Agent Carter T.1

Uma das personagens mais interessantes do primeiro filme do Capitão América é sem dúvida Peggy Carter. Por esse motivo, fiquei bastante agradado com o lançamento da série baseada nas suas aventuras.

A acção decorre após o final da guerra, numa fase em que a Hydra foi derrotada e o Mundo tenta recuperar do domínio nazi. Estamos em 1946 e os Estados Unidos criam a SSR (Strategic Scientific Reserve), que tem como objetivo investigar e prevenir ameaças internas ou externas.

Apesar de ser uma heroína, a agente Carter é tratada de forma trivial, sendo constantemente relegada para tarefas secundárias, como é apanágio da mentalidade típica dos anos 40. Parte do encanto da série reside precisamente nessa vertente, que consegue conciliar a acção com a comédia.

A narrativa principal consiste em limpar o nome de Howard Stark, que é acusado de traição e venda de armas aos inimigos dos EUA. Com a preciosa ajuda de Jarvis, o fiel mordomo de Stark, este duo improvável vai realizar missões secretas, que passam por recuperar artigos militares e invenções únicas, que podem fazer cair as defesas das nações mais importantes do Planeta.

Gostei imenso da primeira temporada, que tem apenas oito episódios. Preparem-se para excelentes cenas de acção, com algumas surpresas na narrativa e com a Leviathan como pano de fundo em termos de organização criminosa.

Considero excelente a adição do Dr. Ivchenko na parte final da primeira temporada, abrindo caminho para um possível aparecimento do Dr. Faustus na temporada seguinte. Mas no imediato, convido-vos a ver esta série e deixo os potenciais spoilers para um artigo futuro.

Jessica Jones T.1

O êxito de Daredevil abriu as portas para o aparecimento de novos heróis via Netflix. Jessica Jones é o mais recente projecto, narrando as aventuras de uma investigadora privada, que tenta desesperadamente encontrar a redenção pelos seus actos passados.

Pouco ou nada é mencionado acerca da génese desta heroína, que no universo da Marvel apresenta ligações profundas a Peter Parker. Durante esta primeira temporada, ficamos a saber que Killgrave controlou telepaticamente Jones, forçando-a a cometer um assassinato. Após uma crise profunda, o alcóol e o sentimento de vingança são tudo o que resta, originando uma narrativa algo sombria, mas repleta de twists e com um grau de qualidade elevado.

Mais uma vez, o casting é soberbo, com destaque para David Tennant (Killgrave), Carrie Ann Moss (Jeri Hogarth) , Mike Colter (Luke Cage) e Eka Darville (Malcolm). Existe uma simbiose quase perfeita entre o desenvolvimento das personagens e a acção, conferindo um ritmo fantástico à primeira temporada, que termina de forma muito interessante.

A interpretação é excelente e o vilão escolhido é absolutamente fantástico, o que é fundamental para manter o interesse ao longo dos 13 episódios. A participação de Luke Cage é igualmente digna de registo, sobretudo pela forma como é enquadrada com os eventos que decorreram no passado e que se ligam a Killgrave. E evitando spoilers, vamos assistir à transformação de algumas personagens, que irão tornar-se os vilões e heróis do futuro.

No geral, Jessica Jones é uma série muito competente, e embora não atinja o nível de Daredevil, deixa sem dúvida uma excelente imagem. Confesso que estou entusiasmado para a próxima temporada, assim como para os projectos futuros que se encontram confirmados:

  • Luke Cage – 30 Setembro 2016
  • Iron Fist – 2017
  • Defenders- 2019
  • The Punisher- data por confirmar

Para terminar, e caso ainda não tenham visto esta série, façam-no sem hesitação. Garanto que não se vão arrepender.

Supergirl T.1

O sucesso actual das séries da DC facilita o aparecimento de novos super-heróis, neste caso a prima do Super-Homem. Kara foi enviada para a Terra, com a missão de proteger Kal-El mas devido a um imprevisto na Zona Fantasma, chega apenas ao nosso Planeta vários anos mais tarde. Nessa fase, Clark já é um adulto, ao contrário de Kara, que tem apenas 14 anos.

A família Danvers acolhe a nossa heroína, que permanece no anonimato até se mudar para National City, tornando-se na assistente pessoal de Cat Grant. A história de Kara apresenta muita semelhanças à do Super-Homem e tem algumas personagens em comum, tais como Jimmy Olsen e Lucy Lane.
Os primeiros episódios são francamente decepcionantes, comparando constantemente os dois heróis de Krypton, desenvolvendo a narrativa em redor da curva de aprendizagem de Supergirl.

A partir do momento em que se começa a dar ênfase à DEO, uma organização governamental que lida com ameaças alienígenas e aos prisioneiros de Fort Rozz, a série melhora substancialmente, embora nunca atinja um nível elevado. Existem personagens fortes, tais como Winn, Alex Danvers, Maxwell Lord e Hank Henshaw, o que ajuda a elevar a qualidade dos episódio, sobretudo na segunda metade da temporada.

Existem várias participações interessantes, com destaque para Red Tornado, Reactron, Livewire e Silver Banshee, que interpretam alguns dos vilões secundários. Os maiores oponentes de Supergirl nesta temporada inicial são Alura Zor-El e Non, familiares de Kara que fugiram de Fort Rozz e que pretendem escravizar a Humanidade. Pessoalmente, gostei bastante da adição de Martian Manhunter, um dos meus heróis preferidos da DC, assim como o crossover com Flash, que dão um extra de qualidade à série.

No cômputo geral, Supergirl é um projeto com potencial, mas que apresenta uma primeira temporada mediana, com alguns episódios francamente bons. Será fundamental que a segunda temporada seja menos previsível e que se distancie das comparações com Super-Homem, para ter alguma hipótese de sucesso. Qual é a vossa opinião acerca deste tema? Acompanharam a série? Utilizem a caixa de comentários para dar o vossso feedback.