Scorpion T.3

A terceira temporada vai apresentar-nos uma equipa mais fragmentada, dando ênfase ao desenvolvimento de personagens. Assim sendo, vamos acompanhar a campanha eleitoral de Sylvester, o triângulo amoroso composto por Walter, Tim e Paige, os preparativos para o casamento de Happy e Toby e alguma outras surpresas que irão ocorrer.

Dentro dessa premissa, contem com muita informação acerca do passado de Sylvester, assim como de Happy e Paige. Lentamente, começamos igualmente a ter a inclusão de Ralph na equipa, o que representa um desafio extra, face ao seu crescimento enquanto criança.

Gostei francamente da segunda metade da temporada, em que a narrativa se volta a focar nas missões da equipa, dando menos relevância aos desafios pessoais dos elementos que mencionei. Existem momentos extremamente hilariantes e outros em que se tenta humanizar a equipa de génios, fruto da empatia que vão revelar em relação a determinados acontecimentos.

A temporada termina com várias decisões interessantes, que visam o envolvimento amoroso de algumas personagens, o que é normalmente catastrófico em termos de longevidade deste tipo de projectos. Veremos o que nos reserva o futuro, sendo que a quarta temporada tem estreia marcada para o Outono de 2017.

Scorpion T.2

A equipa de génios regressa para uma segunda temporada, que mantém a mesma dinâmica , embora com algumas mudanças no seio da equipa. Toby e Happy assumem finalmente a sua relação, assim como continua a luta de Walter na tentativa de salvar a sua irmã de uma doença terminal.

A humanização das várias personagens continua, com alguns episódios específicos para o efeito. O mais extraordinário para mim continua a ser a inexistência de um vilão, com uma clara aposta em episódios ao estilo “monster of the week” e sem grandes cenas de acção.

Por várias vezes, comparei esta série a MacGyver (que vai ter um remate), dado que tem muitas similaridades. Nesta segunda temporada, gostei particularmente da adição de Mark Collins, um ex-membro da equipa que apesar de ter breves aparições, conseguiu alterar parte da narrativa e da simbiose que existia entre os vários membros, originando um final de temporada muito interessante e que termina com um cliffhanger.

No global, Scorpion continua a ser uma série de qualidade, cativando a minha atenção apesar de na prática falhar em todas as premissas das séries modernas de TV. Talvez o facto de ser diferente seja precisamente o que a torna única e divertida.

Scorpion T.1

Walter O´Brien tem um QI de 197 e lidera uma equipa de génios que procuram integrar-se na actual sociedade, sem grande sucesso. Uma série de eventos vai colocar este conjunto de excêntricos a colaborar com o Governo, naquela que aparenta ser uma missão isolada. Rapidamente se forma a equipa Scorpion, que é composta por Sylvester, Happy, Toby, Walter e Paige, uma improvável empregada de mesa que os ajuda no relacionamento humano.

Cabe Gallo é o representante do Governo e o agente de campo que completa esta equipa disfuncional, que consegue apresentar resultados e eliminar ameaças de elevado grau de dificuldade. A série tem um excelente desenvolvimento de personagens e a própria narrativa leva-nos a conhecer com detalhe a equipa, que vai sendo humanizada com o decorrer dos episódios. É curioso verificar a sinergia e a forma como semanalmente vão aprendendo a funcionar em grupo, apesar de terem extrema dificuldade no relacionamento, fruto de um QE baixo.

Pelo meio, vão surgindo relacionamentos românticos, que se revelam catastróficos em termos de gestão emocional e que culminam com um cliff hanger épico no final da primeira temporada. Sem colocar spoilers, só tenho que recomendar Scorpion, que conseguiu, sem dúvida, captar a minha atenção. Está longe de ser épica mas consegue fornecer entretenimento, fruto de boas interpretações, aliada a uma narrativa sólida e que nos cria empatia para com o futuro das várias personagens.

Caso pretendam, podem acompanhar em Portugal através do Canal Fox.