War of the Worlds T.1

A terceira adaptação para TV da mítica obra de H.G. Wells fica a cargo da Fox, em parceria com a Studio Canal. A premissa assenta na invasão alienígena na era contemporânea, sendo que a ação vai repartir-se entre a Grã Bretanha e França.

A primeira temporada explora o início da invasão, que origina a morte de uma parte significativa da população, após um ataque electro-magnético que ataca uma zona específica do cérebro humano. As personagens principais são a astrónoma Catherine Durand, que descobre inicialmente o sinal proveniente do planeta Ross 128b, o cientista Bill Ward , a família Gresham e Chloe e Sasha Dumont.

Ao longo de oito episódios, acompanhamos a luta pela sobrevivência das personagens acima mencionadas, que se encontram em zonas diferentes do globo. Adicionalmente, vamos tomando conhecimento de uma estranha ligação de Sasha e Emily Gresham, que aparenta estar igualmente relacionado com os alienígenas.

Existem alguns pormenores interesantes nesta primeira temporada, que termina no habitual impasse, com a entrada de Emily numa nave espacial, onde encontra o que aparenta ser um dos invasores. O ritmo da série é lento e tenta focar-se no desenvolvimento de personagens, o que nem sempre tem o resultado esperado, face à insipiência narrativa.

No entanto, vou dar uma segunda oportunidade a War of the Worlds, que está disponível na Disney + , para quem estiver interessado.

Star Trek: Strange New Worlds T.1

A décima primeira série do universo expandido de Star Trek traz-nos de volta o capitão Pike, uma figura icónica da série original , mas que foi igualmente relevante no desfecho da segunda temporada de Star Trek Discovery, dando origem a este spin-off.

Ao longo de dez episódios vamos acompanhar as aventuras da tripulação da USS-Enterprise, que irão deparar-se com ameaças constantes e que colocarão à prova a sua resiliência. O fan service é digno de registo, reintroduzindo personagens icónicas como Christine Chappel, Nyota Uhura e Joseph M’benga, que complementam as novas caras, das quais destaco La’an Noonien-Singh, Erica Ortegas e Hemmer.

Após os eventos que ocorrem a bordo da Discovery, o Capitão Pike tenta lidar com a visão que obtém no Mosteiro de Boreth. Para tal, conta com o apoio de Spock e Una Chin-Riley, que irão ajudá-lo a lidar com o peso da responsabilidade de conhecer o seu futuro.

Esta primeira temporada desenvolve de forma muito competente os principais elementos da tripulação, mais especificamente os seus receios e vulnerabilidades, criando um lanço importante para com os espectadores. A narrativa foca-se no Capitão Pike, embora tenha episódios dedicados a explorar o segredo do Dr.M’Benga e Una Chin-Riley, a relação de Spock e T’Pring e uma raça denominada como os Gorn, que está associado a um dos episódios mais icónicos da série original.

Destaco os derradeiros episódios, que são repletos de ação e introduzem duas personagens da série original, que ficarão para já no anonimato. Gostei francamente de Strange New Worlds e das premissas introduzidas, que serão exploradas em 2023, aquando do lançamento da segunda temporada. A simbiose entre personagens icónicas e novas adições é quase perfeita, conferindo uma dinâmica inovadora e que eleva o meu nível de interesse.

Estamos sem dúvida perante uma série de qualidade, que recomendo sem hesitação para todos aqueles que são fãs de Star Trek, mas igualmente para quem procura uma boa série de ficção científica.

Pirates of the Caribbean: At World´s End

Eis que chega ao fim a saga dos Piratas embora tudo tenha ficado em aberto e francamente não me surpreenderia se Johnny Depp e companhia regressassem para mais aventuras.

At World´s End retoma a timeline do seu predecessor , em que a tripulação do Black Pearl vai ter de salvar o Capitão Sparrow do terrível castigo imposto por Davy Jones. A partir desse momento, uma série de acontecimentos culmina numa batalha final entre os Piratas e a East India Trading Company, que tem como aliado o navio The Flying Dutchman.

Pelo meio, vai ser apresentada a verdadeira história de Davey Jones e Calipso. Como filme, considero este terceiro episódio superior a Dead Man´s Chest, com mais acção, excelentes momentos de humor e claro, a fantástica personagem de Jack Sparrow. Nota para a participação de Keith Richards e para os extraordinários efeitos especiais.

Em suma, esta “trilogia” termina com relativa qualidade e as três horas de filme, apesar de parecerem excessivas, decorrem com grande fluidez.