2020 e COVID-19, um sinal dos tempos?

Passou uma década desde que partilhei um artigo muito interessante neste blog, em que fazia uma previsão optimista de como estaria a nossa vida em 2020. Estamos (terrivelmente) longe do esperado, a nível tecnológico e de mentalidade, mas com a inédita crise do COVID-19 parece-me relevante dirimir alguns pontos.

Existirão inúmeros debates acerca do capitalismo, da ganância consumista que se apoderou da Humanidade e outros temas igualmente polémicos, mas no imediato, o foco deve ser a contenção do vírus. A maior dificuldade é sem dúvida a escala mundial, sendo importante um plano de ação concertado e eficaz.

Mas não tenham dúvidas que o maior desafio reside na implementação e logística desta operação.

Nenhum País tem um sistema de saúde capaz de responder a milhares de infectados, pelo que o isolamento ou a quarentena são as medidas mais lógica para limitar a propagação. Nem todos podemos estar na linha da frente mas TODOS podemos ser responsáveis e fazer a nossa parte, salvaguardando a nossa saúde e de quem mais gostamos.

Recentemente, li um artigo curioso em que se associava esta pandemia a uma resposta biológica do Planeta, com o objetivo de nos focar no que é importante. Não vou especular sobre tal, mas diria que é fundamental esperarmos o melhor e preparar-nos para o pior. Sou um optimista, por natureza e acredito que estaremos mais fortes no final desta crise.

Valorizem a liberdade, respeitem o próximo e lembrem-se que as diferenças, sejam de caracter político, religioso, desportivo ou de outro foro, servem apenas para nos moldar, em detrimento de afastar.

Todos ansiamos pelo dia em que podemos recuperar a normalidade do quotidiano e esse dia chegará mais rapidamente, se TODOS formos responsáveis.

Termino com uma citação de um dos meus filmes preferidos, A Ira de Khan:

Logic clearly dictates that the needs of the many outweigh the needs of the few.

E se o fizermos, estou convicto que conseguiremos vencer esta pandemia.

O Futuro da Nintendo

Em Janeiro, tive a oportunidade de partilhar a minha opinião acerca do hardware e software da Switch. Agora que já tive oportunidade de a testar, parece-me evidente que a Nintendo está a preparar o futuro, que vai passar exclusivamente pela plataforma móvel (handheld e telemóveis/tablet).

A Wii-U foi a primeira visão da marca nipónica, que teve como objetivo a consolidação de ideias e do conceito inerente a um produto híbrido. No que diz respeito à Switch, gosto do look cel-shaded de The Legend of Zelda: Breath of the Wild e do facto de ser open world, dando uma escala completamente diferente das aventuras anteriores. Acredito no entanto que esta será uma das últimas consolas da Nintendo, pelos motivos que passo a enumerar.

A Classic Mini teve uma procura enorme, vendendo 1.5 milhões de unidades em dois meses, apesar da recorrente falta de stock. A previsão de vendas da Switch para este ano é de 5 milhões de unidades, o que demonstra a despreocupação em competir com a Microsoft e Sony. Parece-me claro que esta consola é mais uma experiência, no caminho para a implementação do produto híbrido, o que faz sentido, com o actual status quo.

A nível de hardware e software, os rivais Microsoft e Sony apresentam um produto muito superior e continuarão a liderar o mercado. No entanto, o cenário na plataforma móvel é bem distinto, com a 3DS a dominar claramente, sem rival à altura. Por todos estes motivos, acredito que nos próximos cinco a oito anos, a Nintendo vai mudar claramente o seu foco, assentando numa oferta de produtos híbridos, que privilegiem a mobilidade.

Parece-me uma decisão inteligente e que procura capitalizar no sucesso e conceito de dois produtos que foram lançados há alguns anos: a Wii e a DS. E não é por acaso que no final de 2016 foi lançado o Super Mario Run, que acabou por ter um sucesso assinalável, mesmo com um valor de 10 euros.

Qual é a vossa opinião? Partilham desta ideia ou acreditam que o rumo da Nintendo será totalmente distinto?

O futuro dos “meus” Lakers

No dia 23 de Junho deste ano, vai decorrer o draft da NBA, em que os Lakers terão a segunda opção de escolha, à semelhança do que ocorreu o ano passado. A realidade em Los Angeles é muito diferente do habitual, sobretudo a partir do momento em que faleceu Jerry Buss, o lendário dono da equipa. Kobe Bryant retirou-se no final da época e os Lakers estão fora dos playoff há três anos, procurando reconstruir um plantel capaz de retomar a senda das vitórias.

Byron Scott, antiga glória, foi o treinador das duas últimas temporadas, que pouco deixam de lembranças positivas. Existe talento, embora ainda numa fase embrionária, sendo fundamental iniciar a reconstrução com a aquisição de um ou dois nomes sonantes no defeso. E é precisamente neste ponto que o cenário se complica: a realidade da NBA é bem diferente neste momento, com os grandes mercados (LA, NY ou Chicago) a perderem força face ás cidades mais pequenas.

O próprio jogou evoluiu, tornando-se mais rápido e menos dependente dos jogadores dominadores na posição de power forward ou poste. Dito isto, os Lakers optaram por Luke Walton para treinador, alguém que conhece muito bem o clube (membro de equipas campeãs) e que tem um percurso ascendente enquanto treinador adjunto dos Warriors, os actuais campeões da NBA.

Em termos de mercado de FA, fala-se em nomes como DeRozan, Hassan Whiteside ou mesmo Kevin Durant mas tudo não passa de especulação, sobretudo numa fase em que dois destes jogadores ainda estão envolvidos em competição. Sejamos francos, as probabilidades de DeRozan e Durant saírem das actuais equipas (Toronto e OKC) para ingressar nos Lakers são reduzidas. Estamos a falar de uma equipa que tem imenso potencial mas que poderá levar alguns anos a atingir o patamar desejado, sobretudo na Conferência Oeste, que é de longe a mais competitiva.

No draft deste ano, os Lakers deverão ficar com Brandon Ingram, um extremo de qualidade, com excelente jogo exterior. Confesso que estou entusiasmado com o futuro, embora reconheça a necessidade de adicionar um poste com capacidade defensiva (Hassan Whiteside) e alguns veteranos de qualidade. Temos actualmente muito talento em Russell, Clarkson, Randle, Larry Lance Jr, bem complementado pela experiência de Lou Williams e Marcelo Huertas, mas precisamos de muito mais para poder chegar aos playoffs.

Na minha opinião, estes são os melhores jogadores no mercado de FA sem restrições:

  • Hassan Whiteside – 14.2 ppg, 11.8 rpg, 3.7 bpg
  • Kevin Durant – 28.2 ppg, 8.2 rpg, 5.0 apg
  • DeMar DeRozan – 23.5 ppg, 4.5 rpg, 4.0 apg
  • Bradley Beal – 17.4 ppg, 3.4 rpg
  • Nicolas Batum – 14.9 ppg, 6.1 rpg, 5.8 apg

Realisticamente falando, acredito que os Lakers possam ficar com Whiteside e Beal, embora as prioridades sejam Durant e DeRozan. O mais importante é construir uma equipa competitiva e dar tempo a Walton para estabelecer um sistema ofensivo e defensivo moderno. Com o avançar do Verão, teremos certamente muitas movimentações e algumas surpresas.