Star Trek: Picard T.2

Esta temporada arranca com uma viagem inesperada de Jean Luc rumo a uma anomalia espacial, onde se vai deparar com uma rainha Borg. Num impasse para evitar a assimilação, são transportados para um universo alternativo, em que a Federação tem uma visão xenófoba, focando-se na conquista da galáxia e eliminação de raças consideradas inferior. Após uma batalha feroz, acabam por resgatar uma rainha Borg, que se junta à equipa para uma viagem ao passado, de forma a corrigir a História e eliminar esta realidade alternativa.

O período temporal escolhido é 2024, mais especificamente Los Angeles, onde a equipa vai descobrir uma ligação à missão Europa e aos antepassados de Picard. Adicionalmente, ficamos mais tarde a saber que o responsável é o inevitável Q, com o intuito de proporcionar o derradeiro desafio a Jean Luc.

Ao longo dos dez episódios, vamos acompanhar as aventuras da equipa (Picard, Seven, Agnes, Raffi, Elnor e Rios), que necessita de reparar a nave La Sirena, garantir o sucesso da missão Europa e encontrar forma de derrotar Q. Apesar do fan service incrível, com a inclusão de Wesley Crusher, Guinan e Adam Soong, esta temporada tenta fazer demasiado, falhando em vários pontos da narrativa.

A introdução da personagem de Tallinn é interessante, assim como Renée Picard mas a narrativa torna-se previsível e assenta exageradamente no passado de Picard. Confesso que gostei mais da primeira temporada, embora o factor nostalgia seja irresistível, mantendo o meu interesse em níveis aceitáveis.

O episódio final é interessante, culminando numa aliança improvável e que lança uma premissa curiosa para o futuro da série. Adicionalmente, temos uma menção clara ao “Projeto Khan”, apesar de não termos qualquer confirmação de que venha a fazer parte da narrativa para a terceira e derradeira temporada de Picard.

Lockwood & Co. T.1

A obra literária de Jonathan Stroud foi adaptada pela Netflix, estando neste momento disponível a primeira temporada. Ao longo de oito episódios vamos acompanhar as aventuras de Lockwood & Co, uma agência privada de detectives psíquicos, que se vê envolvido numa gigantesca conspiração que tem ligações à morte dos pais de Anthony Lockwood.

O mundo que conhecemos mudou radicalmente, após The Problem, um evento que libertou os fantasmas para o mundo dos vivos, possibilitando ataques nocturnos, que ocorrem no auge do poder fantasmagórico. Para combater a ameaça são criadas agências, que recrutam jovens com a capacidade de ver e falar com estes espíritos. A premissa é muito interessante e a narrativa, apesar de previsível, consegue captar a nossa atenção graças ao desenvolvimento das personagens.

Anthony Lockwood é o líder da equipa, que conta ainda com George Cubbins, o responsável pelo planeamento das missões e Lucy Carlyle, uma jovem com o invulgar dom de interagir com fantasmas de nível 3. Confesso que gosto da utilização do florete como arma de defesa, assim como o misticismo e a utilização de correntes e sal. Existem algumas cenas de ação mas o principal é a narrativa em redor dum poderoso espelho, que inicia uma sequência de eventos que lança uma premissa muito interessante para a segunda temporada, que deverá estrear em 2024.

Se procuram uma série diferente, que retira inspiração de franquias como Ghostbusters, Harry Potter e Stranger Things, esta é uma opção a considerar. Diria que esta foi a mais agradável surpresa da Netflix no decorrer dos últimos seis meses. Caso tenham opinião formada acerca deste tópico, convido-vos a partilhar feedback na caixa de comentários.

Locke & Key T.2

Após os eventos da primeira temporada, os Locke acreditam que a sua vida irá regressar à normalidade. Rapidamente chegamos à conclusão que Dodge não foi derrotada, tendo assumido a aparência de Gabe para aproximar-se de Kinsey. Ao longo dos episódios vão surgir novas chaves, que permitem adquirir força sobre-humana, aprisionar ecos e transformar humanos em demónios.

Erin e Duncan vão ter um papel relevante nesta segunda temporada, servindo de apoio na batalha com Gabe e Eden. Tomamos igualmente conhecimento que com a utilização de “whispering iron” é possível forjar novas chaves, algo que será relevante para o arco narrativo principal. Josh Bennett é outra personagem introduzida nesta temporada, um antepassado do Capitão Frederick Gideon, que tem ligações profundas à família Locke.

A Black Door volta a ser um elemento relevante e que será explorado em termos narrativos. Saliento igualmente que o tom desta temporada é mais dark, com perdas assinaláveis para os Locke, que irão moldar os eventos do derradeiro episódio, em que somos confrontados com vários “impasses narrativos”.

Conforme mencionei anteriormente, há uma maior participação de Erin, Duncan e Nina, com o consequente desenvolvimento de personagens. Gostei igualmente da ligação dos Locke com o Capitão Gideon, que sem colocar spoilers, será previsivelmente uma parte fundamental da próxima temporada, que deverá estrear no segundo semestre de 2023.

Em conclusão, considero que existe uma evolução positiva em termos narrativos, embora existam alguns momentos previsíveis. O duo de vilões composto por Gabe e Eden cumpre o seu papel, embora nem sempre façam sentido as suas motivações. No que diz respeito aos Locke, Bode é a personagem que perde mais relevância, algo que espero venha a ser retificado na terceira e derradeira temporada.