See T.2

A temporada original lançou a base narrativa que irá ser desenvolvida em grande escala nestes oito episódios. Após a revelação do passado da Princesa Maghra e a destruição de Kanzua, vamos acompanhar os planos maquiavélicos da Rainha Sibeth Kane, que levarão a uma guerra brutal contra os Trivantian.

Adicionalmente, Baba Voss é confrontado com o seu passado, na tentativa desesperada de resgatar a sua filha, Haniwa, que é prisioneira do seu irmão, Edo Voss. O tom desta temporada é claramente mais sombrio, sobretudo pelo facto de grande parte dos episódios decorrerem nas cidades de Trivantes e Penssa, que correspondem á capital do império Trivantian e Payan. Ao bom estilo de GoT, vamos ter uma componente política, com alianças improváveis e traições constantes, que conseguem manter a narrativa fresca e criar novos desafios para os nossos heróis.

Como sabem, evito dar spoilers, mas posso adiantar que teremos várias mortes importantes e uma batalha final épica, que coloca os irmãos Voss num derradeiro confronto. O desenvolvimento de personagens é soberbo nesta temporada, com destaque para Haniwa e Koffun, que assumem por completo o seu destino num mundo que continua a considerar a visão como um prenúncio de destruição.

Os derradeiros dez minutos deixam inúmeras dúvidas em termos narrativos, sobretudo com a separação de várias das personagens principais. Está confirmada uma terceira temporada, que previsivelmente será mais focada nos “tramas da família real”,  mas esta não é altura para especulação. Quero destacar a interpretação de Sylvia Hoeks, no papel da Raínha Sibeth Kane, que consegue ser uma personagem tão odiada como o mítico Rei Joffrey Baratheon, de GoT.

Em termos narrativos, há uma enorme evolução entre as duas temporadas. Entre cenas violentas, conseguimos assistir ao desenvolvimento das personagens e conhecer as motivações de ambas as fações. A componente política é igualmente relevante, demonstrando o instinto de sobrevivência do ser humano, algo que é explorado de forma constante nesta segunda temporada. Se procuram algo diferente, diria que See pode efetivamente ser uma agradável surpresa para muitos dos leitores.

Jurassic World Cretaceous T.5

A derradeira temporada de Cretaceous fecha o arco narrativo dos “Nublar Six”, que conseguem finalmente derrotar a Mantah Corp e regressar à civilização. A temporada anterior termina num impasse, introduzindo Daniel Kon, o CEO da Mantah Corp e pai de Kenji, que será uma personagem fundamental.

Ao longo de doze episódios os nossos jovens heróis vão ser testados, com desafios constantes e uma alteração significativa na sua relação com Kenji, que vai ser manipulado pelo seu Pai. Temos igualmente a reintrodução de Dave e Roxie, que regressam à Ilha Nublar, na companhia de Brandon Bowman.

Daniel Kon pretende utilizar a pesquisa de Mae para controlar os dinossauros, vendendo o seu DNA a Dodgson, o misterioso investidor que visita a ilha. Contem com inúmeras cenas de ação e lutas épicas entre o T-Rex e um Spinosaurus, complementado com alguns momentos de humor.

Em termos de narrativa, esta é claramente a temporada mais fraca. São introduzidos alguns elementos que, na minha opinião, são desnecessários numa série de animação  e que na prática nada acrescentam ao desenvolvimento das personagens. O desfecho da temporada leva-nos aos eventos que deverão ocorrer no terceiro filme da saga cinematográfica e, no global, cumprem de forma satisfatória a sua função.

Confesso que esta série foi uma agradável surpresa, embora tenha perdido qualidade nesta temporada. No entanto, o produto final merece, na minha opinião, o investimento nesta série que se encontra disponível via Netflix.

Into the Badlands T.3

No final da temporada anterior, Bajie consegue enviar o sinal para Azra, o que vai revelar-se um erro de proporções gigantescas. Em termos cronológicos, passaram seis meses desde o regresso de Sunny ás Badlands e a guerra entre The Widow e Chau continua a fustigar a população, originando um êxodo massivo de refugiados.

Descobrimos que Henry possui o Dom, o que coloca em causa a sua sobrevivência. Sunny recruta novamente a ajuda de Bajie, que sugere localizar a sua antiga mentora, Ankara. O vilão desta temporada é The Pilgrim, um ex-cidadão de Azra, que possui a habilidade de controlar o Dom e pretende conquistar as Badlands. A sua introdução ocorre no meio de uma batalha sangrenta, em que dois dos seus seguidores dizimam um batalhão de clippers da Baronessa Chau.

Para complicar ainda mais a situação, The Widow recruta Moon para regente, com o incentivo de eliminar Sunny e repor a sua honra. Apesar de ser um fã deste universo, esta terceira temporada é uma verdadeira loucura narrativa, com a introdução de várias personagens interessantes e da ordem Black Lótus, que acabam por ser pouco desenvolvidas. Adicionalmente, o mistério da origem do Dom acaba por ser vulgarizado, sobretudo a partir do momento em que Pilgrim consegue localizar uma câmara anciã que permite atribuir os poderes a qualquer humano.

A grande premissa acaba por ser a união de fações antagonistas, com o objetivo de derrotar o inimigo comum, Pilgrim, que pretende destruir as Badlands. Teremos batalhas épicas, das quais destaco a luta entre a Mestre e Pilgrim, a invasão ao quartel general de The Widow e o derradeiro embate entre Sunny e Pilgrim, com a ajuda de Bajie e Kannin.

Teremos igualmente a morte de algumas personagens relevantes, que lançariam a quarta temporada, que acabou por ser cancelada. Sinceramente, compreendo o motivo para essa decisão, pelos motivos acima expostos. Seria interessante ter uma temporada final, para encerrar esta aventura e desenvolver os verdadeiros motivos para o desaparecimento de Azra, assim como a importância de Sunny como The Catalyst.

Dito isto, para quem acompanha Into the Badlands desde o início esta é claramente uma temporada para acompanhar. Para os restantes, diria que pode ser algo difícil de visualizar, sobretudo nos primeiros oito episódios.