A good day to Die Hard

John McClane é sem dúvida uma figura mítica dos filmes de acção e continua a garantir êxito de bilheteira, apesar da idade avançada de Willis e da ausência de argumento. O primeiro Die Hard está na minha lista de melhores filmes de acção de sempre e o terceiro também se revelou muito interessante, essencialmente pelo facto de terem actores de nível (Samuel L Jackson e Jeremy Irons) e um enredo sólido. A grande questão é que estes “pormenores” estão ausentes de “A Good Day to Die Hard”, tornando o filme num desfile de balas, frases feitas e façanhas impossíveis de realizar pelo mais comum dos mortais.

A premissa é simples: Jack McClane é preso e o seu Pai viaja até à Rússia numa tentativa desesperada de obter a redenção, pedindo perdão por anos de ausência enquanto Pai. Ao chegar ao Tribunal é testemunha de um ataque brutal que visa libertar um bilionário russo que iria depor contra um membro do Governo. Começam as cenas de perseguição e as piadas fáceis, chegando-se à conclusão que Jack trabalha para a CIA, cabendo a John o papel de sidekick nesta aventura.

Temos milhões de balas por minuto a voar, quedas impossíveis, perseguições intermináveis e uma batalha final em Chernobyl, tornando este filme numa roda viva de acção, com uma total ausência de narrativa. Com excepção de Bruce Willis, a interpretação é muito fraca (não gostei de Jai Courtney) e não fiquei minimamente convencido, o que não me surpreendeu. Confesso que ía com expectativas muito baixas mas o Die Hard tem de ser visto no cinema, é uma espécie de ritual.

Como alguém me disse no final, até o célebre “Yippee ki-yay” foi dito numa altura em que não fazia muito sentido. Só consigo recomendar este filme para os fãs hardcore. Aos restantes sugiro que o vejam daqui a uns tempos por casa. Com base nos dois últimos filmes, espero que tenham sinceramente dado a reforma a John McClane, que bem precisa de descansar e curar aquelas nódoas negras todas…

 

9 anos depois…

E foi em 2004, ano do Europeu de Futebol que tive a brilhante ideia de criar um espaço que me permitisse partilhar momentos da minha vida nessa grande auto-estrada virtual que é a internet. E aqui estou eu, no ano de 2013 a celebrar mais um aniversário do blog. Curiosamente o primeiro artigo que divulguei falava do Rock in Rio e desde essa altura muitos foram os temas abordados. Passei por várias fases, positivas e negativas mas a grande finalidade permaneceu intocável em todos estes anos e honestamente espero continuar por aqui durante muito tempo!

Quanto aos visitantes, espero que continuem a apoiar e a comentar, dado que a interactividade é fundamental para o sucesso do Portal Pessoal. Apesar de me focar em cinema, jogos indie e séries TV estou disponível para ouvir as vossas sugestões e feedback.

E venham de lá mais 9 anos! 🙂