007 – Skyfall

O espião mais famoso do Mundo, criado pela brilhante escrita de Ian Fleming está de volta. Como fã de Roger Moore e Sean Connery não tem sido fácil “aceitar” este reboot de James Bond. Não está em causa a capacidade de representação de Daniel Craig mas prefiro claramente o feel retro, de guerra fria dos seus predecessores.

Skyfall narra a busca de vingança de Silva (Javier Bardem), um ex-agente secreto que tentará aniquilar M a todo o custo. O filme tem um início frenético, com uma cena de abertura digna de registo mas cai muito rapidamente numa toada morna, em que somos confrontados com uma crise de confiança de Bond, fruto dos acontecimentos que decorrem da cena inicial (vou evitar os spoilers). Temos as habituais visitas por locais exóticos e alguns pormenores interessantes, das quais destaco a cena de luta em Macau e Hong Kong.

Em termos de narrativa, Skyfall não traz nada de muito apelativo, tornando-se inclusivamente bastante previsível a partir do segundo acto. Existem apontamentos interessantes, nomeadamente em relação a Moneypenny, Q e a personagem de Ralph Fiennes, que terá um papel fundamental nos próximos filmes.

Tenho perfeita noção que Skyfall tem recebido excelentes críticas mas pessoalmente continuo sem estar convencido. Prefiro claramente os filmes anteriores, com planos maquiavélicos de conquista do Mundo, humor britânico, sarcasmo e Bond-Girls de cortar a respiração. Para mim, é essa a essência do Bond de Ian Fleming e embora consiga aceitar que este reboot tenha a necessidade de apresentar um 007 menos requintado, não consigo envolver-me na narrativa.

Para terminar, penso que este filme tem pontos positivos, mais concretamente a personagem de Silva (um vilão invulgar no mínimo), as cenas de acção e as ocasionais referências ao estilo Bond de antigamente. Mas por outro lado, nota-se claramente que as restrições orçamentais obrigaram a muitas cenas nocturnas, retirando alguma “grandiosidade” ao filme. O enredo poderia ser francamente melhor, até porque em certos aspectos tem uma premissa semelhante a GoldenEye, que é um filme superior em muitos aspectos. Recomendo a fãs de Bond mas continuo com a sensação de que este não é agente secreto que tanto respeito e admiro…

Wii U

Apesar do lançamento da Wii U estar relativamente próximo, muitos consumidores continuam a olhar com desconfiança para a nova consola da Nintendo. Continuamos a aguardar imagens do produto final mas vários jornalistas já tiveram oportunidade de testar a consola, o que me permite opinar sobre este tema.

Parece-me claro que a Nintendo necessitava de lançar algo que lhe permitisse dominar o mercado mas será a Wii U a solução? Essencialmente estamos perante uma consola que em termos de hardware está ao nível da XBOX 360 e PS3. O grande “selling point” será a tablet que acompanha o produto e que pode vir a mudar radicalmente a forma como abordamos os jogos. O grande objectivo passa por conquistar a “guerra da sala de estar”, que continua sem um líder claro e inequívoco.

Em suma, temos uma consola que permite aos fãs da Nintendo continuar a usufruir de títulos como Mario, Zelda ou Kirby e ao mesmo tempo cativar os gamers mais direccionados para jogos como Call of Duty ou Modern Warfare. Paralelamente esta Wii U permite stream de conteúdos mas em mercados mais fechados (Portugal por exemplo) o facto de não ter leitor de Bluray pode fazer mossa.

A Wii U será o campeão de vendas do Natal mas tenho alguma reservas em relação ao médio prazo, sobretudo a partir do momento em que tivermos a XBOX 720 e a PS4 no mercado. E quanto aos leitores do blog? Estão entusiasmados com o lançamento desta consola? Estão a ponderar comprar?