Mortal Kombat Legends: Scorpion´s Revenge

Ed Boon e John Tobias foram os criadores do universo Mortal Kombat, que tem alternado ao longos das últimas décadas entre os salões de jogos, consolas, computador e uma trilogia cinematográfica. O mais recente projecto é MK Legends, que aborda a origem de Hanzo Hasashi, assim como os eventos que levam à sua transformação em Scorpion.

A narrativa principal continua a ser o torneio organizado na Ilha de Shang Tsung, em que Johnny Cage, Liu Kang e Sonya Blade lutam pelo destino do Reino da Terra, que é protegido pelo Lorde Raiden.

As cenas iniciais do filme decorrem no Japão, em que Hanzo e o seu filho Satoshi são atacados pelo clã rival. Segue-se uma batalha épica, que termina com o assassinato de Satoshi, ás mãos de Sub-Zero, o líder dos Lin Kuei. Ás portas da morte, Hanzo jura vingança ao seu rival, ressuscitando mais tarde no Reino de Nether, onde irá chegar a acordo com o Feiticeiro Quan Chi, de forma a poder cumprir a sua promessa de sangue.

Após termos conhecimento da origem de Scorpion e da sua motivação, seguem-se os restantes heróis, com o devido enquadramento de Raiden, que tenta explicar a Liu Kang o racional das suas escolhas. O segundo acto ocorre na Ilha, com a apresentação do campeão de Mortal Kombat, Goro, que derrota facilmente Jax, o parceiro desaparecido de Sonya Blade. Paralelamente, Raiden interrompe o furto do amuleto de Shinnok, sugerindo a Scorpion que opte por outro caminho, fazendo as suas próprias escolhas.

Com o início do torneio, temos algumas batalhas icónicas, que vão opor Baraka, Reptile e Kitana aos heróis do Reino da Terra. Com a ajuda de Shang Tsung, uma força armada da organização criminosa Black Dragon entra na Ilha com a intenção de assassinar Cage, Blade e Liu Kang. Segue-se mais uma batalha sangrenta, em que Scorpion derrota Sub-Zero e a maior parte dos assassinos e Sonya Blade consegue finalmente vingança, ao eliminar Kano, o líder dos Black Dragon e o responsável pelo desaparecimento de Jax.

Liu Kang entra na sala do Trono, para enfrentar Goro, o que marca a entrada no terceiro acto de Mortal Kombat Legends. É nesta fase que terminam os spoilers, embora possa adiantar que o final está bem conseguido, deixando em aberto uma sequela, que irá certamente envolver Shao Kahn e a invasão ao Reino da Terra.

Antes de terminar, gostaria de recomendar Scorpion´s Revenge, que inclui algum fan service em expressões e animações clássicas do jogo, aliadas a uma atmosfera gore, que carateriza esta franchise. Gostaria bastante de ver uma sequela, algo que ainda não foi confirmado pela Warner Brothers.

Bom
75%

Scorpion T.3

A terceira temporada vai apresentar-nos uma equipa mais fragmentada, dando ênfase ao desenvolvimento de personagens. Assim sendo, vamos acompanhar a campanha eleitoral de Sylvester, o triângulo amoroso composto por Walter, Tim e Paige, os preparativos para o casamento de Happy e Toby e alguma outras surpresas que irão ocorrer.

Dentro dessa premissa, contem com muita informação acerca do passado de Sylvester, assim como de Happy e Paige. Lentamente, começamos igualmente a ter a inclusão de Ralph na equipa, o que representa um desafio extra, face ao seu crescimento enquanto criança.

Gostei francamente da segunda metade da temporada, em que a narrativa se volta a focar nas missões da equipa, dando menos relevância aos desafios pessoais dos elementos que mencionei. Existem momentos extremamente hilariantes e outros em que se tenta humanizar a equipa de génios, fruto da empatia que vão revelar em relação a determinados acontecimentos.

A temporada termina com várias decisões interessantes, que visam o envolvimento amoroso de algumas personagens, o que é normalmente catastrófico em termos de longevidade deste tipo de projectos. Veremos o que nos reserva o futuro, sendo que a quarta temporada tem estreia marcada para o Outono de 2017.

Scorpion T.2

A equipa de génios regressa para uma segunda temporada, que mantém a mesma dinâmica , embora com algumas mudanças no seio da equipa. Toby e Happy assumem finalmente a sua relação, assim como continua a luta de Walter na tentativa de salvar a sua irmã de uma doença terminal.

A humanização das várias personagens continua, com alguns episódios específicos para o efeito. O mais extraordinário para mim continua a ser a inexistência de um vilão, com uma clara aposta em episódios ao estilo “monster of the week” e sem grandes cenas de acção.

Por várias vezes, comparei esta série a MacGyver (que vai ter um remate), dado que tem muitas similaridades. Nesta segunda temporada, gostei particularmente da adição de Mark Collins, um ex-membro da equipa que apesar de ter breves aparições, conseguiu alterar parte da narrativa e da simbiose que existia entre os vários membros, originando um final de temporada muito interessante e que termina com um cliffhanger.

No global, Scorpion continua a ser uma série de qualidade, cativando a minha atenção apesar de na prática falhar em todas as premissas das séries modernas de TV. Talvez o facto de ser diferente seja precisamente o que a torna única e divertida.