Batman: The Beginning

Este filme leva-nos à génese do mito de Batman, explica como Bruce Wayne se torna num herói, com todas as suas angústias, medos e virtudes. Desde a sua viagem pelo mundo com o intuito de estudar a mente criminosa, passando pelo seu treino das montanhas tudo irá ser meticulosamente explicado e inserido na história.

Bruce regressa a Gotham com a missão de salvar a cidade do crime e da injustiça. Para o ajudar cria o alter-ego de Batman, baseado no seu mais profundo receio. Gostei bastante do filme. Está muito dark, com cenários interessantes. O elenco é bom e Christian Bale encarna muito bem a personagem (pena não ir alegadamente fazer a sequela). Liam Neelson é o vilão desta primeira aventura, interpretando Ra’s al Ghul, um dos arqui-inimigos mais conhecidos do Dark Knight.

É claramente um dos melhores filmes de Batman, na minha opinião apenas superado pelo primeiro, da autoria de Tim Burton.

Madagascar

Depois de várias filmes de animação soberbos a fasquia está muito elevada. Dessa forma foi com grande expectativa que fui ver este filme. Conta a história de quatro amigos residentes no Jardim Zoológico de Central Park, Nova Iorque. Marty, Melman, Gloria e Alex têm uma vida austera, são idolatradas pelo mais novos e vivem em perfeita harmonia.

Marty no entanto, começa a sentir necessidade de conhecer a selva, dado que nasceu e viveu em cativeiro. Os seus amigos não partilham da mesma ideia o que irá dar o mote para o resto do filme. Marty foge e os seus fiéis amigos partem em busca dele com o objectivo de o trazer novamente para o jardim zoológico.

Seguem-se inúmeras peripécias com os nossos heróis a acabarem naufragados na ilha de Madagascar. O filme não é tão bom como Shrek ou Nemo, peca aliás pela falta de conteúdo, tem excelentes personagens mas não foram bem exploradas tornando Madagascar obsoleto em relação a películas como Ice Age ou mesmo The Incredibles.

Sin City

Esteve perto de receber cinco estrelas mas ainda não foi desta que Matrix (o 1º claro) e Star Wars episódio IV,V e VI foram destronados do topo da pirâmide. Não conheço a banda desenhada em detalhe mas confesso que fiquei com curiosidade.

Até já tenho um cd cheio de comics para ler. Voltando ao filme, penso que o ponto mais forte é sem dúvida a ligação que é criada entre o espectador e as personagens, o que nos leva a perder a noção da realidade, sendo catapultados para a Cidade do Pecado.

Podemos encontramos tudo desde prostitutas, assassinos e pedófilos num ambiente macabro. Nota muito alta para a realização e para os actores que copiaram ao detalhe os diálogos da BD. Sem querer tirar o mérito aos realizadores (Miller e Rodriguez) nota-se claramente o dedo de Quentin Tarantino. Numa palavra: genial!