BTTF – episódio 1

Em Fevereiro deste ano, recebi finalmente o link para o download da primeira aventura de Back to the Future. O jogo começa no parque de estacionamento em que Doc Brown testa o seu Delorean e o jogador tem o papel de Marty McFly.

O objectivo é voltar atrás no tempo e encontrar Doc (que surpresa), que se encontra preso. Através de pistas e interacção com várias personagens secundárias, vamos avançando no jogo e desvendando peças do puzzle final, com o intuito de evitar a morte de Emmet Brown.

O “ambiente” é muito semelhante a Broken Sword por exemplo, com possibilidade de receber “hints” para atingir os objectivos de cada cenário. Confesso que as minhas expectativas eram elevadas e o veredicto final é negativo. Apesar das vozes serem dos actores originais, não consigo entrar no espírito de BTTF. O mais inquietante é que chego a sentir-me aborrecido com a falta de acção e qualidade dos desafios.

A jogabilidade é mediana e o nível de dificuldade não oferece muita resistência. Ainda não terminei o primeiro episódio, mas posso garantir que não vou adquirir a full version. Não estamos perante um jogo terrível, mas com todo o potencial disponível, esperava muito mais. A plataforma que utilizei foi o meu computador (versão para Mac), mas acredito que este BTTF se torne mais interessante no iPad, devido ao touchscreen.

Algum dos leitores do Portal Pessoal adquiriu este jogo? Qual a vossa opinião? Concordam com a minha crítica?

Power Drift

No Verão de 1992, um jovem de 14 anos recebia o seu primeiro computador e deliciava-se com o mundo dos videojogos. O primeiro vício foi intenso, mas nada se comparou a Power Drift, que me deixou à beira da loucura. A premissa do jogo é muito simples: vencer corridas e conquistar pontos, rumo ao título.

Esqueçam os gráficos elaborados e a jogabilidade, nos primórdios o fundamental era criar um jogo que nos aumentasse os batimentos cardíacos e o sentimento de frustação.

Nesse campo, Power Drift era o líder de mercado. Foram horas de pura diversão, aliados a pancadas no joystick e injúrias verbais. Recordo-me perfeitamente de perder corridas na última curva e ser alvo de manobras ilegais, mas este jogo permitia esse tipo de conduta, o que era francamente inovador.

Existiram vários jogos que marcaram o meu tempo de Spectrum, nomeadamente Rick Dangerous, Chuckie Egg, R-Type, Match Day e F1, entre muitos outros, mas o Power Drift permaneceu intocável até ao lançamento de Out Run. São memórias francamente positivas e que perduraram, mesmo com a aquisição de vários computadores e consolas.

Sim, eu sei que este artigo é vintage e que poucos irão compreender esta nostalgia, mas não podia deixar de partilhar convosco mais esta pérola. Para os mais curiosos, este jogo teve uma versão para Amstrad PC e Sega Saturn.