The Pale Blue Eye

Este filme baseia-se na obra literária de Louis Bayard e narra a investigação de um assassinato que ocorre na Academia Militar de Wes Point, em 1830. Augustus Landor é encarregue deste invulgar caso, que tem contorno macabros, com uma provável ligação a práticas de magia negra.

Lentamente, vamos tomando conhecimento das motivações e dos segredos de várias personagens, com destaque para Edgar Allan Poe, que acaba por ser recrutado para auxiliar Landor. Para complicar ainda mais a situação, ocorrem mais crimes, o que indicia a existência de um motivo mais profundo do que originalmente é dado a entender.

O elenco é de luxo, contando com nomes como Christian Bale, Harry Melling, Gillian Anderson, Lucy Boynton, Charlotte Gainsbourg e Robert Duvall. A narrativa, apesar de lenta, está muito bem conseguida, integrando bem o suspense com algumas cenas de ação.

Confesso que apreciei bastante o desenvolvimento de várias personagens, com destaque para Augustus Landor, Dr. Daniel Marquis e o inevitável Edgar Allan Poe. O terceiro ato é fabuloso, revelando o autor dos crimes, assim como o motivo, de uma forma muito inteligente e que complementa os eventos que ocorrem na Academia.

The Pale Blue Eye está disponível via Netflix e foi uma agradável surpresa, que recomendo sem hesitação.

Bom
75%

Batman: The Dark Knight

Este super-herói merece o facelift trazido por Christian Bale à personagem. Com excepção do primeiro filme de Tim Burton, o casting e os guiões têm sido desastrosos, o que tem resultado em sucessivos fiascos de bilheteira. The Dark Knight vem retomar o caminho em que Batman, the Beginning nos deixou.

Desta vez vamos poder conhecer a ascensão e queda de Harvey Dent e o aparecimento de uma personagem de seu nome Joker. Os mais conhecedores certamente se recordam do primeiro filme, em que Jack Nicholson interpreta e bem a personagem. Parece-me evidente que Bale representa o novo rosto do franchise, o que leva a que os próprios vilões tenham uma abordagem completamente distinta.

Este filme é muito mais violento, dark e com profundas alterações nas personagens. As escolhas de Bruce Wayne e as suas consequências, a eterna batalha entre o bem e o mal e conceitos de justiça quase maquiávelicos são uma constante em Dark Knight.

A representação de Aaron Eckhart é excelente, mas tiro o meu chapéu ao malogrado Heath Ledger, que na minha modesta opinião, representa o melhor vilão de todos os filmes de Batman até ao momento, destronando Nicholson.  Recomendo a ida ao cinema, os 152 minutos de filme são frenéticos, carregados de drama e narrativa inteligente, aliados a cenas de acção dignas de um verdadeiro herói.

Finalmente, Tim Burton pode descansar que o morcego está bem entregue a Bale e companhia.

Batman: The Beginning

Este filme leva-nos à génese do mito de Batman, explica como Bruce Wayne se torna num herói, com todas as suas angústias, medos e virtudes. Desde a sua viagem pelo mundo com o intuito de estudar a mente criminosa, passando pelo seu treino das montanhas tudo irá ser meticulosamente explicado e inserido na história.

Bruce regressa a Gotham com a missão de salvar a cidade do crime e da injustiça. Para o ajudar cria o alter-ego de Batman, baseado no seu mais profundo receio. Gostei bastante do filme. Está muito dark, com cenários interessantes. O elenco é bom e Christian Bale encarna muito bem a personagem (pena não ir alegadamente fazer a sequela). Liam Neelson é o vilão desta primeira aventura, interpretando Ra’s al Ghul, um dos arqui-inimigos mais conhecidos do Dark Knight.

É claramente um dos melhores filmes de Batman, na minha opinião apenas superado pelo primeiro, da autoria de Tim Burton.