Sem Créditos Ep.1

Ano: 1982 | Publicado por: Williams | Género: Shooter Multi-Direcional

Com a adição da bartop ao Quartel General tenho tido a oportunidade de revisitar e tomar conhecimento de títulos clássicos dos anos 80 que desconhecia.

Essa descoberta levou-me a criar esta série, que vou carinhosamente apelidar de “Sem Créditos”, com o intuito de partilhar convosco jogos épicos que marcaram uma geração nas arcades.

A minha primeira escolha recaiu em Robotron: 2084, que foi desenvolvido por Eugene Jarvis e Larry DeMar, da Vid Kidz. Este jogo foi publicado em 1982, pela Williams Electronics e é basicamente um shoot ´em up 2D, conhecido pela seu ritmo frenético e elevado nível de dificuldade.

Apesar de não ser particularmente relevante nos anos 80, Robotron tinha uma premissa interessante, dado que a narrativa decorre em 2084, num mundo dominado pelos robots e onde os humanos iniciam uma revolta (hum, familiar, certo?). O objetivo é derrotar hordas de máquinas sanguinárias, salvar reféns humanos e acumular o máximo de pontos possível.

Este título retira inspiração de Berzerk e Nineteen Eighty-Four mas foi inovador pela utilização de dois joysticks e a possibilidade de sermos atacados em múltiplas direcções, algo que converteu este jogo num sucesso comercial.

Estamos perante um clássico, que contempla 255 níveis (ou waves) e que ainda hoje é visto como uma das referências do género. Se gostam de jogos terrivelmente dificeis e que podem frustrar-vos, a minha recomendação é que experimentem Robotron 2084

2020 e COVID-19, um sinal dos tempos?

Passou uma década desde que partilhei um artigo muito interessante neste blog, em que fazia uma previsão optimista de como estaria a nossa vida em 2020. Estamos (terrivelmente) longe do esperado, a nível tecnológico e de mentalidade, mas com a inédita crise do COVID-19 parece-me relevante dirimir alguns pontos.

Existirão inúmeros debates acerca do capitalismo, da ganância consumista que se apoderou da Humanidade e outros temas igualmente polémicos, mas no imediato, o foco deve ser a contenção do vírus. A maior dificuldade é sem dúvida a escala mundial, sendo importante um plano de ação concertado e eficaz.

Mas não tenham dúvidas que o maior desafio reside na implementação e logística desta operação.

Nenhum País tem um sistema de saúde capaz de responder a milhares de infectados, pelo que o isolamento ou a quarentena são as medidas mais lógica para limitar a propagação. Nem todos podemos estar na linha da frente mas TODOS podemos ser responsáveis e fazer a nossa parte, salvaguardando a nossa saúde e de quem mais gostamos.

Recentemente, li um artigo curioso em que se associava esta pandemia a uma resposta biológica do Planeta, com o objetivo de nos focar no que é importante. Não vou especular sobre tal, mas diria que é fundamental esperarmos o melhor e preparar-nos para o pior. Sou um optimista, por natureza e acredito que estaremos mais fortes no final desta crise.

Valorizem a liberdade, respeitem o próximo e lembrem-se que as diferenças, sejam de caracter político, religioso, desportivo ou de outro foro, servem apenas para nos moldar, em detrimento de afastar.

Todos ansiamos pelo dia em que podemos recuperar a normalidade do quotidiano e esse dia chegará mais rapidamente, se TODOS formos responsáveis.

Termino com uma citação de um dos meus filmes preferidos, A Ira de Khan:

Logic clearly dictates that the needs of the many outweigh the needs of the few.

E se o fizermos, estou convicto que conseguiremos vencer esta pandemia.