Attack on Titan T.1

Attack on Titan é o responsável pelo meu regresso ao anime, em consequência do excelente feedback que recolhi ao longo destes meses. O sucesso da manga (Shingeki no Kyojin) impulsionou e muito as aventuras de Eren Yeager e Mikasa Ackerman, dois jovens que se alistam nas forças militares para combater os Titãs, gigantescas criaturas humanóides sedentas de sangue.

Incapazes de travar o avanço destas criaturas, a Humanidade constrói muralhas impenetráveis, com o dobro da altura dos Titãs, garantindo um período de paz que dura há 107 anos. Existem três grandes zonas, rodeadas por muralhas (Maria, Rose e Sina), que albergam os sobreviventes. A sociedade é estratificada, sendo composta em termos militares pela Polícia Militar (que tem como dever proteger o Rei), a Guarnição (que patrulha e defende as muralhas) e o Corpo de Exploração (equipa responsável por missões no exterior da muralha).

Inesperadamente, a muralha Maria (de 50 metros de altura) é parcialmente destruída, por um Titã Colossal, uma criatura com 60 metros, algo que nunca tinha sido registado. Rapidamente, o distrito de Shiganshina é destruído, originando um massacre, com milhares de baixas. Eren e Mikasa conseguem escapar, mas ficam marcados para sempre ao assistirem à morte da própria mãe, que é engolida por um Titã. A partir deste momento, ambos tomam a decisão de lutar e aniquilar o maior inimigo da Humanidade, alistando-se nas forças militares.

A narrativa aborda partes da infância dos nossos heróis, assim como o treino intensivo de que são alvo, no sentido de formar cadetes e integrá-los nas forças militares acima mencionadas. Sabe-se igualmente que os dez melhores poderão escolher a força onde desejam servir, o que é uma grande honra, dado que a maioria opta pela Polícia Militar, que se encontra mais longe dos Titãs e com maior comodidade.

Vamos tendo algumas situações cómicas e outras que apesar de aleatórias, farão todo o sentido com o avançar dos episódios. No final da recruta, Eren Yeager continua com ideia de integrar o Corpo de Exploração, algo que é considerado suicida, face ao perigo de sair para lá das muralhas. Inesperadamente a muralha Rose é atacada novamente pelo Titã Colossal, originando uma batalha épica no Distrito de Trost, em que pela primeira vez aparece um Titã inteligente e que aparenta estar do lado da Humanidade, ajudando na batalha, que termina pela primeira vez com uma derrota dos Titãs.

Sem colocar muitos spoilers, depreendemos que Eren foi alterado geneticamente pelo seu Pai, conseguindo-se transformar em Titã, o que gera um conflito de interesses, com duas facções opostas. Após um complexo Tribunal Militar, a custódia de Eren é cedido ao Corpo de Exploração, que tem como missão ajudar o nosso herói a controlar os seus poderes e garantir que não representa uma ameaça para a Humanidade.

A temporada termina com uma missão fora da muralha, em que nos vamos deparar com uma Titã Feminina, que parece igualmente ser controlada por um humano. Seguem-se batalhas tremendas, com derrotas sucessivas dos humanos, mas, uma vez mais, é Eren que acaba por ser decisivo, garantindo a derrota desta poderosa inimiga. A segunda temporada estava prevista para este ano, mas sofreu um atraso, sendo provável apenas em 2017 ou 2018, o que é uma pena.

Attack on Titan é um anime excelente, com bom desenvolvimento de personagens e um conceito inovador. Tem igualmente a vantagem de grande parte da narrativa permanecer um mistério, deixando inúmeras questões por responder. Sugiro que acompanhem via Netflix e em breve saberemos certamente mais acerca dos criadores dos Titãs e qual o motivo para existirem humanos aliados a estes verdadeiros destruídores da Humanidade.

Buffy T.1

Buffy Summers mudou-se recentemente para Sunnydale, após ter sido expulsa da escola, em Los Angeles. Apesar de ser considerada uma delinquente, a verdade é bem distinta. Na realidade, Buffy é a “Caçadora”, uma humana com a capacidade de lutar e destruir demónios e vampiros.

A primeira temporada do clássico de Joss Whedon aborda a relação entre os diversos membros da equipa (Giles, Xander e Willow), que contam com a inesperada ajuda de Angel, um vampiro, na tentativa de derrotar o Mestre e evitar o Hellmouth, que representa essencialmente um portal que permitirá a entrada e várias entidades demoníacas na nossa realidade.

É importante salientar que a série é de 1997, pelo que está repleta de clichés e assenta numa narrativa simples e previsível, o que não retira qualidade ao produto final. Ao longo desta primeira temporada, vamos sendo confrontados com os desafios comuns dos adolescentes, o que permite desenvolver as personagens e criar alguma ligação com o futuro dos mesmos.

Como sempre, vou evitar os spoilers,  mas adianto que os planos dos vilões são frustrados pela nossa heroína, criando as condições narrativas para a introdução de uma nova personagem, que irei abordar no artigo referente à segunda temporada. Para os mais nostálgicos e fãs da série, recomendo que assistam à reposição no Syfy, que está disponível em diversas operadoras

The Librarians T.2

A primeira temporada esteve longe de ser brilhante mas conseguiu as audiências necessárias para garantir a sua renovação. Nesta segunda série, Flynn tem algumas aparições breves, ficando novamente a cargo dos restantes membros da equipa lutar contra Prospero, o vilão de uma das obras de Shakespeare.

A sua capacidade mágica vai colocar novos desafios aos Librarians, que terão de enfrentar Fadas, criaturas místicas, feitiços e até Moriarty, o mega vilão de Sherlock Holmes. A temporada culmina num fantástico episódio duplo, que vai ter um final curioso. No global, esta segunda temporada é superior à original, apesar de apenas contar com Carsen a part-time, algo que muito provavelmente deverá mudar para a terceira temporada, confirmada para o Outono de 2016.

Se gostam de séries com conteúdo leve e sentido de humor, The Librarians é uma excelente escolha. Nunca se leva muito a sério, bem ao estilo dos filmes originais e conta com um bom elenco, que nos cria empatia com as personagens, algo fundamental para a longevidade de qualquer série de televisão.