Into the Badlands T.2

A narrativa é retomada seis meses após os eventos da temporada inicial. Sunny faz trabalhos forçados numa mina de carvão, propriedade de The Engineer, embora tenha planos para uma fuga. No entanto, é traído por Bajie, que se vai tornar uma peça fundamental da história, resultados das suas inesperadas ligações ao grupo de monges que raptou MK.

Nas Badlands, a luta pelo poder está ao rubro, com várias fações a pretenderem controlar os territórios de Ryder. O seu pai, Quinn, sobreviveu e planeia de forma meticulosa a sua vingança, sustentada numa espécie de culto, em que os seus membros se convertem em fundamentalistas, preparados para o derradeiro sacrifício em prol da vitória.

Ao longo dos primeiros episódios desta temporada, acompanhamos a viagem de Bajie, MK e Sunny, que tentam desesperadamente regressar ás Badlands. As batalhas são uma constante, com destaque para Silver Moon, uma lenda dos Clippers, que trabalha como caçador de recompensas, nos Outlying Territories.

Apesar do dom de MK permanecer inerte, Bajie está convicto que podem alcançar a cidade perdida de Azra, com a ajuda da bússola e do livro, que se encontra na posse da Viúva. Vou deliberadamente omitir muitos dos pormenores, mas posso adiantar que Lydia é reintroduzida na narrativa e Tilda terá um papel importante nos eventos que mudam radicalmente a distribuição de poder nas Badlands,

O derradeiro episódio proporciona-nos finalmente a batalha entre Sunny e Quinn, que tem um desfecho trágico, embora previsível. Para lançar o arco narrativo da terceira temporada, Bajie reativa a bússola, após ter localizado uma torre de comunicações.

Into the Badlands continua a cativar-me, embora considere que esta temporada é inferior à original. No entanto, estou muito curioso com o rumo narrativo da próxima temporada, mais especificamente a cidade perdida de Azra.

The Spectacular Spider-Man

As últimas décadas estão repletas de séries de animação com qualidade acima da média. No que diz respeito a Spider-Man, esta é sem dúvida uma das minhas preferidas. Baseado no conteúdo criado por Stan Lee, Steve Ditko e John Romita Sr., esta adaptação de Greg Weisman e Victor Cook narra o quotidiano diário de Peter Parker, na Midtown Manhattan Magnet High School.

Os episódios iniciais da primeira temporada estão claramente direccionados para o desenvolvimento de personagens como Aunt May, Flash Thompson, Gwen Stacy e Harry Osborn. Paralelamente, Peter vai começando a lidar com os seus novos poderes, optando por tornar-se fotógrafo freelancer no Daily Bugle, que é gerido por J. Jonah Jameson, um editor obcecado em descobrir a identidade secreta do jovem super-herói.

No que diz respeito a vilões, contem inicialmente, com aparições de The Enforcers, Chameleon, Vulture, Electro, Doctor Octopus, Sandman e Rhino, que trabalham para o sindicato do crime, liderado pelo misterioso Tombstone. O seu braço direito é Hammerhead, que recorre à Oscorp Industries para distribuir super habilidades  a vários dos elementos da lista acima indicada, com o objetivo de distrair o nosso herói dos seus verdadeiros planos.

Peter e Gwen vão trabalhar como assistentes de laboratório para a universidade de Empire State, com o objetivo de auxiliar o Dr Curt Connors, criando o arco narrativo associado a Lizard. O seu braço direito é Eddie Brock, amigo de infância de Peter, que será igualmente relevante, sobretudo na segunda temporada, com a ligação ao simbionte Venom.

O que mais aprecio nesta série é a constante dificuldade de Peter em lidar com a sua vida pessoal, sendo sistematicamente forçado a dar prioridade à sua vida secreta, o que afeta profundamente a sua relação pessoal com Gwen Stacy e mais tarde, Liz Allan e Mary Jane.

Apesar da segunda temporada ser focada na batalha entre Spider-Man e Venom, temos a inserção de personagens como Captain Jupiter e Kraven, o meu vilão preferido. Black Cat regressa igualmente, para um episódio relevante, que irá lançar a premissa para os derradeiros episódios, que vão opor todas as facções criminosas ao nosso jovem herói.

The Spectacular Spider-Man é uma excelente série de animação, que retira muita inspiração da BD e que conta com uma excelente escolha de vozes. Infelizmente, a terceira temporada foi cancelada, por questões legais entre a Sony e a Disney. Mantenho no entanto a minha recomendação, dado que existe uma conclusão para a narrativa, apesar de terminar nalguns impasses, sobretudo no que diz respeito ao Green Goblin e a relação amorosa de Peter.

The Orville T.2

A segunda temporada de Orville é francamente melhor, na minha modesta opinião. Agora que as personagens estão consolidadas, vamos conhecer as suas raízes e aprofundar os seus principais receios. Existem alterações profundas no relacionamento de alguns elementos e, com grande pena minha, temos a primeira saída da série. Não vou colocar spoilers mas apesar dos meus receios iniciais, diria que a transição foi extremamente positiva.

Seth MacFarlane é um fã de Star Trek, sendo notória essa inspiração em inúmeros episódios, em que somos confrontados com dilemas e situações que testam a nossa imparcialidade e crenças pessoais. Há um enorme desenvolvimento de personagens, assim como um foco acentuado na cultura Kaylon e Moclan, que terão um papel fundamental na narrativa desta temporada. Ah e claro, não podia faltar uma guerra interestelar e as viagens no tempo.

The Orville é uma série de ficção cientifica que combina humor com temas muito actuais da nossa sociedade. Paralelamente, consegue ter personagens cativantes, com as quais nos preocupamos e que irão conquistar receios e desafios.

Não vou entrar em pormenores narrativos, mas termino com uma recomendação desta série, que termina num gigantesco impasse, lançando uma premissa interessante para a terceira temporada, que estreará no final de 2021.