A good day to Die Hard

John McClane é sem dúvida uma figura mítica dos filmes de acção e continua a garantir êxito de bilheteira, apesar da idade avançada de Willis e da ausência de argumento. O primeiro Die Hard está na minha lista de melhores filmes de acção de sempre e o terceiro também se revelou muito interessante, essencialmente pelo facto de terem actores de nível (Samuel L Jackson e Jeremy Irons) e um enredo sólido. A grande questão é que estes “pormenores” estão ausentes de “A Good Day to Die Hard”, tornando o filme num desfile de balas, frases feitas e façanhas impossíveis de realizar pelo mais comum dos mortais.

A premissa é simples: Jack McClane é preso e o seu Pai viaja até à Rússia numa tentativa desesperada de obter a redenção, pedindo perdão por anos de ausência enquanto Pai. Ao chegar ao Tribunal é testemunha de um ataque brutal que visa libertar um bilionário russo que iria depor contra um membro do Governo. Começam as cenas de perseguição e as piadas fáceis, chegando-se à conclusão que Jack trabalha para a CIA, cabendo a John o papel de sidekick nesta aventura.

Temos milhões de balas por minuto a voar, quedas impossíveis, perseguições intermináveis e uma batalha final em Chernobyl, tornando este filme numa roda viva de acção, com uma total ausência de narrativa. Com excepção de Bruce Willis, a interpretação é muito fraca (não gostei de Jai Courtney) e não fiquei minimamente convencido, o que não me surpreendeu. Confesso que ía com expectativas muito baixas mas o Die Hard tem de ser visto no cinema, é uma espécie de ritual.

Como alguém me disse no final, até o célebre “Yippee ki-yay” foi dito numa altura em que não fazia muito sentido. Só consigo recomendar este filme para os fãs hardcore. Aos restantes sugiro que o vejam daqui a uns tempos por casa. Com base nos dois últimos filmes, espero que tenham sinceramente dado a reforma a John McClane, que bem precisa de descansar e curar aquelas nódoas negras todas…

 

Live Free or Die Hard

Sou grande fã de Bruce Willis e como tal não podia deixar de ir ver o mítico Die Hard. Confesso que o primeiro, vulgarmente conhecido como Assalto ao Arranha Céus é excelente e qualquer um dos seus predecessores será sempre inferior, mas a personagem de John McClane é tónico suficiente para justificar a ida ao cinema.

O que pode dizer é que são 97 minutos frenéticos, repletos de acção, com efeitos especiais e coreografias verdadeiramente geniais. Não esperem grande conteúdo em termos de narrativa ou mesmo uma sequência lógica. Os elementos cómicos continuam presentes, com o choque tecnológico entre McClane e os hackers informáticos.

Este filme representa o regresso aos blockbusters de acção e mostra-nos que ainda é possível ter esperança num futuro melhor, pelo menos enquanto Bruce Willis estiver presente para dar cabo do canastro dos maus da fita.