Os Filmes de 2015

Com o aproximar do Natal, começa igualmente a ser necessário pensar no ano de 2015, o que no meu caso representa uma leve dissertação relacionada com os filmes que mais hype me estão a causar. Tratam-se naturalmente de escolhas pessoais, pelo que é perfeitamente natural que discordem de muitos destes filmes. Convido-vos a opinar e deixar as vossas sugestões neste espaço. Sem mais demoras, eis as minhas escolhas:

Quentin Tarantino está de volta e embora ainda não exista data definida tudo aponta para o mês de Dezembro. Hateful Eight é uma mais um western, que decorre na época pós-guerra civil e que tem como pano de fundo uma gigantesca tempestade e uma série de mal entendidos. Um filme que certamente será mais um êxito do mestre Tarantino.

Num ano repleto de estreias épicas, não há como evitar falar em Star Wars – The Force Awakens. Apesar de todo o secretismo em redor do projecto, penso que o enredo irá coincidir com as novelas gráficas, o que me deixa francamente entusiasmado. Mas estou a tentar não entrar em forcegasm, porque sucedeu o mesmo aquando do episódio I e tive de suportar o Jar Jar Binks lol.

Tom Hardy é o rosto do novo Mad Max, outro regresso que ocorre a 15 de Maio. Este projecto tem sido adiado consecutivamente mas vê finalmente a luz do dia e espero que possa fazer jus aos épicos filmes de Mel Gibson, até porque o Road Warrior assim o merece. Em Maio, mas no dia 1, chega ás salas Avengers – Age of Ultron, que tem toda a minha atenção. Depois do sucesso colossal do primeiro filme, não acredito que a Marvel possa falhar. Conto que este seja muito possivelmente o número um da lista.

Para terminar, estou ansioso pela chegada de Inside Out, da Pixar, que ocorre em 19 de Junho. O facto de ser uma abordagem diferente desse estúdio leva-me a crer que temos um diamante em bruto para lapidar. E assim sendo, faltam apenas nomear os dark horses para 2015: The Seventh Son, Jurassic World (12 Junho) e Assassin´s Creed (7 de Agosto) são as minhas escolhas. O maior risco é claramente o último, apesar do jogo ter um enredo francamente interessante. A adição de Michael Fassbender ao elenco, aliado a tudo o que envolve o Animus, faz-me crer que pode ser uma bela surpresa.

Agora resta esperar por 2015 e comprovar as minhas opiniões.

Podcast #2

O segundo episódio está disponível mas relembro que ainda não escolhi o nome com que vou baptizar o Podcast. Deixem as vossas sugestões na caixa de comentários abaixo indicada.

Até 24 de Dezembro para o especial de Natal.

Interstellar

Christopher Nolan regressa com um filme que muitos compararam a 2001 – Odisseia no Espaço, do mestre Kubrick. Confesso que era um dos filmes mais aguardados por mim em 2014 e Interstellar cumpre a sua função, sendo claramente uma das melhores experiências cinematográficas do ano. O elenco é de luxo, com destaque para Matthew McConaughey, Anne Hathaway, Michael Cane, John Lithgow, Matt Damon, Topher Grace e Casey Affleck.

Num futuro próximo, o planeta Terra está a uma geração de se tornar inabitável, situação desconhecida para a população em geral. Cooper, em ex-engenheiro e piloto da NASA, tem uma vida de agricultor e vive com os seus dois filhos, numa quinta, à semelhança de grande parte da sociedade. Sem necessidade de armas, a população está mais estratificada do que nunca, numa clara tentativa de sobreviver ás pragas e à escassez de alimentos que assola o planeta.

A filha de Cooper, Murph, encontra acidentalmente uma anomalia relacionada com a gravidade, que desencadeia uma série de eventos, que resultam na criação de uma equipa, com o objetivo de explorar alguns destinos habitáveis para a sobrevivência da raça humana. E penso que nesta fase o melhor será não entrar em pormenores, de forma a evitar spoilers. A narrativa está muito bem estruturada, tem diálogos fantásticos e Nolan consegue direccionar o espectador para onde pretende, numa espécie de dissertação acerca da capacidade de sobrevivência, da adaptabilidade do ser humano, a busca pelo desconhecido e claro da fé inabalável que muitos questionam.

Interstellar é efectivamente um filme de ficção científica, tem inclusivé muitas noções actuais relacionadas com buracos negros, viagem no tempo, dimensões e a inevitável teoria da relatividade de Einstein, mas é muito mais do que isso. Estamos perante uma experiência que tocará cada um de nós de forma diferente e em que possivelmente chegaremos a conclusões distintas mas não tenho dúvidas em sugerir que vão ao cinema, se possível, ao IMAX.

Existem pormenores soberbos que gostaria de debater, mas parece-me mais adequado não estragar a surpresa a quem ainda não viu esta obra prima de Nola (mais uma). Para concluir, apenas uma nota de rodapé: apesar de colocar este filme muito alto na minha lista, não considero que seja superior a 2001 – Odisseia no Espaço, mas penso que tal seria extremamente ambicioso.