Castlevania T.1

Quando foi confirmada a adaptação do universo de Castlevania fiquei apreensivo, dado que se trata de terreno sagrado, no que diz respeito a videojogos. Mas, após alguma pesquisa e de constatar a lista de nomes que se associou ao projeto, o entusiasmo instalou-se.

Agora que tive a oportunidade de ver a primeira temporada, posso adiantar que estamos perante algo épico e que faz jus ao material original. A narrativa decorre em Wallachia, no ano de 1455, em que uma humana, de nome Lisa, resolve solicitar ajuda a Dracula Tempes, um vampiro com largos conhecimentos ao nível da ciência e medicina.

A relação evolui do plano profissional para o pessoal, culminando no matrimónio. Tudo parece correr pelo melhor, até que em 1475, na cidade de Târgoviste, um bispo resolve acusar Lisa de bruxaria, após encontrar material científico em sua casa. Como era apanágio na época, fruto do fanatismo religioso, é realizada uma execução na fogueira, que irá despontar a ira de Dracula, que jura vingar a morte da sua esposa no espaço de um ano.

Alucard, o filho de Lisa e Dracula implora para que o Pai reconsidere, sugerindo apenas que castigue os responsáveis pela morte da Mãe. Mas o Rei dos Vampiros encontra-se cego pelo sentimento de vingança e no aniversário da morte de Lisa, lança o seu exército na cidade, com o intuito de aniquilar todos os Humanos.

Em Gresit, uma cidade próxima, Trevor Belmont salva um ancião, acusado de ser o responsável pelo ataque de Drácula, vindo a descobrir que este homem é o líder de uma ordem designada The Speakers, que acredita na existência de um Soldado Adormecido, capaz de derrotar o rei dos Vampiros.

Relutantemente, Trevor acaba por ajudar o ancião, derrotando um Cíclope e libertando a sua sobrinha, Sypha, com quem vai desenvolver uma relação de amizade única. Esta primeira temporada foca-se no desenvolvimento de personagens, apresentando as suas motivações e criando o enquadramento necessário para a batalha que irá ocorrer na temporada seguinte.

Após os eventos de Gresit, Trevor e Sypha vão descobrir o túmulo de Alucard, que se revela como “guerreiro adormecido”, formando um trio inesperado e que irá desafiar Dracula.

Em conclusão, este projeto da Netflix é absolutamente brilhante, conseguindo conjugar narrativa e ação de forma perfeita, proporcionando uma experiência envolvente ao longo dos seis episódios.

Supergirl T.3

A terceira temporada de Supergirl tem pontos muito positivos, tais como as World Killers, a Legion of Superheroes e a possibilidade de Brainiac poder ser o vilão da quarta temporada. No entanto, existem algumas decisões que, na minha opinião, condicionam o futuro da série e pouco acrescentam ao universo criado.

Sem colocar spoilers, preparem-se para algumas saídas no final desta temporada e mudanças profundas na relevância de algumas personagens. No que diz respeito à antagonista, a escolha para esta temporada foi perfeita, dado que Reign representa uma força incontrolável e que colocará o derradeiro desafio a Supergirl.

Vamos ter muito desenvolvimento de personagens, com o necessário acompanhamento dos seus desafios pessoais. Gostaria igualmente que tivessem explorado em pormenor o lore de Krypton e Argo City, mas optaram por seguir um caminho diferente (sem spoilers) que não teve o resultado final que ambicionava.

Considero no entanto que esta é a melhor temporada até ao momento, aliando acção, narrativa e mistério de forma muito competente. Existe a preocupação de humanizar Kara mas os desafios pessoais de Lena Luthor, Jimmy Olsen e a tragédia familiar de J´onn consegue criar empatia no espectador.

A Legion of Superheroes foi uma novidade interessante, embora terrivelmente mal explorada, servindo apenas para justificar o regresso de Mon-El, que acaba por ser um elemento relevante no desfecho da batalha com Reign.

Em conclusão, recomendo que invistam o vosso tempo nesta série, que melhora drasticamente face à temporada anterior e lança algumas possibilidades interessantes para o futuro.

The Hollow T.1

Três jovens acordam numa sala vazia, sem qualquer lembrança de quem são ou como foram levados para esse local. Esta é a premissa com a qual somos apresentados a The Hollow, uma série de animação da Netflix que aconselho vivamente.

Escrito por Vito Viscomi (Nerds and Monsters, The Andy Dick Show) e realizado por Greg Sullivan e Josh Mepham, esta série conta com as vozes de Ashleigh Ball, Connor Parnall e Adrian Petriw nos papéis de Mira, Kai e Adam respetivamente, o trio de heróis que vai enfrentar uma série de desafios com o intuito de voltar para casa.

O ponto mais forte é sem dúvida o trio de heróis, que vão aprendendo a lidar com os seus poderes ao longo dos 10 episódios. Estamos perante uma narrativa que aposta forte no mistério, ao estilo de Lost ou da saga The Cube. Existem desafios constantes e uma lição a retirar de cada episódio, no sentido de melhorar o trabalho em equipa necessário para levar de vencida os vários oponentes.

Várias teorias vão sendo criadas pelas personagens, que tentam racionalizar e compreender o facto de terem de lidar com criaturas míticas, bruxas, zombies e monstros do gelo, entre muitos outros. Estou francamente curioso em saber se resolveram o puzzle antes de nos ser explicado o “mistério” que rodeia esta aventura.

Para terminar, deixo-vos um trailer para que tenham noção do que podem esperar.