Alexandre, o Grande

O elenco só por si chama a atenção: Colin Farrell, Angelina Jolie, Val Kilmer e Sir Anthony Hopkins. Mas o grande chamariz é sem dúvida o personagem. Como gosto imenso de História Antiga não foi difícil ser “persuadido” a ir ver este filme.

O realizador também é um peso-pesado o que tornava sem qualquer margem para dúvidas o filme extremamente apetecível. Um dos meus receios era ir ver um filme de batalhas (como Tróia por exemplo) onde os efeitos especiais fossem levar vantagem sobre o conteúdo.

Nada mais errado: Oliver Stone soube explorar muito bem a personagem de Alexandre contando a sua história e evolução desde miúdo. Desde as aulas de Aristóteles, passando pelas conversas com o seu pai ou mesmo o domar do seu cavalo de estimação, tudo está interligado e excepcionalmente bem narrado.

Não fiquem desiludidos pois as sequências de batalha estão muito boas (a da Índia é brutal). Apesar de não ser um estudioso da matéria, penso que a maioria da informação “histórica” está correcta. Destaco a representação de Val Kilmer (boa) e de Colin Farrell (estou a ficar fã). Uma última nota: o filme tem cerca de 180 minutos mas, todos eles valem a pena garanto!

Nicotina

As idas ao cinema deviam ser sempre assim. Depois de mais um stressante dia de trabalho (nunca mais ganho o Euro-milhões) aproveitei para descomprimir e para gastar os 2 bilhetes grátis de que dispunha. A escolha condicionada (válido até dia 30/11) recaíu sobre esta produção sul-americana.

O filme passa-se na cidade do México e envolve várias personagens desde um grupo de ladrões amadores, um hacker obsessivo ou a Máfia russa entre outros. No centro da trama estão diamantes e os códigos de acesso a um banco na Suiça. Todos eles estão estranhamente interligados por coincidências e acontecimentos peculiares.

A avareza e o egoísmo são levados ao extremo neste filme que explora igualmente a temática das relações humanas. Tem diálogos fantásticos e cenas caricatas. Já tinha visto o trailer mas sinceramente fiquei surpreendido de forma positiva com este filme. Posso dizer com muita certeza que este seria um dos casos em que os 5 euros valeriam bem a pena.

 

The Incredibles

Definitivamente a Pixar está em grande. Depois de Monsters Inc. e Ice Age chega ao cinema a história de uma família de super-heróis.

Roberto Pêra (foi a tradução em português) é um ex-herói que trabalha numa seguradora e, em conjunto com a sua mulher (Helena) lutaram durante quinze anos contra os mais terríveis vilões.

Contudo a ingratidão foi grande e após vários processos em tribunal todos os super-heróis são banidos e proibidos de utilizar os seus poderes. Roberto e Helena aproveitam então para constituir família e tentam levar uma vida normal.

Claro que os anos vão passando e a rotina é demasiado aborrecida para o nosso herói. A oportunidade de voltar à acção surge através de uma misteriosa mulher que o convida para se deslocar a uma ilha e destruir um poderoso robot.

Recomendo vivamente este filme: tem um grafismo fantástico, é cómico e delicia a vista. Agora que terminaram os filmes de animação à “moda antiga” a utilização do computador torna as películas muito envolventes e reais. Mais uma vez as escolhas para as vozes são excelentes: Craig T Nelson, Holly Hunter e Samuel L Jackson entre outros.

Nota muito alta para este filme e para a Pixar. Segue-se The Cars.