Código Da Vinci

Em primeiro lugar convém referir que não li o romance de Dan Brown pelo que fui ás escuras (belo trocadilho) para a sala de cinema.

Ouvi de muitos dos meus amigos “entendidos” na matéria que a escolha dos actores foi má e de que o filme seria muito fraco. Obviamente que a magia do livro é que nos catapulta para um mundo próprio, em que criamos a nossa realidade e idealizamos as personagens.

Com o meu habitual cepticismo fui ver este blockbuster e não desgostei. Não é uma obra prima, aliás sem querer colocar spoilers rapidamente chegam à conclusão de quem é o mau da fita.

A história é polémica e aborda a eterna busca da verdade acerca da Igreja Católica e os seus mais profundos segredos. Robert Langdon (Tom Hanks) tem de procurar o Santo Graal, seguindo as pistas deixadas pela obra de Leonardo Da Vinci, contando para tal demanda com a ajuda de Sophie.

Jean Reno, Alfred Molina e Ian Mckellen, entre outros, dão o contributo ao filme que é no seu geral cativante. Não tenho a perspectiva do livro o que provavelmente me ajudou na “aceitação” da história.

MI3

Chamem-me antiquado mas no que diz respeito à Missão Impossível sou fã das séries dos anos 60 e 80. Não tenho nada contra o Tom Cruise mas está longe de ser um actor que aprecie. No entanto, acabei por aceder ao pedido dos meus pais e acompanhei-os nessa saga. Afinal de contas faz alguns anos que não tinham a oportunidade de ir a uma sala de cinema e, ao contrário de mim são verdadeiros Missionaholics. MI3 é para mim a melhor das três aventuras, sendo igualmente aquele que menos efeitos especiais apresenta.

Philip Seymour Hoffman e Laurence Fishburne dão o toque de classe que falta em termos de interpretação, o que mesclado com algumas cenas de acção origina um filme bastante razoável. Gostei do pormenor da (inconfundível) música do genérico ser praticamente a original.

The Inside Man

Estava muito ansioso por ir ver este filme. As razões eram simples: Spike Lee e o excelente elenco em que destaco Denzel Washington, Clive Owen, Jodie Foster, Christopher Plummer e Willem Defoe. O enredo é aparentemente simples e aborda o assalto perfeito a um banco. Rapidamente a situação evolui para um impasse, em que a polícia e os ladrões se tentam iludir mutuamente.

Não se trata de um filme de acção mas sim de uma narrativa inteligente e que com o desenvolver da história nos revela factos muito interessantes. Nota alta para o final do filme, em que nos é revelado o resultado e motivo do assalto e para os pequenos toques de “magia” de realização. Por outro lado, começa a ser perturbante a publicidade descarada a produtos neste caso o iPod.

Para terminar, apenas dizer que gostei imenso do filme embora reconheça que esperava mais. Mas esse é o preço a pagar quando há demasiado talento reunido.