Disclosure Day

Este é um dos filmes que mais me entusiasmaram para 2026, pelo facto de ser realizado e produzido pelo enorme Steven Spielberg e por centrar-se numa temática de revelação da existência de vida extraterrestre.

O acto inicial introduz Daniel Kellner, um especialista em ciber-segurança e Margaret Fairchild, uma jornalista que apresenta a metereologia num canal de televisão local. Estes duas pessoas, completamente anónimas, serão as personagens principais desta trama, que envolve o roubo de dados confidenciais que se encontravam na posse da Wardex, uma organização que trabalha para o governo americano.

Com a preciosa ajuda de Hugo Wakefield, Daniel consegue escapar com petabytes de informação que irá expor a verdade acerca da existência de vida no Universo, algo que Noah Scanlon, o líder da Wardex, tenta impedir.

Existem várias cenas de acção e utilização de tecnologia que claramente foi adaptada, o que eleva o nível de complexidade e a carga dramática deste filme. Ao bom estilo de Spielberg, somos encorajados a interpretar os factos e o verdadeiro significado desta revelação, sendo notório as implicações a nível teológico e religioso.

Quero destacar o acto final, que tem alguns pontos muito interessantes, dado que revela um mundo à beira da terceira guerra mundial, que se “une” em torno desta revelação. O elenco é de luxo, contando com nomes como  Emily Blunt, Colin Firth, Josh O’Connor, Henry Lloyd-Hughes, Colman Domingo e Wyatt Russell. entre muitos outros.

Para concluir, estamos perante um bom filme, sobretudo para quem se interessa por estes tópicos. O final é totalmente aberto, algo que foi deliberado e que pode resultar numa eventual sequela, que não foi confirmada até ao momento.

Disclosure Day obtém facilmente o “prestigiado” selo de recomendação do Portal Pessoal e entra no meu TOP 5 de filmes deste ano.

Bom
75%

Ready Player One

Sou um fã incondicional da obra de Ernest Cline, pelo que aguardava ansiosamente pela adaptação de Steven Spielberg. Recebi os trailers com entusiasmo, dado que retrataram de forma competente o universo virtual. Mas poderia o filme sobreviver apenas dessa forma? Eis a minha opinião.

Para quem conhece o livro, saliento apenas que se trata de uma adaptação, pelo que existem várias alterações e omissões face ao material original. Para os que desconhecem, precisam essencialmente de ter noção que a narrativa decorre em 2045 e acompanha as aventuras de um grupo de jovens, que procura encontrar um Easter Egg escondido no mundo virtual do Oasis. A recompensa pela vitória é o controlo total da plataforma e da fortuna pessoal do seu criador.

James Halliday, era um apreciador de cultura pop dos anos 70, 80 e 90, pelo que é fundamental conhecer os seus gostos e preferências de forma a interpretar as pistas. Existem três chaves que os jogadores devem obter para alcançar o mítico prémio final.

A personagem principal, Wade, conhecido por Parzival no mundo virtual, vive numa zona pobre, designada por Stacks (área com residências empilhadas na vertical) e ganha notoriedade quando é o primeiro jogador a obter a Copper Key. É nessa altura que a IOI, uma corporação que pretende obter o controlo total do Oasis, faz uma proposta de trabalho ao nosso “herói”. A recusa em entregar o trabalho de Halliday para fins lucrativos faz com que Wade se converta num alvo a abater, quer a nível digital como real.

Após uma tentativa falhada de assassinato, Wade conhece Art3mis no mundo real e iniciam com Sho, Daito e Aech uma demanda para derrotar Sorrento, o líder da IOI. Em termos de narrativa, fico por aqui, até para evitar spoilers. Esta visão de Spielberg é competente, faz alusão a vários pontos importantes de cultura pop, numa perspectiva mais moderna mas fica aquém do livro, que considero ser francamente superior.

Gostaria que tivesse sido investido mais tempo no mundo real, dado que existiam pontos interessantes para revelar acerca dos High Five. No que diz respeito aos vilões, gostei bastante de I-R0k e F´Nale mas fiquei algo desiludido com Sorento.

O outro ponto negativo é a escassa narrativa em termos de mundo real, resultado do caminho que foi seguido nesta adaptação. Há uma necessidade extrema de recorrer ao Oasis para demonstrar a tecnologia disponível mas o filme falha precisamente na premissa que tenta transmitir: dar ênfase ao tempo que passamos a viver a realidade.

Na capa da cópia do livro que possuo é feita uma afirmação interessante “Willy Wonka meets the Matrix”. Ao sair ontem da sala diria que a visão de Spielberg foi claramente assente na lógica de The Matrix ou mesmo Tron, falhando no resto.

Considero no entanto que estamos perante um bom filme, mas que tinha potencial para muito mais. E quanto a vocês, estimados visitantes/leitores? Têm algo a partilhar?

Falling Skies T.1

Tom Mason é um combatente da Resistência Humana, que tenta a todo o custo garantir a sobrevivência do seu pelotão, assim como do contingente civil que o acompanha. Com o avançar dos episódios, compreendemos que o Mundo se encontra praticamente incapacitado e que os militares foram derrotados, restando apenas algumas células, espalhadas por vários Estados, que tentam sobreviver e encontrar forma de derrotar o inimigo.

Pouco sabemos acerca dos invasores, excepto que recolhem crianças, colocando-lhes um arnês, que injecta uma droga incapacitante e que lhes permite assumir o controlo. O ritmo da narrativa é adequada e temos um desenvolvimento de personagens interessante. Ficamos a conhecer o Capitão Weaver, o líder das tropas, assim como Pope, uma estranha personagem que acaba por ser fundamental na luta contra o inimigo.

Do lado dos extra-terrestres, pouco se sabe inicialmente (vou evitar os spoilers). Essencialmente temos os Mecs (robots) e os Skitters (infantaria) embora apareça uma terceira classe, que será importante para o futuro do enredo. Existem vários humanos que acabam por colaborar com o inimigo, o que acaba por consolidar a desconfiança e a constante luta pela sobrevivência.

A primeira temporada é cativante, embora esteja longe de ser brilhante. Gostei francamente da relação entre o Capitão Weaver e Tom Mason, dado que representam a perspectiva militar e a consciência civil. Igualmente interessante é o cliffhanger com que terminamos o último episódio, antevendo mudanças profundas para a segunda temporada.

Algum dos leitores do blog acompanha a série? Qual a vossa opinião?