Batman: The Dark Knight

Este super-herói merece o facelift trazido por Christian Bale à personagem. Com excepção do primeiro filme de Tim Burton, o casting e os guiões têm sido desastrosos, o que tem resultado em sucessivos fiascos de bilheteira. The Dark Knight vem retomar o caminho em que Batman, the Beginning nos deixou.

Desta vez vamos poder conhecer a ascensão e queda de Harvey Dent e o aparecimento de uma personagem de seu nome Joker. Os mais conhecedores certamente se recordam do primeiro filme, em que Jack Nicholson interpreta e bem a personagem. Parece-me evidente que Bale representa o novo rosto do franchise, o que leva a que os próprios vilões tenham uma abordagem completamente distinta.

Este filme é muito mais violento, dark e com profundas alterações nas personagens. As escolhas de Bruce Wayne e as suas consequências, a eterna batalha entre o bem e o mal e conceitos de justiça quase maquiávelicos são uma constante em Dark Knight.

A representação de Aaron Eckhart é excelente, mas tiro o meu chapéu ao malogrado Heath Ledger, que na minha modesta opinião, representa o melhor vilão de todos os filmes de Batman até ao momento, destronando Nicholson.  Recomendo a ida ao cinema, os 152 minutos de filme são frenéticos, carregados de drama e narrativa inteligente, aliados a cenas de acção dignas de um verdadeiro herói.

Finalmente, Tim Burton pode descansar que o morcego está bem entregue a Bale e companhia.

Wanted

Há algum tempo atrás falei sobre este filme, sendo que com o aproximar da estreia fui obtendo mais informação. É baseado numa miniserie de comics lançado por Mark Millar. Em termos de web originou um grande hype, porque prometia cenas de acção à lá Matrix, aliado à participação de Angelina Jolie e Morgan Freeman.

O que mais me supreendeu foi o facto de existir uma narrativa fluida, em que existe a preocupação de explicar a essência da Fraternidade, antes de passarmos à acção frenética e desmesurada. Há sangue, muito sangue durante todo o filme, com especial destaque para os últimos 20 minutos. As cenas de acção estão fantásticas, com um realismo impressionante, o que nos “prende” a atenção durante toda a película.

Aconselho vivamente a quem gosta de acção, Wanted não ficará certamente na história como Matrix, mas oferece uma boa hora e meia de entretenimento. Não há “tempo” para grandes interpretações, apesar do elenco ser bom, mas somos bombardeados com alguma metafísica e filosofia, sobretudo no que diz respeito ás consequências das nossas acções.