Falling Skies T.2

Tom Mason continua a ser um prisioneiro dos invasores, mas vai reaparecer misteriosamente, sendo baleado pelo seu próprio filho numa emboscada dos Skitters. Como é evidente, vai sobreviver, dando início à segunda temporada, que estará repleta de reviravoltas e decisões inesperadas.

O ritmo da primeira metade desta temporada não é do meu agrado, mas a realidade é que melhora substancialmente a partir do momento em que tomamos conhecimento de uma nova facção no conflito, que se tenta revoltar e libertar do controlo dos Overlords. Uma das minhas personagens preferidas é Pope, que volta a surgir na narrativa como um anti-herói, assim como o Captain Weaver, que é a voz da consciência de todo o grupo.

Temos as habituais batalhas mas sobretudo um excelente desenvolvimento de personagens, que vai coincidir com o ressurgimento de Maggie, que aparenta estar livre da influência do arnês (objeto que permite escravizar os humanos). A Segunda Massa alcança finalmente a cidade de Charleston, a nova capital dos EUA, onde vai encontrar uma resistência formada e liderada por um antigo professor de Tom (Arthur Manchester), que os vai acolher.

Escusado será dizer que vão existir tensões entre os residentes, sobretudo pela diferença de opinião em relação à melhor forma de derrotar o inimigo. Terminamos num cliffhanger, com a chegada de uma misteriosa nave, que promete trazer novidades para toda a Resistência.

Star Trek T.2

A segunda temporada retoma as aventuras da USS Enterprise na sua missão de cinco anos. A narrativa mantém a lógica de monster of the week, mas é no global mais competente. Há uma clara intenção em fomentar a relação que existe entre Kirk, Spock e McCoy, sendo que os episódios estão bem conseguidos, mantendo um equilíbrio entre humor e acção.

Gostei imenso da influência da mitologia na narrativa, assim como para o reaparecimento de Harry Muud, que conferem um toque de qualidade extra aos vinte e seis episódios que compõem esta temporada.

Outro ponto de destaque é a importância atribuída a Scotty, Sulu e Uhura, que passam a ter um papel mais importante, o que ajuda a descentralizar a narrativa e mostrar o resto da tripulação. Existem vários episódios que poderia destacar, mas nenhum ultrapassaria o nível épico dos Tribbles, que marcaram claramente uma era, sendo alvo de homenagem no segundo filme do reboot de JJ Abrams.

Se são fãs do universo Star Trek, recomendo vivamente que invistam tempo nesta temporada, utilizando por exemplo a plataforma Netflix. Beam me up, Scotty, que a terceira temporada já espera por mim 🙂

Andromeda T.4

Começo por salientar que esta é, para mim,  a temporada mais fraca até ao momento, apesar de termos algumas novidades e mudanças que poderiam ter introduzido uma dinâmica interessante à série.

O ponto mais forte de Andromeda é sem dúvida as personagens, pelo que discordo imenso de várias decisões que foram tomadas. Mas, sem colocar spoilers, avancemos com algumas ideias. O Espírito do Abismo corrompeu as mais altas instâncias da Commonwealth, que se revoltou contra Dylan, acusando-o de traição. Esta é a principal premissa da quarta temporada, que nos apresenta uma equipa em fuga, na perspectiva de encontrar novos aliados na luta contra os Magog.

Vamos ter o ressurgimento dos Collectors, que farão uma aliança inesperada com um velho conhecido e algumas traições, que colocarão Dylan à prova de forma decisiva. Os episódios, no geral, apresentam mais acção mas falham na envolvência em termos de narrativa, diminuindo o meu interesse de forma substancial.

Os últimos episódios marcam o fim de ciclo, com a batalha final entre a Andromeda e a Magog World Ship, sendo que nada será como dantes. Serão realizados inúmeros sacrifícios e Dylan terá conhecimento de algo marcante e que terá impacto no resultado final desta aventura.

Fico céptico mas veremos o que nos espera na quinta temporada…