Scorpion T.3

A terceira temporada vai apresentar-nos uma equipa mais fragmentada, dando ênfase ao desenvolvimento de personagens. Assim sendo, vamos acompanhar a campanha eleitoral de Sylvester, o triângulo amoroso composto por Walter, Tim e Paige, os preparativos para o casamento de Happy e Toby e alguma outras surpresas que irão ocorrer.

Dentro dessa premissa, contem com muita informação acerca do passado de Sylvester, assim como de Happy e Paige. Lentamente, começamos igualmente a ter a inclusão de Ralph na equipa, o que representa um desafio extra, face ao seu crescimento enquanto criança.

Gostei francamente da segunda metade da temporada, em que a narrativa se volta a focar nas missões da equipa, dando menos relevância aos desafios pessoais dos elementos que mencionei. Existem momentos extremamente hilariantes e outros em que se tenta humanizar a equipa de génios, fruto da empatia que vão revelar em relação a determinados acontecimentos.

A temporada termina com várias decisões interessantes, que visam o envolvimento amoroso de algumas personagens, o que é normalmente catastrófico em termos de longevidade deste tipo de projectos. Veremos o que nos reserva o futuro, sendo que a quarta temporada tem estreia marcada para o Outono de 2017.

Star Trek T.1

Nas últimas semanas, tenho dedicado algum tempo a rever a série original de Star Trek, algo que não fazia há muitos anos. A narrativa assenta na missão de cinco anos da USS Enterprise, que tem como objetivo descobrir novas formas de vida e promover relações diplomáticas.

Os primeiros doze episódios são francamente confusos, dando a sensação de que são completamente aleatórios, com constantes mudanças no elenco e no guarda roupa. No entanto, começa a ganhar consistência e ritmo a partir do episódio quinze, com boas histórias, repletas de imaginação e com uma evolução progressiva das personagens.

Temos de ter noção que esta série foi criada em 1966, pelo que não esperem grandes efeitos especiais ou interpretações extraordinárias. Mas no cômputo geral, a primeira temporada termina de forma francamente positiva, com excelentes episódios em que destaco a primeira aparição dos Klingons.

O trio composto por Kirk, McCoy e Spock consegue captar a nossa atenção, sendo notório o evoluir da sua ligação ao longo dos primeiros trinta episódios que compõem esta temporada inicial. Se são assinantes do Netflix, recomendo sem hesitação que invistam algum tempo, sobretudo para os fãs de ficção científica.

Knights of Sidonia

A chegada do Netflix a Portugal permitiu um alargamento de horizonte em termos de anime e séries no geral. Knights of Sidonia é uma produção exclusiva, que se desenrola no ano de 3394, após a destruição do nosso sistema solar. O inimigo é uma raça alienígena, de nome Gauna, que insiste em perseguir o último reduto da Humanidade. Sidonia é o nome da nave-mãe, que serve de lar aos últimos quinhentos mil sobreviventes.

Vamos acompanhar as aventuras de Nagate Tanikaze, um jovem que é encontrado perdido numa das linhas de produção de comida e que se vai revelar fundamental na luta contra os Gauna. A série está repleta de momentos de humor e apresenta-nos uma sociedade estratificada, em que os habitantes não têm sexo definido e conseguem sobreviver por períodos longos sem necessidade de comer (recorrendo a algo que é semelhante à fotossíntese).

Tanikaze foi criado por um idoso, tendo necessidade de comer recorrentemente e apresentando características inatas para pilotar os Gardes (robots, tipo Mech), que são a última linha de defesa. Existem batalhas épicas, associadas a uma trama obscura que nos vai sendo revelada ao longo das duas temporadas e que envolve imortalidade, clonagem e transferência de consciência.

Como habitualmente, vou evitar os spoilers mas recomendo que vejam este anime, que está muito bem conseguido e garante entretenimento. Convido-vos a partilhar a vossa opinião e a divulgar outras séries que considerem ser relevantes para este género.