Shannara Chronicles T.1

Há muitos anos que a MTV deixou de ser um canal de música, fazendo investimentos em reality shows e séries. O mais recente projecto consiste na adaptação da obra de Terry Brooks e narra as aventuras de Will, Amberle e Eretria, na procura da semente da Ellcrys.

Existem alguns conceitos interessantes, nomeadamente o facto de a história se desenrolar numa era não muito distante da actual, sendo visíveis construções humanas, assim como grandes cidades. Após uma grande batalha, em que derrotaram o Dagda Mor (um druida elfo de incrível poder), os demónios ao seu comando ficam aprisionados na Ellcrys, uma árvore que se encontra junto ao Palácio dos Elfos.

Com o passar do tempo, a árvore começa a perder as suas folhas, libertando entidades e demónios para o mundo. Nessa altura, é necessário recorrer a uma profecia, sendo escolhida a princesa Amberle para liderar uma expedição que visa recolher a semente da Ellcrys e garantir que todo o Mal permanece aprisionado nas suas folhas.

O trio que vai realizar esta viagem é improvável, dado que consiste em Will, um meio elfo, que se revela como sendo o último da linhagem Shannara, uma família elfa que possui magia capaz de derrotar o mais poderoso dos demónios. Temos igualmente Eretria, uma humana que foi vendida aos Rovers, um bando de ladrões, e que procura a todo o custo garantir a sua liberdade. Por último, a princesa Amberle, que foi escolhida pela Ellcrys como a sua protectora, recebendo visões que a ajudarão a chegar ao BloodFire, o local onde encontrará a semente.

A primeira temporada é composta por dez episódios, em que vamos acompanhar este trio, assim como Allanon, o último druida vivo, que irá ajudar os nossos “heróis” na sua demanda. Existem alguns momentos interessantes, embora no global a narrativa seja bastante previsível e algo apressada, algo que está relacionado com a curta duração da temporada. Ainda está por confirmar se terá continuidade numa segunda temporada, que teria alguns pontos interessantes, face ao rumo que algumas personagens tomam no derradeiro episódio.

No global, se gostam deste tipo de aventura, recomendo que vejam os dez episódios mas evitem comparações com Game of Thrones, dado que são duas realidades completamente opostas. O valor de produção é francamente inferior e esta série tem claramente um público alvo mais jovem.

Pokémon Go: 30 dias depois…

Há cerca de trinta dias que tenho estado a utilizar diariamente o Pokémon GO, um jogo desenvolvido pela Niantic Inc. em conjunto com a Pokémon Company.  Como quase sempre, a Nintendo acertou na sua escolha, focando o marketing do produto na mobilidade e exercício físico, como forma de combater o sedentarismo.

Estão disponíveis 151 Pokémon nesta fase, que podem ser capturados em cenários de realidade aumentada. Temos igualmente uma componente de estratégia, que implica gerir os items à nossa disposição, no sentido de maximizar os recursos disponíveis.

O sistema actual permite que o jogador suba de nível, mediante o cumprimento de determinados valores de XP, sendo necessário para tal que capture ou evolua um determinado número de personagens.

Estamos perante uma experiência viciante, num jogo que é gratuito e que ainda não foi invadido por in-app purchases. Pessoalmente, já estou a perder algum do interesse inicial, algo que era previsível, face ao actual número de jogadores.

O público alvo de Pokémon Go reside na faixa etária até aos 17 anos mas curiosamente o maior volume de utilizadores são os adultos, algo que é sem dúvida fascinante. Mais interessante ainda tem sido o hype criado, com vários empresas de telecomunicações a criar pacotes de dados específicos e com a inevitável escalar das vendas de powerbanks.

Caso pretendam partilhar algumas das vossas experiências, convido-vos a fazê-lo na caixa de comentários. Da minha parte, estou na missão de encontrar o meu Holy Graal (Charizard ou Pikachu). Desejem-me sorte! 🙂