Dawn of The Planet of the Apes

Esta sequela tinha uma missão complexa para cumprir, dado que o seu predecessor foi de enorme qualidade mas optei por me deslocar pessoalmente ao cinema para constatar e poder escrever este breve artigo. Andy Serkis está de regresso para interpretar a personagem de Caesar, o líder dos macacos que povoa uma zona do globo livre da Humanidade (ou assim se pensa).

A premissa define que a Humanidade está à beira da extinção, fruto das experiências médicas realizadas (vou evitar spoilers, sobretudo para quem não viu o primeiro filme). Os poucos humanos que resistem juntam-se em grupo e tentam sobreviver à custa de fontes de energia pouco fiáveis. A descoberta de uma barragem junto à cidade revela-se fundamental para a sobrevivência, sendo que o grande entrave é o facto de estar situada em território povoados pelos macacos.

Dawn of the Planet of the Apes é um filme interessante do ponto de vista antropológico, nomeadamente na parte do choque de culturas. Humanos e Macacos vão necessitar de chegar a acordo e trabalhar em conjunto de forma a evitar a guerra. É fascinante a vertente de traição e condição humana que este filme apresenta, tentando sempre mostrar que mesmo nas condições mais adversas o instinto pela sobrevivência é sempre mais forte.

A narrativa é sólida, os efeitos especiais e o CGI estão bem conseguidos, embora não existam grandes interpretações (mesmo com Gary Oldman no elenco). Pessoalmente considero o filme longo demais, sendo possível manter o espectador atento sem necessidade de tantos adornos. Mas no global é uma sequela bem conseguida, embora inferior ao original. Caso pretendam a minha sugestão é ir ao cinema ver este filme.

Edge of Tomorrow

Tinha este filme no topo da minhas preferências para o ano que decorre, o que significa que não poderia falhar uma ida ao cinema para poder escrever este artigo. Edge of Tomorrow conta a história do Major Cage, um especialista em imprensa que acaba por lutar na frente da batalha, por motivos que me obrigariam a fazer o primeiro spoiler. Como tal, vou passar esta parte à frente e enquadrar-vos com a restante narrativa. Cage morre na praia, num desembarque muito ao estilo da Normândia, mas com um feel moderno. Ao morrer, o nosso herói a aniquila um Alfa, ser alienígena que possui a capacidade de voltar atrás no tempo, dando início à premissa que sustenta todo o filme.

A partir deste momento, Edge of Tomorrow arranca em grande estilo, com Cage a perceber que vai reviver este dia sempre que morrer, tendo a capacidade de antecipar os movimentos do inimigo e tornar-se uma mais valia no desfecho da Guerra, que os Humanos estão a perder frente aos Mimics (raça que invade a Terra para nos exterminar). Para tal, vai recrutar a ajuda de Rita Vrataski , uma heroína que o vai treinar e orientar na difícil missão de converter um civil num verdadeiro soldado. Os efeitos especiais são sólidos e as cenas de acção estão bem coreografadas, num misto de MECS (os fatos utilizados pelos humanos) vs Sentinelas do Matrix. A evolução das personagens é excelente, nomeadamente a transformação de Cage e a humanização de Vrataski, que começa por ser fria e impiedosa. 

O filme termina com pompa e circunstância, com uma batalha final épica mas com um desfecho que francamente não me agrada, tendo em conta a narrativa, que é sólida e com um bom fundamento em termos de ficção científica. Pode não ser o filme do ano mas é altamente recomendado para os fãs do género. Estamos perante 113 minutos repletos de acção e com um excelente equilíbrio entre momentos cómicos e de heroísmo.

Nota alta para a interpretação de Tom Cruise, de quem não sou fã, o que diz muito.

 

X-Men: Days of Future Past

Após um excelente primeiro filme chega ao cinema a aguardada sequela, que aborda uma das minhas fases preferidas dos X-Men: Os Sentinelas. Grande parte do cast original da trilogia é reunida para pequenas aparições, com excepção de Wolverine, que é uma das personagens principais, em virtude de ser o único com a capacidade de regenerar tecido e suportar a viagem no tempo.

A acção decorre inicialmente no futuro, numa fase em que os Sentinelas dizimaram quase todos os Mutantes e Humanos. Numa derradeira tentativa de corrigir esse mal, o Professor Xavier, Magneto e os poucos sobreviventes enviam Wolverine para trás no tempo, na tentativa de evitar a criação das Sentinelas, corrigindo no fundo eventos que levaram a essa situação.

A partir dessa fase a narrativa passa a ser liderada por Hank, Magneto, Mystique e Xavier, nas suas versões mais novas e conflituosas. A personagem de Wolverine serve como ligação para ambos os períodos temporais e no global este filme é de facto muito bom. Tem obviamente as suas falhas, sobretudo nalgumas explicações acerca do que aconteceu entre Last Stand e este filme mas consegue ser muito sólido e merecedor de nota bem elevada.

Existem pormenores deliciosos, tais como o aparecimento de Stryker e a forma como os anos 70 foram recriados, em termos de guarda roupa e ambiente. As cenas de acção são fantásticos e as constantes mudanças entre o futuro e o passado tornam X-Men – Days of Future Past numa experiência fantástica.

No final dos créditos, temos uma cena final, que prepara a sequela (prevista para 2016), em que somos apresentados a Apocalypse, En Sabah Nur, o primeiro mutante. Somos igualmente apresentados aos 4 cavaleiros do Apocalipse: Death, Famine, War, and Pestilence, de forma muito subtil, num clip com cerca de 20 segundos.

Confesso que este ano a Marvel está em grande, dado que este filme e Capitão America- Winter Soldier estão a um nível elevado.