V for Vendetta

A crítica em relação a este filme era arrasadora. Como tal pareceu-me uma óptima ideia ir ver e comprovar a minha teoria de que por detrás de uma má crítica está normalmente um bom filme. A história desenrola-se numa Grã Bretanha futurista e fala de uma jovem que é salva por um estranho indivíduo de máscara que dá pelo nome de V.

Com o desenrolar da trama vamos percebendo que se trata de uma vingança relacionada com experiências médicas macabras. O objectivo de Hugo Weaving é desencadear uma revolução e derrubar o regime totalitarista e militar que impera.

Os cenários dark e a própria fotografia do filme levam a comparações com a ideologia nazi (a perseguição aos homossexuais é um exemplo) e levantam algumas questões relacionadas com o terrorismo.

Os irmãos Wachowski dão um toque à Matrix no final do filme, mas o que mais me agrada é o facto de que a história é claramente a componente principal, relegando os efeitos especiais para um lugar secundário. Quanto à escolha do actor parece-me perfeita, uma vez que a voz do “Agent Smith” é inconfundível e imponente o que reforça ainda mais a personagem. 

Syriana

Podia ser um filme complicado em termos de resultados de bilheteira, dado que aborda assuntos políticos muito delicados. No entanto, a história está muito bem estruturada e dividida entre as relações “perigosas” de Washington, passando pelos trabalhadores dos poços de petróleo e terminando na vida de um pacato consultor financeiro.

O tema principal centra-se na personagem de George Clooney (Bob Barnes) que está na fase final da carreira da CIA. É-lhe solicitado que assassine o Príncipe Nasir (futuro rei) de forma a evitar que os EUA percam o controlo do país e os acordos de petróleo. O filme, apesar de extenso está muito bem conseguido, intercala de forma inteligente as histórias paralelas que se vão desenrolando e, no final todas acabam por se interligar.

A nível de interpretações, não me parece que se justifique a nomeação de George Clooney para melhor actor secundário.

Aeon Flux

Mais um filme baseado num Animé, desta vez com a particularidade de estar associado à MTV. Charlize Theron tem um papel diferente do habitual: é uma rebelde que tenta matar o líder da última nação humana.

O cenário é extremamente futurista e o guarda-roupa é muito interessante. Tem (várias) sequências de acção e a história tem alguma credibilidade. Para quem é fã do género vale a pena a ida ao cinema. Para os homens, há o bónus de ver Miss Theron em sequências com muito pouca roupa.

Dentro do mesmo estilo sairá em breve Ultraviolet, com a Milla Jovovich.