Que grande malha

Definitivamente estou a ficar velho. Há treze anos atrás estes jogos fizeram as delícias de uma geração de gamers. Hoje em dia até um telemóvel tem tecnologia mais avançada. Confesso que, por vezes, ainda me entretenho a brincar com um emulador de Spectrum que povoa o meu PC.

Os salões de jogos sempre me fascinaram e considero-me um privilegiado por ter vivido esses momentos! Actualmente os miúdos nascem com as consolas agarradas aos dedos. Mas passemos ao motivo pelo qual escrevo estas linhas. Para os mais velhos e também para os novos eis o link para jogos para o velhinho Spectrum.

Cuidado com o pó!!!

Rescaldo do Rock in Rio

Houve festa na Belavista durante esta edição do Rock in Rio. Quem não teve oportunidade de se deslocar ao recinto pôde acompanhar as festividades pela TV. E se a diversidade era muita a verdade é que houve decepções.

Mas começemos pelos pontos positivos: Paul Mccartney cantou e encantou durante quase 3 horas, Ben Harper foi o génio do costume, Carl Cox encantou os “ravers”, os Foo Fighters fizeram esquecer a ausência dos Guns N´ Roses e até os velhinhos Xutos e Pontapés levaram ao rubro a audiência.

Nota de destaque para os Metallica que provavelmente terão dado o melhor concerto do festival. Quanto aos aspectos negativos há que salientar a péssima actuação de Britney Spears que muito exigiu à organização mas pouco mostrou (o playback é incrível).

Nota negativa também para os Evanescence que se mostraram muito verdes ( Amy Lee necessita urgentemente de aulas de colocação de voz). Por último, há que melhorar as condições do recinto: o pó era terrível! Em conclusão, Portugal voltou a mostrar que tem capacidade de organização e que é possível ter eventos de nível mundial. O sucesso foi tal que em 2006 o circo do Rock in Rio deverá regressar.

Hellboy

É verdade, mais um filme baseado na BD, algo que se tem revelado uma tendência no decorrer deste ano. Francamente não conheço muito bem a obra de Mike Mignola, pelo que não vou abordar a fidelidade da adaptação face ao material original.

Em termos de conteúdo diria que é um filme interessante. A origem de Hellboy está bem conseguida, sendo interessante a sua ligação aos nazis, bem complementada com a introdução de Rasputin. Temos uma componente de sobrenatural, que é complementada com cenas de ação e humor. Benicio Del Toro fez, na minha opinião, um bom trabalho, dado que a narrativa é envolvente e consegue ser cativante, proporcionando uma experiência agradável.

Destaque para o casting, mais especificamente Doug Jones, Selma Blair e Ron Perlman, que entram bem nas personagens, conseguindo igualmente ter a química necessária para elevar o interesse do espectador.Para quem é fã, penso que ficará uma sensação de dever cumprido.

Pelos motivos acima indicados, fica a recomendação de apostarem numa ida ao cinema para acompanhar esta aventura do demónio salvador da Humanidade.