Super 8

Há vários meses que aguardava com ansiedade o lançamento do projecto de Spielberg/JJ Abrams. Super 8 é uma excelente homenagem aos anos 80 e reúne várias características comuns a clássicos como The Goonies ou ET.

É evidente que as semelhanças ficam por aí, mas as “vibrações” dos anos 80 estão presentes. O grupo de crianças é fantástico, com destaque para as interpretações de Alice Daynard (Ellen Fanning) e Joe Lamb (Joel Courtney).

Confesso que fiquei surpreendido com algumas das cenas mais violentas do filme, mas presumo que esse tenha sido parte do contributo de JJ Abrams.

O espírito de aventura dos jovens e a criação do filme de zombies é um complemento fantástico ao enredo principal de Super 8 (vou evitar os spoilers). Como seria expectável, temos a típica tragédia pessoal, a dificuldade de relacionamento com os adultos e as inevitáveis personagens cómicas.

No geral, fiquei satisfeito com o que vi, mas penso que será um filme direccionado para a geração de 80, pelos motivos acima indicados. Mas recomendo uma ida ao cinema sem qualquer tipo de hesitação.

Attack the Block

Como grande entusiasta de projectos low budget, não posso deixar de recomendar o filme Attack the Block. A premissa é simples: uma raça de extra-terrestres invade um bairro da periferia de Londres mas será que os habitantes locais vão desistir sem lutar?

Este projecto promete cenas verdadeiramente brutais e confesso que estou muito entusiasmado. Estaremos na presença de um “instant classic”?

Transformers: Dark of The Moon

Os Pink Floyd não devem ter autorizado que Michael Bay utilizasse Dark Side of the Moon como título para o terceiro filme da saga, pelo que fomos presenteados com Dark of the Moon. Neste novo episódio da guerra entre Autobots e Decepticons, a narrativa desenvolve-se em torno da corrida espacial dos anos 60, com o objectivo de alcançar a parte obscura da Lua, onde se encontram os destroços de uma nave extra-terrestre.

Sam Witwicky terminou a sua relação com Mikaela Banes (Megan Fox) e tenta desesperadamente encontrar emprego na cidade de Washington. Apesar de ter o carinho e atenção de Carly (Rosie Huntington-Whiteley), Sam tem muita dificuldade em lidar com uma “existência normal”, longe de Optimus Prime e Companhia.

E com estes dois parágrafos, concluo a apresentação do que poderão esperar de Transformers 3 em termos de narrativa. Estamos claramente perante um blockbuster de Verão, com muita acção e extraordinários efeitos especiais. Apesar do hype em redor do 3D do filme, a desilusão volta a ser enorme, excepção feita ás cenas do ataque a Chicago.

A primeira parte do filme tem vários momentos cómicos, proporcionados pela família de Witwicky, Bruce Brazos (John Malcovich), Simmons e os mini-Autobots que vivem com Sam. Pelo meio, temos tempo para apreciar com maior pormenor os atributos físicos de Carly, assim como vários carros de alta cilindrada. Para tornar a experiência ainda mais épica, o filme conta com a participação de Patrick Dempsey, Buzz Aldrin, Frances McDormand e Leonard Nimoy (voz de Sentinel Prime).

Apesar da qualidade das cenas de acção e dos pequenos toques de requinte de Michael Bay, Dark of the Moon é uma desilusão em termos de narrativa. O filme é excessivamente longo, perdendo-se muitas vezes nas missões que cada uma das personagens tem que desempenhar. O resultado final é extremamente previsível e torna-se frustrante o facto de Megatron ser uma personagem secundária em todo o filme.

Para os fãs da franchise, será certamente um filme a ver, porque estão presentes quase todos os ingredientes das aventuras anteriores. Optimus Prime e Bumblebee continuam a ser as estrelas não humanas do filme e algumas das cenas do ataque à cidade de Chicago ficam na retina.

Apenas queria salientar que considero uma heresia ter sido retirada uma quote de Star Trek para utilização num diálogo entre Optimus e Sentinel Prime.