The Dead Don’t Die

O mais recente projeto de Jim Jarmusch juntou um elenco de peso, com destaque para nomes como Steve Buscemi, Bill Murray, Adam Driver, Chloe Sevigny, Danny Glover, Tilda Swinton, Selena Gomez e Austin Butler.

O que poucos esperavam é que The Dead Don´t Die fosse um filme de zombies. A narrativa decorre na pacata cidade de Centerville e começa por mostrar-nos o quotidiano diário do Xerife Cliff Robertson (Bill Murray) e do seu adjunto (Adam Driver), com um foco por vezes excessivo na música de Sturgill Simpson.

Os dias começam a ficar mais curtos e inexplicavelmente os animais começam a desaparecer. Lentamente, vamos sendo apresentados aos diversos membros da sociedade local, com pequenos detalhes a serem disponibilizados ao espectador, para conferir continuidade e enquadramento.

O primeiro ataque (com a participação de Iggy Pop) ocorre de forma inesperada e lança a confusão nos habitantes, que começam a formular teorias acerca do sucedido. O filme tem momentos cómicos fantásticos e apresenta evidentes críticas sociais, que são visíveis no próprio comportamento dos zombies.

Tom Waits é o eremita local, que tem a seu cargo a narração de um filme que quebra em algumas ocasiões a quarta parede. Existem momentos muito positivos e os diálogos conseguem ser em certos momentos fenomenais mas no global, esperava mais em termos de narrativa e interação entre as personagens.

Por esse motivo, a minha apreciação final fica muito abaixo do esperado.

Mediano
61%

Earn to Die 2012 – Parte 2

Ficou hoje disponível Earn to Die 2, a terceira aventura de um jogo em que o grande objetivo é percorrer a maior distância possível, eliminando os zombies sedentos de sangue. Para facilitar a tarefa, temos uma garagem, onde vamos podendo realizar vários upgrades ao nosso veículo ou mesmo alterar para outra máquina mais do nosso agrado.

Caso não conheçam a versão original, sugiro que a testem, mas com alguma moderação, dado que é bastante viciante.

O conceito é bastante interessante, embora longe de inovador, mas consegue aglomerar estratégia e diversão num jogo que cumpre quase na perfeição a sua função de entretenimento. Ao invés da primeira aventura, começamos com um carro dos bombeiros, o que me parece bastante adequado para um apocalipse zombie. Convido-vos a experimentar este título, que para já se encontra disponível para iOS por apenas 1.99 euros.

Em breve, poderão jogar este título no browser, utilizando o link em questão.

Divirtam-se! 🙂

 

A good day to Die Hard

John McClane é sem dúvida uma figura mítica dos filmes de acção e continua a garantir êxito de bilheteira, apesar da idade avançada de Willis e da ausência de argumento. O primeiro Die Hard está na minha lista de melhores filmes de acção de sempre e o terceiro também se revelou muito interessante, essencialmente pelo facto de terem actores de nível (Samuel L Jackson e Jeremy Irons) e um enredo sólido. A grande questão é que estes “pormenores” estão ausentes de “A Good Day to Die Hard”, tornando o filme num desfile de balas, frases feitas e façanhas impossíveis de realizar pelo mais comum dos mortais.

A premissa é simples: Jack McClane é preso e o seu Pai viaja até à Rússia numa tentativa desesperada de obter a redenção, pedindo perdão por anos de ausência enquanto Pai. Ao chegar ao Tribunal é testemunha de um ataque brutal que visa libertar um bilionário russo que iria depor contra um membro do Governo. Começam as cenas de perseguição e as piadas fáceis, chegando-se à conclusão que Jack trabalha para a CIA, cabendo a John o papel de sidekick nesta aventura.

Temos milhões de balas por minuto a voar, quedas impossíveis, perseguições intermináveis e uma batalha final em Chernobyl, tornando este filme numa roda viva de acção, com uma total ausência de narrativa. Com excepção de Bruce Willis, a interpretação é muito fraca (não gostei de Jai Courtney) e não fiquei minimamente convencido, o que não me surpreendeu. Confesso que ía com expectativas muito baixas mas o Die Hard tem de ser visto no cinema, é uma espécie de ritual.

Como alguém me disse no final, até o célebre “Yippee ki-yay” foi dito numa altura em que não fazia muito sentido. Só consigo recomendar este filme para os fãs hardcore. Aos restantes sugiro que o vejam daqui a uns tempos por casa. Com base nos dois últimos filmes, espero que tenham sinceramente dado a reforma a John McClane, que bem precisa de descansar e curar aquelas nódoas negras todas…