High Rise Invasion T.1

Baseado na obra de Tsuina Miura, Tenkū Shinpan recebeu a sua adaptação anime via Netflix, com a designação de High Rise Invasion. Ao longo de 12 episódios, vamos acompanhar a saga de Yuri Honjō, que recupera a consciência num arranha céus e rapidamente constata que uma série de estranhos indivíduos, com máscaras, estão a influenciar outras pessoas a cometer suicídio.

Toda a narrativa decorre no topo dos edifícios, que estão interligados por pontes de corda e madeira, ao bom estilo de Indiana Jones e o Templo Perdido. Lentamente vamos tomando conhecimento que as máscaras conferem habilidades sobre-humanas ao seu detentores, retirando-lhes no entanto o livre arbítrio.

Yuri trava conhecimento com Mayuko Nise, uma jovem que tenta chegar ao topo do edifício para entrar num helicóptero, que segundo ela, representa a única saída deste mundo. No entanto, apenas uma pessoa pode entrar a bordo, o que origina uma batalha entre ambas, que é interrompida pelo Sniper Mask, que terá um papel muito relevante ao longo desta temporada.

Torna-se complexo falar desta série sem divulgar spoilers, mas posso adiantar que o duo composto por Yuri e Mayuko vai unir esforços, no sentido de derrotar os responsáveis pela criação desta realidade/mundo paralelo. Ao longo dos episódios seguintes vamos conhecer o irmão de Yuri, Rika Honjō, que está igualmente num dos arranha-céus, assim como personagens relevantes tais como Kuon Shinzaki e o vilão Mamoru Aikawa, que deseja converter-se no Perfect God, que é a designação atribuída ao Líder desta estranha realidade.

Vamos igualmente ficar a compreender que as máscaras são uma espécie de software, que instala programas que conferem capacidade distintas, que podem ser ser controladas por alguns humanos em específico, nomeadamente Kuon, Yuri e Aikawa.

As batalhas são completamente surreais, ao estilo característico da manga. Adicionalmente, podem contar com as dimensões desproporcionadas das protagonistas, que aparecem frequentemente em trajes menores, embora sempre preparadas para derrotar as inúmeras máscaras que estão sob o controlo de Aikawa. 

High Rise Invasion é uma série divertida, repleta de ação e que lança várias premissas interessantes. Lamentavelmente, a Netflix cancelou os planos para uma segunda temporada, o que é extremamente desapontante. Apesar desse revés,  recomendo que invistam tempo nesta série, dado que, na minha opinião, alia humor e ação de forma muito competente.

Pacific Rim: The Black T.1

Baseado na franchise que resultou em dois filmes, Pacific Rim: The Black narra as aventuras de Taylor e Hayley Travis, dois irmãos que vivem durante cinco anos numa base abandonada, no deserto australiano,   em conjunto com uma série de adolescentes.

O primeiro episódio apresenta-nos a origem dos dois jovens, filhos de pilotos de Jaeger. Ficamos igualmente a saber que os seus pais são forçados a abandonar a base, seguindo na direção de Sydney, na esperança de encontrar ajuda e retirar as crianças da zona de batalha.

Após cinco anos sem notícias dos adultos, Hayley encontra, inadvertidamente, uma base subterrânea, em que está inactivo um modelo antigo Jaeger MK III, o Atlas Destroyer. Ao ligá-lo, chama a atenção de um Kaiju de categoria IV, Copperhead, que terá um papel fundamental no arco narrativo desta primeira temporada.

The Black significa  a ausência de qualquer tipo de comunicação no continente australiano (ou Oceania, como preferirem), que se encontra sobre o  controlo absoluto dos Kaiju e que aparenta ter sido abandonado pela Humanidade. Sem divulgar demasiados pormenores, os nossos jovens heróis vão encontrar sobreviventes, dando início a uma batalha diária pela sobrevivência. Apesar de  muita ação, o foco está claramente no desenvolvimento das personagens de Boy, Mei e Shane, para  além dos irmãos Travis.

Existem referências claras aos filmes, assim como aparições de Jaegers icónicos, tais como November Ajax, Valor Omega e Titan Redeemer, que foram parte integrante da Uprising War. Nos derradeiros dois episódios existe um desenvolvimento interessante, que diz respeito á origem de The Boy e que lança algumas ideias inovadoras para a segunda temporada, que ainda não tem confirmação oficial.

Dito isto, considero que esta série está mais direcionada para fãs desta saga, embora no global, esteja sustentada numa narrativa mediana e personagens poucos memoráveis, com exceção de The Boy e Shane. Caso tenham interesse, sugiro que invistam algum tempo nos oito episódios, que têm a duração individual de 25 minutos.

Invincible T.1

Robert Kirkman é normalmente reconhecido pelo seu trabalho em The Walking Dead, embora tenha associado o seu nome a outros projetos de elevada qualidade. Recentemente, a Amazon Video adquiriu os direitos para uma série de animação, que diz respeito ao universo de Invincible.

Mark é um jovem adolescente, filho de Nolan Grayson, um famoso escritor, cuja identidade secreta é Omni-Man, um poderoso extra-terrestre, do Planeta Viltrum. Poucos dias após celebrar o seu décimo sétimo aniversário, Mark obtém os poderes do seu pai, iniciando o processo de se converter no próximo defensor do Planeta Terra.

Os primeiros episódios focam-se precisamente na evolução dos seus poderes, aliado às habituais inseguranças de um adolescente. Mark é terrivelmente ingénuo e vai aprender da forma mais dolorosa as escolhas impossíveis de um super-herói. Adicionalmente, a narrativa segue numa direção inesperada, mostrando uma faceta oculta de Nolan Grayson, que levará a um confronto brutal com o seu filho no desfecho da primeira temporada.

Nos primeiros oito episódios, somos apresentados à Global Defense Agency, uma organização liderada por Cecil Stedman, responsável por gerir as equipas de super-heróis, com destaque para os Guardians of the Globe e os Teen Team. No que diz respeito a vilões, os Mauler Twins são o principal foco da narrativa, por motivos que irei manter no anonimato (sem spoilers, recordados?).

Invincible é uma série deliciosamente violenta, que não tem pudor em demonstrar o que seria a realidade caso existissem super-heróis. Contem com incontáveis danos colaterais e decisões completamente desprovidas de empatia. O enredo é repleto de imprevistos e mudanças drásticas, mas consegue cativar-nos e envolver-nos no drama emocional que se cria em redor da família Grayson.

Destaque para o fabuloso casting, com destaque para nomes como Steven Yeun, Walter Goggins, Zachary Quinto, Mark Hamill, Zazie Beetz, Clancy Brown e J.K. Simmons. Tenho tido a oportunidade de recomendar várias séries de animação, mas neste momento estou tentado a considerar Invincible como a cereja no topo do bolo. Claramente, a não perder!