Hit Monkey T.1

Baseado na BD da autoria de Daniel Way e Dalibor Talajić, temos disponível na Disney+ a versão animada. Ao longo de dez episódios, vamos conhecer a história de Bryce Fowler, um assassino profissional que é contratado para eliminar Ken Takahara, que está na corrida pela posição de Primeiro-Ministro do Japão.

Após concluir com sucesso a missão, é perseguido por um esquadrão de mercenários, culminando numa execução sangrenta no topo de uma montanha, em conjunto com uma tribo de macacos da neve. O único sobrevivente é um macaco que tinha sido expulso do clã, que ao constatar aquele massacre, utiliza as armas de fogo de Bryce para eliminar de forma brutal os assassinos.

Bryce Fowler permanece na forma de fantasma, convertendo-se no mentor de Hit Monkey, que passa a ter como missão localizar o responsável pelo ataque. Ao bom estilo da Marvel, a narrativa é completamente over the top e incrivelmente sangrenta, convertendo esta série numa recomendação imediata.

No que diz respeito a casting, contamos com nomes sonantes tais como Olivia Munn, George Takei, Fred Tatasciore e Jason Sudeikis. As personagens de Haruka, Ito e Akiko estão bem conseguidas, sendo igualmente de destacar a presença de Silver Samurai e Yuki, que terão um papel relevante no derradeiro episódio.

Vou evitar os spoilers, mas posso adiantar que está muito fiel ao material original, que foi lançado em 2010. A animação é de elevada qualidade e Lady Bullseye converte-se na minha antagonista preferida desta primeira temporada. Apesar de existir um desfecho nesta aventura, as ações de Hit Monkey e Bryce vão ter consequências, que serão exploradas na segunda temporada, que deverá ser lançada em 2023.

Hit Monkey é inspirado no Agent 47, da franquia HitMan e garante entretenimento e algum humor, com desenvolvimento de personagens, o que é invulgar neste tipo de projeto. Fica sem dúvida a minha recomendação.

Star Trek: Strange New Worlds T.1

A décima primeira série do universo expandido de Star Trek traz-nos de volta o capitão Pike, uma figura icónica da série original , mas que foi igualmente relevante no desfecho da segunda temporada de Star Trek Discovery, dando origem a este spin-off.

Ao longo de dez episódios vamos acompanhar as aventuras da tripulação da USS-Enterprise, que irão deparar-se com ameaças constantes e que colocarão à prova a sua resiliência. O fan service é digno de registo, reintroduzindo personagens icónicas como Christine Chappel, Nyota Uhura e Joseph M’benga, que complementam as novas caras, das quais destaco La’an Noonien-Singh, Erica Ortegas e Hemmer.

Após os eventos que ocorrem a bordo da Discovery, o Capitão Pike tenta lidar com a visão que obtém no Mosteiro de Boreth. Para tal, conta com o apoio de Spock e Una Chin-Riley, que irão ajudá-lo a lidar com o peso da responsabilidade de conhecer o seu futuro.

Esta primeira temporada desenvolve de forma muito competente os principais elementos da tripulação, mais especificamente os seus receios e vulnerabilidades, criando um lanço importante para com os espectadores. A narrativa foca-se no Capitão Pike, embora tenha episódios dedicados a explorar o segredo do Dr.M’Benga e Una Chin-Riley, a relação de Spock e T’Pring e uma raça denominada como os Gorn, que está associado a um dos episódios mais icónicos da série original.

Destaco os derradeiros episódios, que são repletos de ação e introduzem duas personagens da série original, que ficarão para já no anonimato. Gostei francamente de Strange New Worlds e das premissas introduzidas, que serão exploradas em 2023, aquando do lançamento da segunda temporada. A simbiose entre personagens icónicas e novas adições é quase perfeita, conferindo uma dinâmica inovadora e que eleva o meu nível de interesse.

Estamos sem dúvida perante uma série de qualidade, que recomendo sem hesitação para todos aqueles que são fãs de Star Trek, mas igualmente para quem procura uma boa série de ficção científica.

Flash T.7

Lamentavelmente este projeto tem vindo progressivamente a perder qualidade e a sétima temporada mantém esta tendência. A narrativa continua a ser repetitiva, o que, em certas ocasiões, resulta numa espiral que nos remete para situações com que a equipa já lidou no passado.

No que diz respeito a antagonistas, temos o fecho de ciclo com a Black Hole, assim como o aparecimento de três personagens (Fuerza, Deon e Psych), que estão ligados a Barry e à Speed Force. Adicionalmente, os derradeiros episódios da temporada ficam reservadas a GodSpeed, que tem um plano para alterar o futuro.

Há uma tentativa de explorar as personagens secundárias da Team Flash, mais especificamente Cecile, Allegra e Chester P Runk, que funciona nalguns episódios, sendo no entanto insuficiente para captar a minha atenção. Contem igualmente com alguns regressos (Nora, Jay Garrick, Wells, Diggle e Sue) e a saída de mais uma personagem icônica da equipa.

Felizmente está confirmado que a oitava será a derradeira temporada desta série. Honestamente, tomei a decisão de continuar a acompanhar The Flash, mas recomendo apenas as primeiras três temporadas, que são claramente as melhores. Gostaria no entanto de obter o vosso feedback sobre este tema. Estão entusiasmado com o rumo da narrativa? Discordam por completo da minha opinião?