Scorpion T.1

Walter O´Brien tem um QI de 197 e lidera uma equipa de génios que procuram integrar-se na actual sociedade, sem grande sucesso. Uma série de eventos vai colocar este conjunto de excêntricos a colaborar com o Governo, naquela que aparenta ser uma missão isolada. Rapidamente se forma a equipa Scorpion, que é composta por Sylvester, Happy, Toby, Walter e Paige, uma improvável empregada de mesa que os ajuda no relacionamento humano.

Cabe Gallo é o representante do Governo e o agente de campo que completa esta equipa disfuncional, que consegue apresentar resultados e eliminar ameaças de elevado grau de dificuldade. A série tem um excelente desenvolvimento de personagens e a própria narrativa leva-nos a conhecer com detalhe a equipa, que vai sendo humanizada com o decorrer dos episódios. É curioso verificar a sinergia e a forma como semanalmente vão aprendendo a funcionar em grupo, apesar de terem extrema dificuldade no relacionamento, fruto de um QE baixo.

Pelo meio, vão surgindo relacionamentos românticos, que se revelam catastróficos em termos de gestão emocional e que culminam com um cliff hanger épico no final da primeira temporada. Sem colocar spoilers, só tenho que recomendar Scorpion, que conseguiu, sem dúvida, captar a minha atenção. Está longe de ser épica mas consegue fornecer entretenimento, fruto de boas interpretações, aliada a uma narrativa sólida e que nos cria empatia para com o futuro das várias personagens.

Caso pretendam, podem acompanhar em Portugal através do Canal Fox.

Blade – The Series

O filme original de Blade é sem dúvida marcante e embora tenha culminado com duas sequelas de qualidade duvidosa, merece sem dúvida ter continuidade. Essa herança ficou nas mãos da Spike TV, que tiveram uma abordagem arriscada, fazendo um casting 100% novo e focando a narrativa na Casa de Chthon e nos Pure Breed (aqueles que nascem vampiros). Podia ficar a dissertar acerca deste tópico e debater como pode um ser morto nascer… mas essa seria uma dissertação irrelevante para este artigo.

A acção decorre em Detroit, terra natal de Blade e tem como base a morte de Zack Starr, que vai desencadear uma série de eventos, que culminam com a sua irmâ Krista a ser transformada, com o objetivo específico de recolher informação para fornecer ao nosso herói. A cronologia segue os eventos imediatamente a seguir a Blade Trinity, confirmando-se que escaparam 12 Casas de Vampiros (para quem viu o filme, Blade utiliza a DayStar, uma arma biológica específica para vampiros).

Com a ajuda do seu novo sidekick Shen, dá-se início à batalha, que tem as suas vitórias e derrotas. A narrativa tenta focar-se no desenvolvimento das personagens, o que se torna complexo quando apenas existem 12 episódios. Para quem não sabe, a série acabou por ser cancelada devido ás audiências e termina com um gigantesco cliffhanger, o que é sempre penoso.

Não estamos perante algo fantástico ou que acrescente muito ao universo da Marvel mas tem alguma qualidade e consegue manter o interesse. Não simpatizo particularmente com a escolha para Blade, embora tenha no global, um papel competente. Se tiverem possibilidade de ver esta série e são fãs do DayWalker recomendo que a visionem.  Para os restantes, sugiro que foquem a atenção noutros projectos que irei abordar futuramente.

The Abominable Bride

Devido ao incrível sucesso da série, a agenda de Freeman e Cumberbatch tem andado deveras ocupada, o que resultou apenas num especial de Natal. A acção decorre no ano de 1890, em Londres, em que o detective mais famoso do Mundo terá de resolver o estranho caso da Noiva que regressa da morte para assassinar o seu marido.

Somos confrontados com duas visões distintas, com a abordagem racional de Holmes a colidir com a aceitação do sobrenatural por parte de Watson. O mistério adensa-se e o número de assassinatos aumenta, com a agravante de Moriarty reaparecer na narrativa.

Como é apanágio, as interpretações são brilhantes e nem tudo o que parece corresponde à realidade, convertendo este especial de Natal numa aventura imperdível.

Os fãs deste Sherlock moderno vão ficar agradados com “The Abominable Bride”, que mantém a qualidade a que Steven Moffat nos habituou. A parte mais penosa é sem dúvida aguardar até 2017 (possivelmente Janeiro) pela quarta temporada.