Batman: The Dark Knight

Este super-herói merece o facelift trazido por Christian Bale à personagem. Com excepção do primeiro filme de Tim Burton, o casting e os guiões têm sido desastrosos, o que tem resultado em sucessivos fiascos de bilheteira. The Dark Knight vem retomar o caminho em que Batman, the Beginning nos deixou.

Desta vez vamos poder conhecer a ascensão e queda de Harvey Dent e o aparecimento de uma personagem de seu nome Joker. Os mais conhecedores certamente se recordam do primeiro filme, em que Jack Nicholson interpreta e bem a personagem. Parece-me evidente que Bale representa o novo rosto do franchise, o que leva a que os próprios vilões tenham uma abordagem completamente distinta.

Este filme é muito mais violento, dark e com profundas alterações nas personagens. As escolhas de Bruce Wayne e as suas consequências, a eterna batalha entre o bem e o mal e conceitos de justiça quase maquiávelicos são uma constante em Dark Knight.

A representação de Aaron Eckhart é excelente, mas tiro o meu chapéu ao malogrado Heath Ledger, que na minha modesta opinião, representa o melhor vilão de todos os filmes de Batman até ao momento, destronando Nicholson.  Recomendo a ida ao cinema, os 152 minutos de filme são frenéticos, carregados de drama e narrativa inteligente, aliados a cenas de acção dignas de um verdadeiro herói.

Finalmente, Tim Burton pode descansar que o morcego está bem entregue a Bale e companhia.

Batman: The Beginning

Este filme leva-nos à génese do mito de Batman, explica como Bruce Wayne se torna num herói, com todas as suas angústias, medos e virtudes. Desde a sua viagem pelo mundo com o intuito de estudar a mente criminosa, passando pelo seu treino das montanhas tudo irá ser meticulosamente explicado e inserido na história.

Bruce regressa a Gotham com a missão de salvar a cidade do crime e da injustiça. Para o ajudar cria o alter-ego de Batman, baseado no seu mais profundo receio. Gostei bastante do filme. Está muito dark, com cenários interessantes. O elenco é bom e Christian Bale encarna muito bem a personagem (pena não ir alegadamente fazer a sequela). Liam Neelson é o vilão desta primeira aventura, interpretando Ra’s al Ghul, um dos arqui-inimigos mais conhecidos do Dark Knight.

É claramente um dos melhores filmes de Batman, na minha opinião apenas superado pelo primeiro, da autoria de Tim Burton.

O Maquinista

Lá consegui arranjar um pouco de tempo livre e escapuli-me de imediato para uma sala de cinema. Como tinha “ouvido” falar muito bem deste filme e como sou fã de ChristianBale não foi complicado tomar uma decisão.

Há bastante tempo que não via um filme completamente sozinho no cinema, pelos vistos as coisas não andam bem no reino da Lusomundo. Retomando o raciocínio, se gostam de enredos complicados e histórias rocambulescas este é mesmo a não perder. Como se sentiriam se não conseguissem dormir há um ano? Mal, aposto. Pois essa é exactamente a abordagem efectuada.

Trevor Reznik faz com que um dos seus colegas perca o braço num acidente de trabalho e a partir daí torna-se paranóico e começa a sofrer de alucinações. Começa também a investigar o acidente sentindo que o mundo se virou contra ele. E quanto mais vai descobrindo menos vamos percebendo da história. E reforço o “não perceber”.

Vale bem a pena gastar cinco euros com este filme. Boa interpretação de Jennifer Jason Lee no seu regresso à sétima arte. Bale aparece cadavérico (perdeu 28! kgs para fazer o filme) e mais uma vez tem uma excelente presença. Perto das 5 estrelas