No Verão de 1992, um jovem de 14 anos recebia o seu primeiro computador e deliciava-se com o mundo dos videojogos. O primeiro vício foi intenso, mas nada se comparou a Power Drift, que me deixou à beira da loucura. A premissa do jogo é muito simples: vencer corridas e conquistar pontos, rumo ao título.
Esqueçam os gráficos elaborados e a jogabilidade, nos primórdios o fundamental era criar um jogo que nos aumentasse os batimentos cardíacos e o sentimento de frustação.
Nesse campo, Power Drift era o líder de mercado. Foram horas de pura diversão, aliados a pancadas no joystick e injúrias verbais. Recordo-me perfeitamente de perder corridas na última curva e ser alvo de manobras ilegais, mas este jogo permitia esse tipo de conduta, o que era francamente inovador.
Existiram vários jogos que marcaram o meu tempo de Spectrum, nomeadamente Rick Dangerous, Chuckie Egg, R-Type, Match Day e F1, entre muitos outros, mas o Power Drift permaneceu intocável até ao lançamento de Out Run. São memórias francamente positivas e que perduraram, mesmo com a aquisição de vários computadores e consolas.
Sim, eu sei que este artigo é vintage e que poucos irão compreender esta nostalgia, mas não podia deixar de partilhar convosco mais esta pérola. Para os mais curiosos, este jogo teve uma versão para Amstrad PC e Sega Saturn.
Hugo Cardoso
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