JL – Flashpoint Paradox

O mais recente filme de animação da DC está muito focado em Barry Allen, aka The Flash e tem como premissa uma temática bastante em voga nos últimos tempos: vórtex temporal. Essencialmente o nosso herói vai ser catapultado para uma timeline, em que a Justice League não existe e se encontra a decorrer uma batalha entre Atlântida e as Amazonas, o que pode levar à exterminação da raça humana.

Flash não tem poderes neste realidade paralela e rapidamente conclui que algo de estranho se passa, dado que Bruce Wayne morreu em criança e o Super-Homem e Green Lantern nunca chegaram a tornar-se heróis. Por um acaso do destino (ou não) será Thomas Wayne a ajudar Flash na tentativa de recuperar os seus poderes e reverter o Universo ao seu estado natural. FlashPoint Paradox é sem dúvida um filme interessante, com violência gratuita quase a atingir o nível gore (Não é usual numa produção da DC termos decapitações).

Sem querer colocar muitos spoilers, podem contar com várias mortes e um enredo muito dark, em que somos confrontados com o lado mais sinistro de Wonder-Woman, Aqua-Man, Batman e muitos outros. O resultado final é uma visão diferente do universo DC, o que me agrada, especialmente com a ausência de moralidade e o sentimento de desespero que vai crescendo com o desenrolar do filme. Não é brilhante mas fica recomendado para os fãs da DC e da Justice League.

O “novo Cosmos”

Carl Sagan é uma figura incontornável da ciência e que deixou um legado fantástico para as gerações futuras. Curiosamente foi graças ao maravilhoso “Cosmos”, uma série televisiva que resultou numa obra literária, assim como pelo filme “Contacto”, que parte da sua obra foi divulgada para as massas.

Quase 20 anos depois da sua morte, vamos ter direito a reboot, com a colaboração de Neil deGrasse Tyson. O trailer foi apresentado hoje na Comic-Con e promete ser algo digno de registo.

Um grande obrigado ao Luís Nabais pelo link via Twitter.

Sharknado I

Existem filmes de série B que marcam um género, pelo facto de serem tão over the top que se tornam épicos. Alguns exemplos mais recentes são Snakes on a Plane, Anaconda III, Mega Shark vs Giant Octopus e o aclamado Iron Sky, de que tanto falei aqui pelo blog. Mas eis que do nada aparece Sharknado, uma produção americana que estreou no Sci-Fi Channel há cerca de uma semana.

Tendo em conta o hype recebido via Twitter não pude resistir e consegui encontrar um stream com esta verdadeira pérola, pelo que está na altura de vos transmitir o feedback da experiência. O filme começa de forma soberba, com cenas sem qualquer tipo de ligação e com um feel gore, antevendo que será tão mau ao ponto de se tornar ÉPICO. Tara Reid, Ian Ziering e John Heard são alguns dos actores presentes, num filme que cumpre na totalidade a sua função. Que dizer de uma narrativa que tem como premissa um tornado de categoria F5 que vai trazer centenas de tubarões para as ruas de Los Angeles? Os ingredientes para um cocktail explosivo de mau gosto estão presentes mas é precisamente isso que torna Sharknado num filme de culto.

Temos tubarões em cima de carros, a saltar para helicópteros, a atingir postes de alta tensão, enquanto navegam por piscinas, esgotos e vias rápidas. Que mais precisam para garantir 86 minutos de diversão? As interpretações são horriveis e o enredo não faz qualquer sentido mas que importa quando temos tubarões a ser mutilados com uma moto-serra? Ainda estão a ler este artigo? Pesquisem na internet por um stream e deliciem-se com o melhor pior filme de 2013.

E a melhor cena da década tem que ir para a forma como é aniquilado o último tubarão! Que brutalidade… uma homenagem a tudo o que de mau se faz na série B!