falcon, um dos novos amigos do Capitão America e claro da batalha épica entre o Winter Soldier e Steve Rogers. Destaque para a participação de Robert Redford, que acrescenta uma qualidade a nível de presença no écran e para o enredo do filme, que está francamente bem conseguido.

Pessoalmente, considero o primeiro filme superior, apenas pelo facto de apresentar a génese do Capitão America. Tudo o resto é melhor nesta sequela, o que deve ser valorizado. Recomendo para os fãs da Marvel e sugiro que aguardem pelos créditos finais, dado que existem duas cenas escondidas, uma delas referente ao filme e a outra já como teaser do segundo filme dos Vingadores, a estrear em 2015.

E agora resta esperar pelos Guardiões da Galáxia, filme para o qual tenho expectativas muito baixas…