Stargirl T.1

Geoff Johns é um dos meus criadores preferidos, com uma extensa obra literária na DC (Green Lantern, The Flash, JSA, Aquaman) e que nos últimos tempos se tem dedicado à adaptação destas personagens ao formato de série televisiva. O mais recente projeto é Stargirl, cuja narrativa decorre uma década após a derrota da Justice Society of America.

Courtney Whitmore é uma jovem que se muda com a sua família para Blue Valley, uma pacata cidade, que tem prosperado financeiramente graças à The American Dream, uma empresa liderada por Jordan Mahkent.

Sem desvendar muito dos segredos, posso adiantar que a Injustice Society of America tem uma presença bem marcante nesta cidade, o que vai originar uma batalha épica com os novos heróis da JSA.

Tudo começa com o Cosmic Staff, que está ao cuidado de Pat Dugan, o padrasto de Courtney. Durante as mudanças, a nossa jovem heroína encontra esta arma e surpreendentemente, consegue ativá-la, convertendo-se em Stargirl, o primeiro membro da nova JSA.

Ao longo dos episódios seguinte, um relutante Pat acaba por explicar o seu passado, como sidekick de Starman, o líder da JSA. Lentamente, a restante equipa vai sendo recriada, com a adição de Wildcat, Hourman, Doctor Mid-Nite e S.T.R.I.P.E.

Gosto particularmente do facto de todos os membros serem adolescentes com problemas reais e que são confrontados com dúvidas e receios naturais para quem assume a tarefa de lutar contra inimigos poderosos.

No que diz respeito aos vilões, destaque para Brainwave e Icicle, o líder da ISA e responsável pelo assassinato de Starman. Esta primeira temporada é composta por 13 episódios e é uma lufada de ar fresco, com um bom desenvolvimento de personagens, casting de nível elevado e uma produção de qualidade.

Como apreciador do trabalho de Geoff Johns só posso recomendar que invistam tempo em Stargirl, que tem a segunda temporada confirmada para 2021.

Está longe de ser uma série perfeita mas consegue criar uma ligação para com as personagens, estreitando a linha que separa os heróis dos vilões.

The Mandalorian T.1

No início de setembro subscrevi a Disney+, com o intuito de rever muito do catálogo da Pixar e Marvel, mas com o objetivo principal de acompanhar The Mandalorian, o mais recente projeto do Universo Star Wars, que cronologicamente situa-se cinco anos após os eventos de Return of the Jedi.

A narrativa é simples e descreve as aventuras de Din Djarin, mais conhecido como Mando, um caçador de recompensas que é confrontado com um dilema profissional, convertendo-o no guardião de The Child, uma criatura muito semelhante a Yoda e que aparenta ter ligação à Força.

Ao longo dos episódios vamos conhecendo a cultura dos Mandalorian e acompanhando as aventuras de Djarin, que é forçado a aceitar missões secundárias, como forma de sobrevivência. O que mais aprecio é o feeling de western espacial, em que o herói solitário vai superando desafios e encontrando aliados para uma batalha final, que ocorre nos dois últimos episódios da primeira temporada.

As personagens de Greef Karga, Kuiil, IG-11 e Cara Dure são essenciais para o desfecho final, assim como para lançar a premissa para a segunda temporada, que irá estrear no próximo mês de novembro. E como em qualquer narrativa que se preze, o vilão (Moff Gideon) é simplesmente soberbo.

A Disney tem acertado pouco nos últimos anos, no que diz respeito ao universo Star Wars (com excepção de Rogue One e The Clone Wars) mas tem nesta série um diamante por lapidar, que pode vir a converter-se numa referência essencial. Jon Favreau faz um trabalho extraordinário, conseguindo que o espectador crie laços de proximidade com as personagens, o que é essencial para o sucesso de qualquer projeto.

Recomendo sem hesitação que invistam tempo nos oito episódios de The Mandalorian, independentemente de serem fãs de Star Wars. Acreditem quando vos digo que não vão sentir-se desapontados.

Futurama T.1

Matt Groening é o criador de Futurama, uma série de animação que narra as aventuras de de Philip J Fry, um jovem estafeta que fica aprisionado num tanque criogénico em 1999, para acordar na véspera do ano 2999.

Leela é uma conselheira laboral, que o enquadra no funcionamento da sociedade. Insatisfeito com o resultado de se tornar novamente num estafeta, Fry escapa para a cidade, onde vai encontrar Bender, um robot alcoólico, que se vai tornar no seu melhor amigo.

No final do primeiro episódio, Leela acaba por aprisionar Fry, que a convence a fugir de uma vida monótona e de funções pré-definidas. Em conjunto com Bender, localizam o Professor Farnsworth, o último familiar vivo de Fry, que os ajuda a escapar da polícia e contrata os três para trabalhar no Planet Express, a sua empresa.

Futurama é uma sátira à sociedade, disfarçada de uma distopia futurista, repleta de humor e que ao longo desta primeira temporada nos apresenta as diversas personagens que irão compor a narrativa. Destaque francamente positivo para Zapp Brannigan e Morbo, que rapidamente se converteram em dois dos meus elementos preferidos.25